Professores rejeitam propostas do município e se organizam para ato público
Aconteceu nesta quinta-feira, 09de abril, a Assembleia Geral da Campanha Salarial 2015. Reunidos na sede do SindProfNH, os professores decidiram por unanimidade pelo Estado de Greve.
“Frente ao autoritarismo das mesas de negociações, onde as propostas já vieram prontas sem possibilidade alguma de construção de ideias, a categoria definiu que o único caminho será o organizar o magistério para enfrentar a precarização da educação hamburguense” afirmou a Presidente do SindProfNH, Andreza Formento.
A decisão ocorreu após a gestão apresentar uma proposta de reposição da inflação em duas parcelas 4 % em abril e 4,16% no mês de novembro. “Rejeitamos essa proposta por uma questão simples de matemática. Se a reposição inflacionária não for total, em 6 meses a perda salarial terá sido de aproximadamente 25%. Imagine o impacto disso no salário de um professor que recebe R$1.200,00 por mês”, comentou a diretora de uma escola.
Um ato público será realizado na próxima terça-feira, 13 de abril às 17h no centro administrativo.
“Contamos com o apoio da comunidade de Novo Hamburgo para resolvermos essa questão. Não estamos discutindo um aumento de salário, mas a desvalorização dos vencimentos do magistério. Somente com o apoio da comunidade vamos sanar esse problema e também o mais urgente de todos, a falta de professores”, disse a Presidente.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
Prefeito não comparece à Mesa Permanente de Negociações
SindProfNH e Grêmio dos Funcionários Municipais de Novo Hamburgo discutiram suas reivindicações com o Secretário da Fazenda Roque Werlang
Na tarde de ontem, segunda-feira 30 de março, ocorreu a primeira reunião da Mesa Permanente de Negociações 2015 realizada no Centro Administrativo Leopoldo Petry.
Participaram da mesa membros do Grêmio dos Funcionários Municipais de Novo Hamburgo e o Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH), representado pela Presidente do SindProfNH, Andreza Formento, o Presidente da Comissão de Mobilização da Campanha Salarial 2015, professor Gabriel Ferreira e a representante das professoras aposentadas Iara Winter.
O Prefeito Luis Lauermann não compareceu ao encontro que deveria dar início às discussões da Campanha Salarial 2015, cuja data base é 5 de Abril. Representando o Prefeito estava o Secretário da Fazenda, Roque Werlang. O Secretário de Educação, Alberto Carabajal também participou da reunião.
Os sindicatos expuseram suas pautas, mas a gestão agiu com cautela na recepção das propostas. Sobre o zeramento da inflação, e aumento real do salário do magistério o argumento utilizado foi a crise econômica. “Devido à situação atual da economia brasileira, as finanças públicas estão comprometidas. Reconhecemos que já será um grande esforço zerar a inflação”, disse o Secretário da Fazenda.
A resposta da prefeitura não foi bem recebida pelos professores, “Culpar o cenário atual da crise econômica não é uma justificativa , nem ao menos razoável. A folha do magistério é paga com recursos do Fundeb, que no ano de 2014 teve reajuste de 15% e neste ano de 13%. Estamos lutando pelo aumento real dos salários” disse a presidente do SindProfNH.
Outro ponto levantado na mesa de negociações foi 1/3 de hora atividade que hoje muitos trabalhadores não usufruem pela falta de professores nas escolas. “Estamos visitando todas as escolas e a situação é muito preocupante.
Espaços Pedagógicos estão sendo fechados, o que inegavelmente é um retrocesso na educação. Lutamos muito por esses espaços, dinheiro público foi investido em infra-estrutura e compra de materiais e nada está sendo utilizado” afirmou Gabriel Ferreira, Presidente da Comissão de Mobilização da Campanha Salarial 2015. O fechamento desses espaços vem ocorrendo em função do reposicionamento de docentes. Para a SMED a prioridade é colocar professores em sala de aula. Apesar das denúncias recebidas pelo sindicato pela falta de professores em diversas escolas, o Secretário de Educação não reconhece a situação. “Ainda estamos analisando caso a caso” comentou Carabajal.
“Esse problema seria facilmente resolvido se os professores do concurso com validade até 2016 fossem chamados para ocupar as vagas em aberto. O que está ocorrendo em Novo Hamburgo é uma triste política de contenção de despesas, que diminui a qualidade no atendimento aos alunos e prejudica a qualidade de vida dos docentes, logo no governo do partido que deveria representar os trabalhadores”, concluiu Gabriel.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira, 7 de abril na prefeitura. "Esperamos encontrar o senhor prefeito na mesa de negociações que agendamos. Apreciamos muito a Cia do Secretário da Fazenda, mas infelizmente ele não pode nos apresentar nenhum dado sobre educação para justificar suas negativas às nossas pautas. Debater com o chefe do executivo será mais eficiente para a categoria, afinal, a caneta está na mão de Lauermann e ele sim pode solucionar a crise educacional que se abete sobre a cidade de Novo Hamburgo”, finalizou Andreza Formento.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira, 7 de abril na prefeitura. "Esperamos encontrar o senhor prefeito na mesa de negociações que agendamos. Apreciamos muito a Cia do Secretário da Fazenda, mas infelizmente ele não pode nos apresentar nenhum dado sobre educação para justificar suas negativas às nossas pautas. Debater com o chefe do executivo será mais eficiente para a categoria, afinal, a caneta está na mão de Lauermann e ele sim pode solucionar a crise educacional que se abete sobre a cidade de Novo Hamburgo”, finalizou Andreza Formento.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Dia 28 de março é dia de divulgar as demandas da Educação na pesquisa socioantropológica!
Colegas professoras e professores
municipais, servidoras e servidores públicos, trabalhadoras e trabalhadores:
CONVIDAMOS TODAS E TODOS PARA
COMPARTILHAREM AS DEMANDAS DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL NA PESQUISA
SOCIOANTROPOLÓGICA- SÁBADO, DIA 28 DE MARÇO!
Coloque o adesivo. Leve o panfleto e converse com a comunidade!
Nossa caminhada
Assim como nos últimos anos, contamos os dias que antecedem a nossa data
base. Nossa Campanha Salarial iniciou em dezembro de 2014. Em Janeiro
encaminhamos o pedido de negociação com o executivo hamburguense. Motivados
pelo silêncio administrativo, protocolamos novo pedido de reunião com o governo
em fevereiro, para que pudéssemos iniciar as negociações da Campanha Salarial
2015. Sem respostas, entramos em contato com a Comissão de Educação da Câmara
de Vereadores e fomos à tribuna solicitar a intervenção da vereadora e dos
vereadores junto ao executivo.
Governo sério recebe o magistério!
A mesa de negociação, embora inócua, é necessária. No entanto,
queremos ser recebidos pelo chefe deste governo que se diz dos
trabalhadores. É com este excelentíssimo senhor, eleito pelos
hambuguenses, que queremos negociar.
A educação de novo Hamburgo exige
respostas. Queremos condições de trabalho, isso é direito de qualquer
trabalhador!
Dia 28 de março estaremos nas casas
das/dos hamburguenses
Amargo tem sido nosso início de ano: nunca antes tivemos tanta falta de
professores. Temos salas de aula lotadas de crianças. Estudantes com
dificuldades de aprendizagem sem professores para acompanhá-los e garantir o
seu direito de aprender. Alunos com necessidades especiais sem apoio à
inclusão.
Não podemos compactuar com uma
administração que “faz de conta” que está tudo bem. Nossas escolas carecem de
investimento na estrutura física: banheiros sucateados, janelas quebradas,
telhas rachadas, fiação elétrica que precisa urgentemente ser trocada.
Novo Hamburgo virou uma cidade de implantação de projetos do governo
federal sem consulta popular à categoria ou a comunidade escolar! Nossas
escolas de Educação Infantil estão sendo terceirizadas! Cresce o assédio moral
contra as professoras e professores que questionam a administração!
As trabalhadoras e trabalhadores em educação visitarão as casas de sua
comunidade escolar neste dia 28 de
março. É com a proposta de humanizar e unir professoras e professores à
comunidade escolar que estaremos em todos os bairros da cidade divulgando as
demandas da Educação Municipal.
Queremos diálogo! Somos trabalhadoras
e trabalhadores!
Dia 5 de abril está chegando e até agora nada! Quem defende a Educação
valoriza as professoras e professores. Portanto, pedimos seu apoio nesta luta
que é de todas e todos!
Dia 28 de março é dia de
defender sua escola, divulgando sua realidade e convidando a comunidade para se
unir à nós na luta pela Educação Pública de Qualidade!
sábado, 21 de março de 2015
Dia 1°de abril Eu tô na luta pela Educação Pública de Qualidade
As mobilizações pelo país afora, que se intensificaram em 2013, iniciaram pelo aumento das passagens, rapidamente incorporando outras pautas, como a luta contra a corrupção, modelo econômico, denúncias sobre os gastos com a Copa do Mundo e pela reforma política, por exemplo. Vieram as greves do magistério, servidores da saúde, policiais, bombeiros, bancários, metalúrgicos, garis, entre outros, contra a retirada de direitos, perdas salariais e por melhores condições de trabalho. Nos últimos dias, os protestos tomaram o país, alguns contrários, outros favoráveis ao Governo, e outros contra estas duas posições, denunciando o governismo e oportunismo. Uma conclusão salta-nos os olhos: existe a necessidade de mudança do país!
E para saber por qual caminho seguir, a educação é fundamental. Desta forma, ela é sempre colocada como uma das ferramentas de transformação da sociedade. Só que a educação, assim como a saúde e segurança públicas, são prioridades apenas nas campanhas eleitorais e discursos demagógicos de governos. Nas três esferas (federal, estadual e municipal) escutamos as mesmas desculpas: “não temos dinheiro”. Agora, os governos implementam os “pacotes de austeridade” que retiram direitos dos trabalhadores públicos e privados. No governo Dilma, através das Medidas Provisórias 664 e 665 de 2014, sem diálogo nenhum com a população, impõem-se sérias restrições aos direitos trabalhistas, limitando a concessão de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e seguro-desemprego. No governo Sartori, teremos redução de 20% nas secretarias da educação, saúde, segurança e transportes, além de corte de programas estaduais e atraso e parcelamento de salários. No governo Lauermann, sempre falta verba para valorizar e investir na educação. O município de Novo Hamburgo cresce economicamente nos discursos para a imprensa, mas está sempre em recessão nas falas dos representantes da prefeitura nas mesas de negociação com os servidores (isto quando acontecem). E enquanto isso, os empresários e banqueiros, em todo o país, lucram como nunca e são contemplados com desonerações e benefícios fiscais.
Frente a tudo isso, joga-se toda a responsabilidade com a educação sobre as professoras e professores. Mas eu e meus colegas temos condições para seremos os mediadores desta mudança se somos, simplesmente, jogados nas salas de aula, geralmente lotadas? Se temos que, muitas vezes, nos revezar entre duas, três escolas, às vezes em municípios diferentes? Como podemos fazer da educação uma ferramenta para mudar o país se não somos valorizados, se a nossa formação é desconsiderada?
Os planos de carreira da rede municipal de Novo Hamburgo, em especial o mais recente, não consideram a formação do professor, vital para a construção de uma educação pública de qualidade. Professoras e professores com pós-graduação, mestrado e doutorado não tem esta titulação reconhecida e valorizada. Professoras e professores com formação superior continuam a receber o salário de ensino médio, mesmo já tendo concluído o estágio probatório e estar prevista em lei, de autoria do próprio governo, esta reclassificação. Professoras e professores ainda não têm 1/3 de hora-atividade, pois a prefeitura segue a descumprindo Lei do Piso.
Retornamos para mais um ano letivo, encontrando setores fundamentais, como bibliotecas, laboratórios de informática, de aprendizagem e salas de recursos fechados, já que os profissionais para atendê-los foram deslocados para sala de aula. Ainda assim, muitos professores seguem faltando em sala de aula como nunca. Como a educação vai mudar o país se não temos o básico?
A prefeitura pouco chamou do último concurso, mesmo tendo toda esta defasagem de pessoal. O governo não aceita negociar a mudança do já citado plano de carreira, que aumenta a desvalorização, sendo responsável pelo município ter recordes de exonerações. Também a cada ano a prefeitura não propõe um reajuste salarial que vá além da inflação, assim como não repassa o reajuste do Piso Salarial, e não paga as nossas perdas salariais históricas. Para piorar (se é possível), até agora não fomos chamados para negociar nossa pauta, sendo que falta pouco para o dia 5 de abril, prazo em que a prefeitura deve encaminhar o projeto à câmara com a proposta salarial. Como vem se repetindo ano após ano, seguimos sem respostas.
Sendo assim, exigimos o cumprimento da lei do piso, 1/3 de hora atividade, o reconhecimento imediato da formação das professoras e professores, seja superior, pós-graduação, mestrado e doutorado, a nomeação dos aprovados no último concurso, a reabertura de todos os setores fechados, e um reajuste de 13% além da inflação, para conter a desvalorização salarial que só aumenta a cada ano.
Para isso, precisamos da abertura imediata das negociações. Se querem que a educação realmente mude o país, que nos dê condições para isto. As professoras e professores do município de Novo Hamburgo querem respeito e valorização de fato. A nossa luta exige respostas!
E para saber por qual caminho seguir, a educação é fundamental. Desta forma, ela é sempre colocada como uma das ferramentas de transformação da sociedade. Só que a educação, assim como a saúde e segurança públicas, são prioridades apenas nas campanhas eleitorais e discursos demagógicos de governos. Nas três esferas (federal, estadual e municipal) escutamos as mesmas desculpas: “não temos dinheiro”. Agora, os governos implementam os “pacotes de austeridade” que retiram direitos dos trabalhadores públicos e privados. No governo Dilma, através das Medidas Provisórias 664 e 665 de 2014, sem diálogo nenhum com a população, impõem-se sérias restrições aos direitos trabalhistas, limitando a concessão de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e seguro-desemprego. No governo Sartori, teremos redução de 20% nas secretarias da educação, saúde, segurança e transportes, além de corte de programas estaduais e atraso e parcelamento de salários. No governo Lauermann, sempre falta verba para valorizar e investir na educação. O município de Novo Hamburgo cresce economicamente nos discursos para a imprensa, mas está sempre em recessão nas falas dos representantes da prefeitura nas mesas de negociação com os servidores (isto quando acontecem). E enquanto isso, os empresários e banqueiros, em todo o país, lucram como nunca e são contemplados com desonerações e benefícios fiscais.
Frente a tudo isso, joga-se toda a responsabilidade com a educação sobre as professoras e professores. Mas eu e meus colegas temos condições para seremos os mediadores desta mudança se somos, simplesmente, jogados nas salas de aula, geralmente lotadas? Se temos que, muitas vezes, nos revezar entre duas, três escolas, às vezes em municípios diferentes? Como podemos fazer da educação uma ferramenta para mudar o país se não somos valorizados, se a nossa formação é desconsiderada?
Os planos de carreira da rede municipal de Novo Hamburgo, em especial o mais recente, não consideram a formação do professor, vital para a construção de uma educação pública de qualidade. Professoras e professores com pós-graduação, mestrado e doutorado não tem esta titulação reconhecida e valorizada. Professoras e professores com formação superior continuam a receber o salário de ensino médio, mesmo já tendo concluído o estágio probatório e estar prevista em lei, de autoria do próprio governo, esta reclassificação. Professoras e professores ainda não têm 1/3 de hora-atividade, pois a prefeitura segue a descumprindo Lei do Piso.
Retornamos para mais um ano letivo, encontrando setores fundamentais, como bibliotecas, laboratórios de informática, de aprendizagem e salas de recursos fechados, já que os profissionais para atendê-los foram deslocados para sala de aula. Ainda assim, muitos professores seguem faltando em sala de aula como nunca. Como a educação vai mudar o país se não temos o básico?
A prefeitura pouco chamou do último concurso, mesmo tendo toda esta defasagem de pessoal. O governo não aceita negociar a mudança do já citado plano de carreira, que aumenta a desvalorização, sendo responsável pelo município ter recordes de exonerações. Também a cada ano a prefeitura não propõe um reajuste salarial que vá além da inflação, assim como não repassa o reajuste do Piso Salarial, e não paga as nossas perdas salariais históricas. Para piorar (se é possível), até agora não fomos chamados para negociar nossa pauta, sendo que falta pouco para o dia 5 de abril, prazo em que a prefeitura deve encaminhar o projeto à câmara com a proposta salarial. Como vem se repetindo ano após ano, seguimos sem respostas.
Sendo assim, exigimos o cumprimento da lei do piso, 1/3 de hora atividade, o reconhecimento imediato da formação das professoras e professores, seja superior, pós-graduação, mestrado e doutorado, a nomeação dos aprovados no último concurso, a reabertura de todos os setores fechados, e um reajuste de 13% além da inflação, para conter a desvalorização salarial que só aumenta a cada ano.
Para isso, precisamos da abertura imediata das negociações. Se querem que a educação realmente mude o país, que nos dê condições para isto. As professoras e professores do município de Novo Hamburgo querem respeito e valorização de fato. A nossa luta exige respostas!
sábado, 14 de março de 2015
Vem pra rua, não obrigado
O SindProfNH é a favor da democracia e da liberdade de
expressão. Como uma instituição formada por educadores, nos vemos na obrigação
de esclarecer as razões que nos levam a não participar do tão comentado acontecimento do próximo domingo
15 de março.
Setores partidários e tendenciosos, procuraram por nosso apoio. A negativa imediata por parte da diretoria estabelece uma muralha entre os interesses escusos por trás das manifestações e nossa luta por condições de trabalho decentes, cumprimento das leis municipais e salário justo.
Completando uma década, o SindProfNH assume sim o compromisso público com nosso funcionalismo e não acredita que aliar sua imagem de credibilidade à discursos de caráter “politiqueiro” possa mudar as condições dos trabalhadores tão pouco os rumos que a educação toma em nosso país.
Enquanto educadores e formadores de opinião, nos posicionamos contrários a qualquer ato que atente contra a democracia. Precisamos lembrar que 54 milhões e meio de pessoas reelegeram o atual governo e que um novo pleito está previsto para 2017. Até lá precisamos cobrar de maneira inteligente, dentro dos limites da legalidade, os representantes que colocamos no poder em todas as instâncias, Federal, Estadual e Municipal.
Consideramos o governo indefensável, visto que em Novo Hamburgo perdemos direitos, como o plano de carreira em 2009, justamente na gestão do partido que deveria defender o trabalhador. No entanto, não pode haver exceções ao cumprimento da lei.
Neste mês iniciamos a Campanha Salarial 2015, queremos além do zeramento da inflação – o que temos direito previsto em lei – o aumento real de 13% conforme reajuste do Fundeb.
Neste mês de março estaremos lutando pelo cumprimento do 1/3 de hora atividade, pelo pagamento dos salários atrasados dos professores que se enquadram no Artigo 50. No “vem pra rua” do dia 15 de março não estaremos entre os que manifestam insatisfação motivada por veículos de imprensa que instigam o ódio político, supervalorizando uma crise que não é exclusividade do Brasil, da mesma forma como não apoiamos o 13 de março protagonizado pelo próprio governo em sua defesa.
Respeitamos profundamente todos os manifestantes que desejam usufruir de sua liberdade de expressão, mas condenamos todos os que confundem essa liberdade de opinar com o uso do discurso de ódio. Aos colegas que pretendem participar dos atos do próximo domingo, pedimos que reservem energias para nossas manifestações em favor dos nossos direitos enquanto servidores municipais.
Sobre o “vem pra rua ‘politiqueiro’”, preferimos dizer apenas: Não, obrigado.
Setores partidários e tendenciosos, procuraram por nosso apoio. A negativa imediata por parte da diretoria estabelece uma muralha entre os interesses escusos por trás das manifestações e nossa luta por condições de trabalho decentes, cumprimento das leis municipais e salário justo.
Completando uma década, o SindProfNH assume sim o compromisso público com nosso funcionalismo e não acredita que aliar sua imagem de credibilidade à discursos de caráter “politiqueiro” possa mudar as condições dos trabalhadores tão pouco os rumos que a educação toma em nosso país.
Enquanto educadores e formadores de opinião, nos posicionamos contrários a qualquer ato que atente contra a democracia. Precisamos lembrar que 54 milhões e meio de pessoas reelegeram o atual governo e que um novo pleito está previsto para 2017. Até lá precisamos cobrar de maneira inteligente, dentro dos limites da legalidade, os representantes que colocamos no poder em todas as instâncias, Federal, Estadual e Municipal.
Consideramos o governo indefensável, visto que em Novo Hamburgo perdemos direitos, como o plano de carreira em 2009, justamente na gestão do partido que deveria defender o trabalhador. No entanto, não pode haver exceções ao cumprimento da lei.
Neste mês iniciamos a Campanha Salarial 2015, queremos além do zeramento da inflação – o que temos direito previsto em lei – o aumento real de 13% conforme reajuste do Fundeb.
Neste mês de março estaremos lutando pelo cumprimento do 1/3 de hora atividade, pelo pagamento dos salários atrasados dos professores que se enquadram no Artigo 50. No “vem pra rua” do dia 15 de março não estaremos entre os que manifestam insatisfação motivada por veículos de imprensa que instigam o ódio político, supervalorizando uma crise que não é exclusividade do Brasil, da mesma forma como não apoiamos o 13 de março protagonizado pelo próprio governo em sua defesa.
Respeitamos profundamente todos os manifestantes que desejam usufruir de sua liberdade de expressão, mas condenamos todos os que confundem essa liberdade de opinar com o uso do discurso de ódio. Aos colegas que pretendem participar dos atos do próximo domingo, pedimos que reservem energias para nossas manifestações em favor dos nossos direitos enquanto servidores municipais.
Sobre o “vem pra rua ‘politiqueiro’”, preferimos dizer apenas: Não, obrigado.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
PAUTA DA CAMPANHA SALARIAL 2015
1- QUESTÕES SALARIAIS
1.1. Zeramento da inflação do último
período: Reposição de 7,1 % das perdas salariais acumuladas no período de
março de 2014 a março de 2015, equivalente ao INPC apurado pelo IBGE.
1.2. Aumento salarial real: a título de
ganho real, acima da correção inflacionária e da recuperação das perdas,
aumento de 13 % sobre todas as remunerações, a partir de abril de 2015.
1.3. Recuperação das perdas
salariais: reajuste de 21.3% para repor as perdas ocorridas nos
vencimentos e nas demais vantagens de 2000 a 2010 meio de política de
recuperação salarial a ser implantada pela administração municipal.
1.4. Auxílio Alimentação: para todos os
professores, indexado a cesta básica do DIEESE;
2- PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E VENCIMENTOS
2.1. O imediato reconhecimento de
Mestrado e Doutorado no Plano de Carreira Lei 336/2000;
2.2. Alteração nos artigos 16 e 17 do plano
de carreira 2340/2011.
Art. 16. Da
aquisição do direito à progressão funcional;
Art. 17. Do veto à
Progressão Funcional ao Profissional da Educação;
2.3. Garantir a incorporação do FG
de Direção, ADP de Coordenação
Pedagógica e ADP de Orientação das escolas municipais de forma escalonada.
2.4. Igualdade de valores para FG de
diretores de escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental;
2.5. ADP para Coordenação Pedagógica e
Orientação de igual valor para quem tem 20 e 40 horas;
2.6. Pagamento das Hora
Extras trabalhadas;
2.7. Encaminhamento de parecer para o
IPASEM e Tribunal de Contas, determinando que os valores referentes aos
triênios e sextênios adquiridos e devidamente pagos sobre 40 horas sejam
mantidos no momento da aposentadoria.
3-
QUESTÕES FUNCIONAIS
3.1. Licença Prêmio;
3.2. Auxílio creche;
3.3. Difícil Provimento;
3.4. Liberação de um representante por
escola, durante sua jornada de trabalho, para participação mensal
no Conselho Político do SINDPROF/NH;
3.5. Liberação de um representante por
escola, durante sua jornada de trabalho, para participar das formações
sindicais;
3.6. Cumprimento da Lei 336/2000 - artigo 3º,
parágrafo 3º, que garante aposentadoria “especial” aos professores que atuam no
Atelier Livre, CEPIC, NAP e Centro Ambiental, conforme a LEI nº 1984/2009.
3.7. Implementar legislação que
vise inibir o assédio moral.
3.8. Estabelecer calendário para os
encontros mensais da Comissão Permanente de Negociação;
3.9. Cumprimento imediato do
artigo 50 do plano 2340/2011:
Artigo 50 – Os
professores que ingressaram com base na lei 200/2009, com formação de nível
médio, na modalidade magistério ou normal, terão os respectivos vencimentos
padrões automaticamente reclassificados para a faixa de vencimentos correspondente
ao nível de formação superior, tão logo comprovada formação nos termos do
disposto na alínea “a” dos incisos II e III do artigo 19 retro, e desde que
cumprido o estágio probatório.
3.10. Inclusão de representantes do
Sindprof/nh na CADEP e no PAD.
4- QUESTÕES EDUCACIONAL
4.1. Garantir o efetivo atendimento
especializado com REDE DE APOIO para alunos com necessidades
educacionais especiais;
4.2. Professores concursados para
trabalhar em docência compartilhada quando inclusão e educação
infantil;
4.3. Garantia de limite máximo de alunos
por turma e por professor, conforme legislação;
4.4. Garantir profissionais do
Magistério concursados habilitados em todas as áreas do conhecimento, em
quantidade suficiente, em todas as escolas, inclusive para a recuperação
paralela em contra turno, em espaço físico adequado;
4.5. Garantir profissionais do Magistério
concursados especializados e/ou profissionais da saúde para trabalhar com apoio
à inclusão, de acordo com as necessidades.
4.6. Investir em melhores condições de trabalho
através da infraestrutura fisica das escolas, saúde do trabalhador e segurança
no trabalho.
4.7. Regulamentação das CIPA’s (comissão
interna de prevenção de acidentes) nas escolas.
4.8. Criação de comissão para revisão da
normativa que regulamenta a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.
4.9. Implementação dos Conselhos Escolares
conforme legislação federal.
5- FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
5.1. Adotar a Lei do Piso Salarial
Profissional Nacional (PSPN) 11.738/08 em sua versão sancionada em 16 de julho
de 2008, estabelecendo:
a) um terço
(33,33%) da carga horária para hora-atividade, como proposto na lei; sendo que
1/3 cumpridos fora da escola;
5.2. Licença
sabática;
6- GESTÃO DEMOCRÁTICA
6.1. Alterar a Lei que regula a Eleição
de Diretores.
6.2. Eleição para direção nos espaços
pedagógicos.
7- INSTITUTO PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS – IPASEM
7.1. Reestruturação do Conselho
Deliberativo e Fiscal do IPASEM, contemplando a indicação de representantes do
SINDPROF/NH;
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Dia de explorar conhecimentos...
O retorno do magistério municipal ao trabalho tem um caráter de expectativas, anseios e dúvidas. Depois de um final de ano marcado pela surpresa de um novo “Projeto” para a Educação hamburguense, os professores de Novo Hamburgo estiveram reunidos em seminários para inteirar-se das diretrizes da educação no município.
Divididos em quatro diferentes pontos da cidade, os educadores assistiram palestras com um script já conhecido, com destaque às metodologias adotadas em sala de aula ao longo dos anos, passando por definições de território e a perspectiva de sociabilidade. Aquém do que se esperava, o debate sobre a proposta pedagógica ficou como “tema de casa”.
O anunciado projeto “Escola Coruja” foi um dos temas dos seminários, mas sobre essa novidade – nem tão nova- falaremos em nosso informativo.
No meio às conversas, também vinha à tona as transferências de lugar de trabalho dos professores(as), negado quando estes solicitaram, ou imposto quando não solicitado aquém do desejado, as reduções de carga horária por ato administrativo e político, evidenciando as dificuldades que os professores enfrentam no exercício da docência. Desestabilizar a categoria com tais atos é um procedimento que prejudica a educação.
Dando sequência ao diálogo sobre educação, a Presidente, Andreza Formento, esteve presente no debate sobre a Atual Conjuntura da Política no Brasil e no Mundo, realizado no fim do dia no plenarinho da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo para abordar o tema: Brasil, Pátria Educadora? A Luta por Direitos na Educação.
Compondo a mesa de debates estavam Carlos Schmidt, professor de economia da UFRGS e a arquiteta representante do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Cláudia Fávaro.
Defendendo as demandas dos professores do município, a presidente do SindProfNH fez um relato histórico do movimento dos professores, salientou a luta para garantir que todos os professores sejam assistidos por um plano de carreira justo, que valorize os docentes, além da defesa de um terço de hora atividade. “Estamos mais próximos de alcançar os seis períodos de hora atividade, do qual temos direito. A hora atividade é essencial para melhorar a qualidade das aulas e não sobrecarregar o trabalhador em educação”, finalizou Andreza.
A proposta do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo é continuar propondo o debate, a formação sindical e política, a reflexão pedagógica e a valorização da profissão docente. Nesta linha, começamos 2015 com mais uma campanha salarial, chamando os colegas para a Assembleia Geral no dia 25 de fevereiro.
Divididos em quatro diferentes pontos da cidade, os educadores assistiram palestras com um script já conhecido, com destaque às metodologias adotadas em sala de aula ao longo dos anos, passando por definições de território e a perspectiva de sociabilidade. Aquém do que se esperava, o debate sobre a proposta pedagógica ficou como “tema de casa”.
O anunciado projeto “Escola Coruja” foi um dos temas dos seminários, mas sobre essa novidade – nem tão nova- falaremos em nosso informativo.
No meio às conversas, também vinha à tona as transferências de lugar de trabalho dos professores(as), negado quando estes solicitaram, ou imposto quando não solicitado aquém do desejado, as reduções de carga horária por ato administrativo e político, evidenciando as dificuldades que os professores enfrentam no exercício da docência. Desestabilizar a categoria com tais atos é um procedimento que prejudica a educação.
Dando sequência ao diálogo sobre educação, a Presidente, Andreza Formento, esteve presente no debate sobre a Atual Conjuntura da Política no Brasil e no Mundo, realizado no fim do dia no plenarinho da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo para abordar o tema: Brasil, Pátria Educadora? A Luta por Direitos na Educação.
Compondo a mesa de debates estavam Carlos Schmidt, professor de economia da UFRGS e a arquiteta representante do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Cláudia Fávaro.
Defendendo as demandas dos professores do município, a presidente do SindProfNH fez um relato histórico do movimento dos professores, salientou a luta para garantir que todos os professores sejam assistidos por um plano de carreira justo, que valorize os docentes, além da defesa de um terço de hora atividade. “Estamos mais próximos de alcançar os seis períodos de hora atividade, do qual temos direito. A hora atividade é essencial para melhorar a qualidade das aulas e não sobrecarregar o trabalhador em educação”, finalizou Andreza.
A proposta do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo é continuar propondo o debate, a formação sindical e política, a reflexão pedagógica e a valorização da profissão docente. Nesta linha, começamos 2015 com mais uma campanha salarial, chamando os colegas para a Assembleia Geral no dia 25 de fevereiro.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Reunião no Ipasem busca respostas para a saída do Dr. Sinay Sander
Nesta terça-feira, dia 27 de janeiro de 2015, o Sindprofnh
esteve presente na reunião agendada para tratar de esclarecimentos sobre a
abrupta demissão do Doutor Sinay Sander. Participaram da reunião os
representantes do IPASEM, Eneida Genehr e Geraldo Araújo; o Sindprofnh
representados pelas professoras Andreza Formento e Cecilia Braun; o GSFM representado
por Dorneles e Vanessa Andara que é funcionária da Câmara de Vereadores e
representava os pacientes do psiquiatra afastado.
Durante a reunião, o Sindicato dos Professores Municipais de
Novo Hamburgo solicitou esclarecimentos sobre a demissão do médico psiquiatra
Sinay Sander, uma vez que este estava a mais de 13 anos trabalhando no
Instituto. Segundo informações do próprio médico, o Ipasem solicitou sua saída
junto à cooperativa da qual faz parte, a Extremo Sul. O fato ocorreu na semana
passada, dia 19 de janeiro. Segundo ele, a Extremo Sul o chamou para uma
reunião na tarde de segunda-feira e afastou-o do serviço a pedido do Ipasem. A
cooperativa entrou em contato com o Instituto para avisar que o médico não
atenderia mais os segurados.
Segundo o diretor administrativo Geraldo Araújo, o
psiquiatra Dr. Sinay foi substituído pelo aumento da carga horária do Dr.
Michel. Sendo assim, cerca de 300 pacientes do Dr. Sinay estão sendo assistidos
pelo psiquiatra substituto. No entanto, é importante lembrar que a psiquiatria
é um tratamento que pressupõe um processo contínuo, no qual médico e paciente
precisam ter afinidade. A substituição de um médico para o outro, neste caso,
trata-se de reiniciar o tratamento do zero. Os pacientes do Dr. Sinay terão que
readaptar-se, iniciando a caminhada, revivendo os primeiros passos das suas
angústias, medos e traumas, procurando estabelecer alguma afinidade, empatia ou
simpatia com outro médico. O que pode ser extremamente difícil e doloroso,
dependendo de cada caso, até mesmo perigoso.
Depois de mais de uma hora de conversa, a diretora
presidente, Eneida Genehr, justifica que o afastamento do profissional foi em
defesa da saúde dos segurados. E que, diante dos fatos, os quais ela não
relatou, a empresa teve total autonomia para demitir o médico (denúncias?
reclamações?). Eneida refere a problemas que o médico estaria causando à
empresa, sem entrar em detalhes, justificando a necessidade de sigilo. E que, o
próprio Sinay tinha conhecimento dessa conversa que vinha acontecendo com o
Ipasem por meio de reuniões e, portanto, seu afastamento teria sido uma decisão
técnica.
O relato acima instiga várias perguntas. Em primeiro lugar,
segundo a diretoria do Ipasem, não há nenhum documento que comprove a suspensão
do trabalho do médico. O Instituto diz que não questionou a decisão da
cooperativa e apenas reagendou as consultas do Dr. Sinay passando-as para outro
médico. Ao mesmo tempo em que se fala de demissão, a diretoria do Ipasem traz o
termo “suspensão”; que sugere não existir documentação que comprove as reuniões
e denúncias contra o médico. Como integrante de uma cooperativa, o Dr. Sinay
Sander não pode ser afastado ou demitido sem a devida comprovação da
necessidade de suspensão de seus trabalhos. A rescisão de contrato não foi
feita com a cooperativa Extremo Sul e o Ipasem garante que não terá espaço para
a readmissão de Sinay. Depois de 13 anos de trabalho, os atendimentos do médico
psiquiatra são dispensados de um dia para o outro. Por fim, apesar das
declarações dos pacientes, familiares e do próprio médico, o Ipasem afirma que
não irá fazer um pronunciamento para esclarecer as contradições.
Desta forma, mais uma vez vemos nosso Instituto sendo
administrado como uma empresa privada, com foco nos lucros, nas metas, no
capital. Descadastramentos de médicos, falta de informações no site, perdas
gigantescas em investimentos questionáveis...falta de posicionamento do Ipasem
em favor dos segurados. Isto causa descredibilidade ao próprio instituto.
Agora é hora de nos mobilizarmos em favor da saúde.
O Ipasem é nosso!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Brasil, Pátria Educadora?
Em seu discurso de posse, no dia 1 de janeiro, a presidente
Dilma Roussef anunciou o lema para o seu segundo mandato: Brasil, Pátria
Educadora. Segundo a mandatária e educação terá prioridade máxima nesses
próximos quatro anos. “Ao bradarmos ‘Brasil, pátria educadora’ estamos dizendo
que a educação será a prioridade das prioridades, mas também que devemos
buscar, em todas as ações do governo, um sentido formador, uma prática cidadã,
um compromisso de ética e sentimento republicano”, foram as palavras da
presidente.
Atitude louvável e há muito esperada. Mas a pergunta que se
faz é: por que, só agora no segundo mandato o Governo Federal se volta à
educação? O que fez com que a presidente esquecesse a educação durante os
quatro anos do seu primeiro mandato? O desempenho em investimento na educação
foi muito fraco durante os primeiros quatro anos do mandato. Segundo em estudo
da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado
em meados de 2014, o gasto anual por aluno no Brasil é de US$ 2.985, enquanto
em outros países da OCDE investiram US$ 8.952 no mesmo período. É o segundo
pior desempenho dos países integrantes da organização.
Para o lema, Brasil, Pátria Educadora se fazer valer, e não
ficar apenas no discurso, serão necessários investimentos pesados em educação.
Além de obras em infraestruturas nas escolas, é indispensável que os Governos
Federal, Estadual e Municipal se proponham a valorizar os professores
proporcionando salários dignos da profissão. Pois professores trabalham com
amor, sim. Mas merecem ser valorizados e merecem um governo que os valorizem.
Vamos aguardar para que possamos comemorar o Brasil como Pátria
Educadora, mesmo sabendo a presidente Dilma sancionou a lei de diretrizes
orçamentárias, que pretende economizar cerca de R$ 1.9 bi mensais, e a pasta
que mais vai sentir esse corte é o Ministério da Educação, que vai perder até
R$ 7bi anuais.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Questões e dúvidas sobre a Escola Coruja
Nos últimos dias de 2014 a Secretária Municipal de Educação
lançou o projeto Escola Coruja, que visa a melhoria no ensino público do
município. O secretário Alberto Carbajal apresentou as novidades para uma plateia
de pais e professores, mas não explicou muito bem de que forma funcionarão
vários pontos.
Segundo a proposta da Escola Coruja, os professores terão que
fazer assembleias semanais de 2 horas nas escolas e em horário de aula. A
pergunta que fica é aonde os pais deixarão os alunos nesse período. Os jovens
ficarão “zanzando” pelo pátio da escola sem nenhuma atividade? E mais: se os
alunos são dispensados, serão contadas horas para fechar as 800 anuais, ou além
de termos dois períodos que seriam de planejamento, avaliação, tomados por
reuniões para preenchimento de documentos, ainda estaremos devendo ao final de
um ano, 84 horas letivas?
Mais um ponto mal explicado na apresentação foi a ideia de
receber a família na escola pelo menos uma vez por mês, aos sábados. Como
poderemos compensar tantos sábados, se tivermos nosso planejamento de apenas
três horas? Nessas semanas não será necessário planejamento, correção, lançar
conceitos, faltas no SIGAM?
A partir de 2015 o ensino de Religião será facultativo, o aluno
que quiser assistir terá aula, e os jovens que não quiserem os ensinamentos da
matéria estarão livres, desde que realizem as atividades substitutas. Aí se faz
uma nova pergunta: como oferecer atividade para aluno que não assistir aula de
Ensino Religioso se não há profissionais com tempo disponível?
Outra novidade será a bidocência para os quarto e quinto
anos do ensino fundamental. Bidocência quer dizer divisão do ensino em área do
conhecimento? O que foi totalmente proibido
no ano anterior para o 5° ano por ser inadequado, agora serve também para o 4°
ano (alunos menores)? O que mudou?
Alunos estão amadurecendo mais cedo esse ano?
A Escola Coruja também prevê a diminuição dos professores de
apoio e o aumento de coordenadores. Nesse quesito surgem ainda mais
questionamentos. Qual a vantagem de se trocar um professor de apoio por um
coordenador? Oferecer um ADP e setor administrativo para diretoras e
coordenadoras que não se reelegeram? Em
escolas onde há área e currículo podem professores não habilitados para a área
substituírem na mesma e vice-versa?
Todos esses questionamentos se dão após os professores
tomarem conhecimento dessas mudanças sem nem ao menos serem consultados, a
Escola Coruja surgiu no final de 2014 sem que os docentes das escolas municipais
soubessem do que se trata. Mais uma prova da “Gestão Democrática” do secretário
Carbajal. Ao apagar das luzes do fim do ano letivo novas regras e muitas
mudanças no ensino fundamental. Professores e comunidade escolar têm pouco
menos de dois meses para se adaptar às novas diretrizes impostas pela Escola
Coruja e que ainda estão carentes de muitas explicações, que faltaram na
apresentação do projeto.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Reunião sobre a reclassificação
Na tarde de segunda-feira, 22, o Sindicato dos Professores
Municipais de Novo Hambrugo (SindprofNH) recebeu as professoras concursadas no
concurso de 2010 e que aguardam a reclassificação conforme o Art. 50 do plano
de carreira 2340/2011. A reunião serviu para apresentar as perdas das docentes nessa
situação e também apresentar ações para pressionar o Executivo no cumprimento
da lei.
A lei 2340/2011 é o compromisso assumido. Criar várias
carreiras numa categoria é dividir @s trabalhador@s. Os professores atingidos
pelo não cumprimento da lei totalizam 66 servidores. Alguns já deveriam estar
recebendo a diferença, que chega a 30% no salário, a pelo menos dois anos.
Acreditamos que falta vontade política e que tal ato afirma o preceito de que a
educação não é valorizada neste município: a começar pela desvalorização da
formação no atual plano de carreira.
Na reunião professor@s e a direção do SindprofNH combinaram
que em fevereiro de 2015 será feito um novo encontro, além disso o Sindicato
também irá à comissão de educação da Câmara de Vereadores, ao Ministério
Público e ao Tribunal de Contas do Estado. E para finaliza o advogado do
SindprofNH está elaborando um processo para o grupo, com a intenção de incluir no
plano antigo @s professor@s nessa situação.
Escola Coruja - Presente de Natal da Smed
Logo após o término do ano letivo a Secretaria Municipal de
Educação brindou os professores municipais com um novo programa escolar, Escola
Coruja. O executivo apresentou, para
professores surpresos, as novas diretrizes para a educação municipal.
A apresentação foi no melhor estilo “Gestão Democrática”.
Carbajal subiu no palco e despejou todas as informações para um Centro de
Cultura lotado de professores e pais que não puderam nem tirar as dúvidas
quanto ao programa. Mais uma vez o Executivo pega todos de surpresa com novas
diretrizes para a educação. Até então os professores desconheciam o teor das
mudanças do programa.
O verbete da palavra democracia no dicionário Aurélio diz o
seguinte: “Governo em que o poder é exercido pelo povo. Política. Sistema
governamental e político em que os dirigentes são escolhidos através de
eleições populares. Regime que se baseia na ideia de liberdade e de soberania
popular; regime em que não existem desigualdades e/ou privilégios de classes.
Nação ou país cujos preceitos se baseiam no sistema democrático”.
Para os agentes administrativos de Novo Hamburgo, a
democracia está bem longe disso. A Secretária de Educação toma decisões sem
ouvir os principais envolvidos: professores, pais e alunos. Um governo que diz
basear-se na gestão democrática nas escolas, mas que faz exatamente o oposto,
elaborando planos sem consultar os envolvidos no dia a dia escolar. Um governo
que não respeita os professores e comunidade escolar não pode dizer que
administra baseado na gestão democrática, como é propagandeado pelo secretário
Carbajal.
Esse é o presente de Natal que os professores municipais vão
receber em 2014. Uma reestruturação do programa escolar, mas que, em nenhum
momento, foi discutida ou apresentada aos docentes.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
REUNIÃO COM OS PROFESSORES QUE AGUARDAM A RECLASSIFICAÇÃO- ART.50 PLANO 2340
O Sindicato dos professores Municipais de Novo Hamburgo promoverá um encontro na tarde de segunda-feira dia 22 de dezembro, às 15 horas na sua sede. É apenas mais um dos muitos que ocorreram neste ano, além dos textos publicados sobre assunto.
Todas as mesas de negociação de 2014 trataram do assunto da reclassificação dos professores que ingressaram no magistério municipal pelo concurso de 2010. No entanto, mesmo que este tema não seja de interesse geral, gostaríamos de salientar o que ele significa para tod@s @s tabalhador@s, na ativa ou aposentados:
• Em 2009 mais de 1.200 profissionais foram para as ruas lutar para que o plano de Carreira 336/2000 não fosse extinto. Mesmo não sendo atingido pelo fim da lei, o magistério municipal compreendia que o ato do governo de Tarcízio Zimermann, retirando os direitos d@s trabalhador@s significava o retrocesso da Educação em Novo Hamburgo e que mais ataques não tardariam chegar.
• Em 2010 foi realizado um novo concurso, modalidade Ensino Médio. @s professor@s destes concursos foram chamad@s para trabalhar sem plano de carrreira.
• Apenas em 2011 o governo do PT apresentou uma proposta para a carreira do magistério municipal. O plano inicial fazia funil para o progresso d@s trabalhad@res na carreira e apenas alguns conseguiriam o reconhecimento do seu estudo e os concursados de 2010 não eram mencionados (continuavam sem plano de carreira). O Sindprof/nh chamou a categoria para a discussão e através das mobilizações, o executivo cedeu à pressão e concordou em discutir e reavaliar o projeto. Este projeto é hoje o plano 2340/2011)- “ Imaginem como seria se tod@s tivessem cruzad@ os braços.
• A lei 2340 entrou em vigor em 2011 e em 2012 a prefeitura municipal de Novo Hamburgo encaminhou um documento solicitando um parecer do TCE sobre a reclassificação d@s professor@s: ou seja, não é o tribunal que impede que você receba o valor correspondente a sua formação, nem foi ele que encaminhou qualquer indicativo de que você não pudesse receber. O executivo de Novo Hamburgo foi quem fez este movimento para impedir que você tivesse sua reclassificação reconhecida.
• Através do link
http://www1.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/tcers/consultas/processos_detalhes?p_processo=80730200122
você pode acompanhar o andamento do processo 80730200/12-2 que aguarda leitura e não tem prazo para ser colocado em pauta.
RESUMINDO: A administração pública de Novo Hamburgo não cumpre a lei e ilude @s trabalhador@s criando uma falsa esperança.
A lei 2340/2011 é o compromisso assumido. Criar várias carreiras numa categoria é dividir @s trabalhador@s.
Os professores atingidos pelo não cumprimento da lei totalizam 66 servidores. Alguns já deveriam estar recebendo a diferença que chega a 30% no salário a pelo menos dois anos. Acreditamos que falta vontade política e que tal ato afirma o preceito de que a educação não é valorizada neste município: a começar pela desvalorização da formação no atual plano de carreira.
O dia de Luto e luta foi uma das datas que marcaram a necessidade de lembrar o fim do plano de carreira do magistério, os problemas e a falta de valorização que o novo plano trouxe para nossa categoria. Mas participar das reuniões, das assembleias e dos demais encontros de discussão, assim como dos atos é fortalecer-se para esta política de retirada de direitos d@s trabalhador@s.
É assim que a luta funciona: agregando, chamando, insistindo, repetindo. Para o próximo ano continuaremos na luta pela
reclassificação, pois acreditamos que uma administração que não reconhece a formação do professor é um governo que não valoriza a educação. E mais, um governo que não cumpre a lei é um governo Fora da Lei! Então, é preciso unir forças e continuar a mobilização. Este sindicato não para!

Todas as mesas de negociação de 2014 trataram do assunto da reclassificação dos professores que ingressaram no magistério municipal pelo concurso de 2010. No entanto, mesmo que este tema não seja de interesse geral, gostaríamos de salientar o que ele significa para tod@s @s tabalhador@s, na ativa ou aposentados:
• Em 2009 mais de 1.200 profissionais foram para as ruas lutar para que o plano de Carreira 336/2000 não fosse extinto. Mesmo não sendo atingido pelo fim da lei, o magistério municipal compreendia que o ato do governo de Tarcízio Zimermann, retirando os direitos d@s trabalhador@s significava o retrocesso da Educação em Novo Hamburgo e que mais ataques não tardariam chegar.
• Em 2010 foi realizado um novo concurso, modalidade Ensino Médio. @s professor@s destes concursos foram chamad@s para trabalhar sem plano de carrreira.
• Apenas em 2011 o governo do PT apresentou uma proposta para a carreira do magistério municipal. O plano inicial fazia funil para o progresso d@s trabalhad@res na carreira e apenas alguns conseguiriam o reconhecimento do seu estudo e os concursados de 2010 não eram mencionados (continuavam sem plano de carreira). O Sindprof/nh chamou a categoria para a discussão e através das mobilizações, o executivo cedeu à pressão e concordou em discutir e reavaliar o projeto. Este projeto é hoje o plano 2340/2011)- “ Imaginem como seria se tod@s tivessem cruzad@ os braços.
• A lei 2340 entrou em vigor em 2011 e em 2012 a prefeitura municipal de Novo Hamburgo encaminhou um documento solicitando um parecer do TCE sobre a reclassificação d@s professor@s: ou seja, não é o tribunal que impede que você receba o valor correspondente a sua formação, nem foi ele que encaminhou qualquer indicativo de que você não pudesse receber. O executivo de Novo Hamburgo foi quem fez este movimento para impedir que você tivesse sua reclassificação reconhecida.
• Através do link
http://www1.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/tcers/consultas/processos_detalhes?p_processo=80730200122
você pode acompanhar o andamento do processo 80730200/12-2 que aguarda leitura e não tem prazo para ser colocado em pauta.
RESUMINDO: A administração pública de Novo Hamburgo não cumpre a lei e ilude @s trabalhador@s criando uma falsa esperança.
A lei 2340/2011 é o compromisso assumido. Criar várias carreiras numa categoria é dividir @s trabalhador@s.
Os professores atingidos pelo não cumprimento da lei totalizam 66 servidores. Alguns já deveriam estar recebendo a diferença que chega a 30% no salário a pelo menos dois anos. Acreditamos que falta vontade política e que tal ato afirma o preceito de que a educação não é valorizada neste município: a começar pela desvalorização da formação no atual plano de carreira.
O dia de Luto e luta foi uma das datas que marcaram a necessidade de lembrar o fim do plano de carreira do magistério, os problemas e a falta de valorização que o novo plano trouxe para nossa categoria. Mas participar das reuniões, das assembleias e dos demais encontros de discussão, assim como dos atos é fortalecer-se para esta política de retirada de direitos d@s trabalhador@s.
É assim que a luta funciona: agregando, chamando, insistindo, repetindo. Para o próximo ano continuaremos na luta pela
reclassificação, pois acreditamos que uma administração que não reconhece a formação do professor é um governo que não valoriza a educação. E mais, um governo que não cumpre a lei é um governo Fora da Lei! Então, é preciso unir forças e continuar a mobilização. Este sindicato não para!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Relação dos diretores eleitos
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Parabéns aos diretores eleitos!
O Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindprofNH) parabeniza os diretores vencedores das eleições do dia 3. Em processo democrático de escolha dos gestores das escolas, pais, professores e funcionários participaram da eleição manifestando suas escolhas através do voto. Desejamos a estes profissionais um excelente trabalho à frente das nossas escolas, que certamente se refletirá na qualidade da educação.
Assembleia Geral Ordinária
Na noite desta quinta-feira, 11, aconteceu a Assembleia Geral Ordinária do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindprofNH). A reunião iniciou com um relato sobre a Mesa Permanente de Negociação, que aconteceu na tarde do dia 11. O Sindicato lamenta mais uma vez a falta de consideração com o magistério municipal, pois o prefeito Luis Lauermann e nem o secretário de educação Beto Carbajal participaram da reunião no centro administrativo Leopoldo Petry. Além do não comparecimento dos dois mandatários do executivo, a falta de empenho em resolver as demandas levantadas em outras reuniões também é um fato a lamentar.
Em um segundo momento, os professores e sindicalistas presentes na sede do Sindicato discutiram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2015. Entre as questões discutidas na reunião estão pedidos antigos, como a reposição das perdas salariais ocorridas nos vencimentos e demais vantagens de 2000 a 2010. O plano de cargos e carreiras será outro item que já faz parte das reivindicações e continuará em discussão em 2015.
Segundo os presentes na reunião, ficou definido que a Campanha Salarial deve ser iniciada logo, assim que recomeçar o ano letivo em 2015.
Em um segundo momento, os professores e sindicalistas presentes na sede do Sindicato discutiram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2015. Entre as questões discutidas na reunião estão pedidos antigos, como a reposição das perdas salariais ocorridas nos vencimentos e demais vantagens de 2000 a 2010. O plano de cargos e carreiras será outro item que já faz parte das reivindicações e continuará em discussão em 2015.
Segundo os presentes na reunião, ficou definido que a Campanha Salarial deve ser iniciada logo, assim que recomeçar o ano letivo em 2015.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Assembleia Geral Ordinária 11/12/2014
Na noite desta quinta-feira, 11, acontece a Assembleia Geral Ordinária, na sede do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindprofNH), com a primeira chamada às 17h30min e segunda chamada às 18 horas.
Na pauta da reunião estão assuntos como o relato da mesa de negociação que aconteceu nesta tarde, na Prefeitura de Novo Hamburgo. Outro tema importante será o início da Campanha Salarial 2015. Também serão tratados alguns assuntos gerais, como o II Encontro de aposentados que acontece na terça-feira, dia 16.
O endereço do SindprofNH é: Rua Gomes Portinho, 17, sala 605. Contatos no mail sindprofnh@gmail.com ou telefone 3065-5618
Sindicato forte se constrói com participação!
Na pauta da reunião estão assuntos como o relato da mesa de negociação que aconteceu nesta tarde, na Prefeitura de Novo Hamburgo. Outro tema importante será o início da Campanha Salarial 2015. Também serão tratados alguns assuntos gerais, como o II Encontro de aposentados que acontece na terça-feira, dia 16.
O endereço do SindprofNH é: Rua Gomes Portinho, 17, sala 605. Contatos no mail sindprofnh@gmail.com ou telefone 3065-5618
Sindicato forte se constrói com participação!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Nota de repúdio ao não comparecimento do executivo à mesa de negociação dia 27/11
Na tarde do dia 27 de novembro Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SinprofNH) e o Grêmio dos Funcionários Municipais (GSFM) compareceram à Mesa Permanente de Negociação no Centro Administrativo Leopoldo Petry, prevista para as 14 horas. A reunião estava marcada há mais de três meses, e foi reconfirmada no início da semana. O encontro serviria para discussão de temas relacionados à Campanha Salarial 2015, reclassificação dos professores do plano de carreira 2340/2011 que já entregaram os diplomas de graduação, aposentadoria em Espaços Escolares Especiais, entre outros assuntos. Mas nenhum dos representantes do executivo compareceu à reunião, caracterizando uma completa falta de respeito para com os servidores municipais.
As representantes do SindprofNH, Andreza Formento, Sandra Finken e Maria Regina da Rosa e os representantes do GSFM Dornelles e Carla Bezerra esperaram mais de 1 hora para a iniciar a Mesa Permanente de Negociação sem que a administração anunciasse qualquer problema. A única justificativa que as entidades receberam foi que a pessoa responsável havia “esquecido” de marcar a reunião com os representantes do executivo, reforçando a desorganização e a falta de vontade em receber SindprofNH e GSFM para a reunião.
Tal descaso aconteceu exatamente na data do Ato Público Dia de Luto e Luta, uma ação promovida pelo SindprofNH para rememorar o dia 5 de novembro de 2009, no qual 1200 funcionários percorreram as ruas da cidade protestando contra o fim do plano de carreira 336/2000. O ato é realizado anualmente, chamando a atenção à situação de retrocesso pela qual a Educação Municipal de Novo Hamburgo vive com a extinção do plano de carreira antigo, além de denunciar o não cumprimento da lei municipal 2340/2011 e da lei do piso.
O movimento do Dia Luto e Luta ocorreu no fim da tarde na Praça do Imigrante, no centro da cidade, e foi amplamente divulgado por carro de som nas escolas e bairros da cidade. Desta forma se pode concluir que o não comparecimento à reunião seria uma retaliação ao movimento legítimo realizado pelo sindicato. Tudo isso em um momento em que os agentes públicos ora no poder amargam derrotas políticas, uma vez que na eleição presidencial, em Novo Hamburgo, o partido da situação perdeu com uma ampla diferença de votos. No estado, o partido da situação deixará o Palácio Piratini, também com uma grande diferença na votação. No município, durante as eleições passadas, a base aliada na Câmara de Vereadores sofreu, de igual forma, “baixas” e hoje o Executivo não conta mais com maioria no legislativo.
Mais uma vez os agentes administrativos de Novo Hamburgo demonstram total falta de respeito e consideração com a Educação no município. É preciso que o executivo se proponha a dialogar com os trabalhadores e busque soluções para retomar a valorização dos professores na rede de municipal de ensino. Isso, antes que os bons profissionais do magistério abandonem o município em busca de uma carreira mais valorizada.
As representantes do SindprofNH, Andreza Formento, Sandra Finken e Maria Regina da Rosa e os representantes do GSFM Dornelles e Carla Bezerra esperaram mais de 1 hora para a iniciar a Mesa Permanente de Negociação sem que a administração anunciasse qualquer problema. A única justificativa que as entidades receberam foi que a pessoa responsável havia “esquecido” de marcar a reunião com os representantes do executivo, reforçando a desorganização e a falta de vontade em receber SindprofNH e GSFM para a reunião.
Tal descaso aconteceu exatamente na data do Ato Público Dia de Luto e Luta, uma ação promovida pelo SindprofNH para rememorar o dia 5 de novembro de 2009, no qual 1200 funcionários percorreram as ruas da cidade protestando contra o fim do plano de carreira 336/2000. O ato é realizado anualmente, chamando a atenção à situação de retrocesso pela qual a Educação Municipal de Novo Hamburgo vive com a extinção do plano de carreira antigo, além de denunciar o não cumprimento da lei municipal 2340/2011 e da lei do piso.
O movimento do Dia Luto e Luta ocorreu no fim da tarde na Praça do Imigrante, no centro da cidade, e foi amplamente divulgado por carro de som nas escolas e bairros da cidade. Desta forma se pode concluir que o não comparecimento à reunião seria uma retaliação ao movimento legítimo realizado pelo sindicato. Tudo isso em um momento em que os agentes públicos ora no poder amargam derrotas políticas, uma vez que na eleição presidencial, em Novo Hamburgo, o partido da situação perdeu com uma ampla diferença de votos. No estado, o partido da situação deixará o Palácio Piratini, também com uma grande diferença na votação. No município, durante as eleições passadas, a base aliada na Câmara de Vereadores sofreu, de igual forma, “baixas” e hoje o Executivo não conta mais com maioria no legislativo.
Mais uma vez os agentes administrativos de Novo Hamburgo demonstram total falta de respeito e consideração com a Educação no município. É preciso que o executivo se proponha a dialogar com os trabalhadores e busque soluções para retomar a valorização dos professores na rede de municipal de ensino. Isso, antes que os bons profissionais do magistério abandonem o município em busca de uma carreira mais valorizada.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Dia do Luto e Luta: Pela qualidade na educação no município
SindprofNH promove ato público nesta quinta-feira pela valorização do ensino
Uma educação de qualidade depende de profissionais bem remunerados e com estímulo à carreira. Entretanto, o ensino público municipal em Novo Hamburgo vem sofrendo com a falta de incentivos à carreira de professor.
Na quinta-feira, dia 27, o Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo (SindprofNH) promove o dia do Luto e Luta, na Praça do Imigrante. Essa é uma manifestação pública que acontece desde 2009, quando o Governo Municipal extinguiu o plano de carreira dos professores municipais. Na época os profissionais de educação saíram às ruas para reivindicar a permanência do plano de carreira na Câmara dos Vereadores, mas mesmo com toda a pressão dos professores e comunidade o legislativo votou pela extinção do plano 336/2000. Desde 2009 o SindprofNH realiza o Dia do Luto e Luta para marcar o fim do plano de carreira que trouxe retrocesso à aos trabalhadores do magistério e alertar a comunidade sobre a necessária valorização da profissão docente, como garantia de um ensino qualificado.
Com o fim do plano de carreira do magistério municipal, a categoria passou a viver um período de insegurança e incertezas. Em 2010 a administração municipal aprovou um novo plano, mas sem inúmeros benefícios do plano antigo. Hoje os professores vivem uma situação em que profissionais com a mesma formação são regidos por plano de carreiras diferentes com muita disparidade ente um e outro. A diferença salarial entre os dois planos chega aos 44% entre professores com a mesma formação.
As diferenças entre os planos não param aí. No plano antigo o incentivo à especialização era maior: os professores recebiam um incremento salarial a cada curso acima de 200h/aulas. Hoje os educadores não recebem mais esse estímulo e se faz necessário cinco anos de trabalho para haver a mudança de nível, que representa apenas um acréscimo de 5% sobre o salário base da categoria.
Como resultado desta situação um grande número de professores têm se exonerado do município, procurando cidades que ofereçam melhores condições de trabalho. A rotatividade dos profissionais da educação afeta diretamente a qualidade do ensino nas escolas municipais. Portanto é necessário lutar para que a “valorização dos professores” não fique apenas como proposta de campanha eleitoral.
O que: Dia do Luto e Luta
Quando: dia 27 de novembro, 17 horas.
Onde: Praça do Imigrante – Centro, NH
Uma educação de qualidade depende de profissionais bem remunerados e com estímulo à carreira. Entretanto, o ensino público municipal em Novo Hamburgo vem sofrendo com a falta de incentivos à carreira de professor.
Na quinta-feira, dia 27, o Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo (SindprofNH) promove o dia do Luto e Luta, na Praça do Imigrante. Essa é uma manifestação pública que acontece desde 2009, quando o Governo Municipal extinguiu o plano de carreira dos professores municipais. Na época os profissionais de educação saíram às ruas para reivindicar a permanência do plano de carreira na Câmara dos Vereadores, mas mesmo com toda a pressão dos professores e comunidade o legislativo votou pela extinção do plano 336/2000. Desde 2009 o SindprofNH realiza o Dia do Luto e Luta para marcar o fim do plano de carreira que trouxe retrocesso à aos trabalhadores do magistério e alertar a comunidade sobre a necessária valorização da profissão docente, como garantia de um ensino qualificado.
Com o fim do plano de carreira do magistério municipal, a categoria passou a viver um período de insegurança e incertezas. Em 2010 a administração municipal aprovou um novo plano, mas sem inúmeros benefícios do plano antigo. Hoje os professores vivem uma situação em que profissionais com a mesma formação são regidos por plano de carreiras diferentes com muita disparidade ente um e outro. A diferença salarial entre os dois planos chega aos 44% entre professores com a mesma formação.
As diferenças entre os planos não param aí. No plano antigo o incentivo à especialização era maior: os professores recebiam um incremento salarial a cada curso acima de 200h/aulas. Hoje os educadores não recebem mais esse estímulo e se faz necessário cinco anos de trabalho para haver a mudança de nível, que representa apenas um acréscimo de 5% sobre o salário base da categoria.
Como resultado desta situação um grande número de professores têm se exonerado do município, procurando cidades que ofereçam melhores condições de trabalho. A rotatividade dos profissionais da educação afeta diretamente a qualidade do ensino nas escolas municipais. Portanto é necessário lutar para que a “valorização dos professores” não fique apenas como proposta de campanha eleitoral.
O que: Dia do Luto e Luta
Quando: dia 27 de novembro, 17 horas.
Onde: Praça do Imigrante – Centro, NH
Assinar:
Postagens (Atom)








