quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

PAUTA DA CAMPANHA SALARIAL 2019


Segue a Pauta para a Campanha Salarial discutida e aprovada pela categoria na assembleia do dia 26 de fevereiro:

PAUTA DA CAMPANHA SALARIAL 2019

1. ECONÔMICAS
1.1. Zeramento da inflação do período com aumento real dos salários;
1.2. Recuperação das perdas salariais, a saber:
1.2.1. Perdas históricas ocorridas nos vencimentos e nas demais vantagens de 2000 a 2010, totalizando reajuste de 19% para esta recuperação;
1.2.2. Perdas monetárias referentes aos parcelamentos dos dissídios de 2015 e 2016;
1.3. Auxílio Alimentação com valor de R$ 450,00, independente de carga horária;
1.4. Auxílio Creche;
1.5. Difícil Provimento;
1.6. Pagamento das Horas Extras trabalhadas ou que compensação seja feita fora do momento destinado à Hora Atividade;
                                                           
2. PLANO DE CARREIRA, FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO
2.1. Alterações no Plano de Carreira 2340/2011, a saber:
2.1.1. Formação igual, salário igual! Professores/as que ingressaram com nível médio (Magistério ou Curso Normal) devem ter o salário básico reajustado em 30% (e não os atuais 5%) após concluírem o nível superior, de modo a equiparar seus vencimentos com os de outros colegas de mesmo nível de formação;
2.1.2. Reconhecimento imediato da formação! A alteração de nível deve ser efetivada assim que for protocolada a solicitação e o documento comprobatório da formação exigida;
2.1.3. Revisão dos atuais índices aplicados para triênios (3%), classe (4%) e nível (5%);
2.1.4. Direito ao afastamento para cursos de especialização, mestrado e doutorado, sem a necessidade de compensação de carga horária;
2.1.5. Liberação para estágios obrigatórios em cursos de graduação e pós-graduação, sem necessidade de compensação de carga horária.
2.2. O imediato reconhecimento de Mestrado e Doutorado no Plano de Carreira 336/2000;
2.3. Igualdade de valores para FG de diretores de escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental;
2.4. Licença Sabática;     
2.5. Licença Prêmio;
2.6. Liberação de um representante por escola, durante sua jornada de trabalho, para participação mensal no Conselho Político do SINDPROFNH e formações sindicais;
2.7. Incorporação do adicional de “Vantagem Pessoal” recebido pelas recreacionistas ao salário base, para que sobre este incida as progressões sem perdas.

3. CONDIÇÕES DE TRABALHO
3.1. Cumprimento do 1/3 (33,33%) da carga horária para hora-atividade, conforme determina a Lei do Piso, com ampliação da parte feita à distância, além da inclusão dos professores de apoio, de quem atua em espaços de aprendizagem, coordenadores, orientadores, diretores etc. no direito à hora atividade;
3.2. Política para a implantação de 1/2 (50%) da carga horária para hora-atividade, conforme consta no atual Plano Municipal de Educação (2015-2025), a ser realizada dentro da vigência deste;
3.3. Garantia de limite máximo de alunos por turma e por professor, conforme legislação vigente (Parecer N°20, de 2009, MEC/CNE/SEB; Resolução Nº 4, de 2010, MEC/SEB; e outros);
3.4. Garantir profissionais do Magistério concursados habilitados em todas as áreas do conhecimento, em quantidade suficiente, em todas as escolas;
3.5. Garantir profissionais do Magistério concursados especializados e/ou profissionais da saúde para trabalhar com apoio à inclusão, de acordo com as demandas;
3.6. Investir em melhores condições de trabalho através da infraestrutura das escolas, saúde do trabalhador e segurança no trabalho;
3.7. Implementação dos Conselhos Escolares conforme legislação federal;
3.8. Rever os aportes educacionais das escolas. (Secretário/a, coordenação pedagógica e orientação educacional em turno integral; professores/as de apoio de acordo com as reais necessidades; professor/a e/ou bibliotecário/a em todas as bibliotecas escolares).
3.9. Implementar legislação que vise inibir o assédio moral;
3.10. Inclusão de representantes do SINDPROFNH na Comissão de Avaliação do Estágio Probatório - CADEP;
3.11. Eleição para direção nos espaços pedagógicos e Escola Municipal de Arte;
3.12. Garantia de que as avaliações de estágios probatórios sejam realizadas dentro do prazo, com imparcialidade e transparência, de acordo com o previsto na legislação.

4. PREVIDENCIÁRIAS
4.1. Encaminhamento de projeto de lei, determinando que os valores referentes aos triênios e sextênios adquiridos e devidamente pagos sobre 40 horas sejam mantidos no momento da aposentadoria para os professores que diminuíram carga horária nos últimos anos de trabalho;
4.2. Cumprimento da Lei 336/2000 - artigo 3º, parágrafo 3º, que garante aposentadoria “especial” aos professores que atuam no CEPIC, conforme Lei nº 1984/ 2009;
4.3. Reestruturação do Conselho Deliberativo e Fiscal do IPASEM, contemplando a indicação de representantes do SINDPROFNH, com a divisão paritária das vagas entre as entidades sindicais;
4.4. Fim da remuneração de gratificação para membros deste Conselho;
4.5. Repasse mensal e em dia das contribuições patronais de Assistência e Previdência. Sem novos atrasos e parcelamentos;

5. GERAIS
5.1. Liberação do valor consignado em juízo referente aos Impostos Sindicais de 2017 e 2018;
5.2. Reversão das terceirizações das escolas de Educação Infantil. Nenhuma nova terceirização;
5.3. Estabelecer calendário para os encontros mensais de negociação.
5.4. Cumprimento do acordo em relação ao pagamento das parcelas em atraso da Reclassificação, que foi cumprido durante 01 ano, em que os pagamentos eram feitos em folha complementar, passando a serem incorporadas à folha de pagamento, descumprindo o acordo realizado.



Assembleia decide paralisação na tarde do dia 8 de março contra a Reforma da Previdência! Pauta de reivindicações também foi disctutida.


Em assembleia realizada na noite de ontem, 26 de fevereiro, foram discutidas ações de mobilização contra o Projeto de Reforma da Previdência e elaborada a pauta de reivindicação para campanha salarial de 2019.

Foi decidido aderir à mobilização nacional no dia 8 de março com uma paralisação no turno da tarde. Essa proposta de Reforma da Previdência ataca o direito à aposentadoria dos trabalhadores, incluindo a categoria do magistério, que será uma das mais prejudicadas. Faça sua parte, mobilize os colegas e comunidade escolar para participar do ato que será na Praça Punta Del Este, a partir das 13h30. Durante o decorrer da semana, o SindprofNH estará divulgando as ações para a tarde de mobilização.

Sobre a pauta salarial, será enviada à administração municipal com pedido de agenda para reunião de negociação.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Proposta de Reforma da Previdência dificulta aposentadoria principalmente para as professoras


A Proposta de Emenda Constitucional que altera o sistema de aposentadoria dos(as) trabalhadores(as) públicos(as) e privados(as) foi entregue ontem pelo presidente Bolsonaro ao Congresso Nacional.
Para os(as) professores(as), a aposentadoria não terá mais distinção de gênero no tempo de contribuição e idade. Com isso, a idade mínima para professores e professoras ingressarem no sistema passará para 60 anos, com tempo de contribuição de 30 anos.
Na prática, as professoras terão que trabalhar 10 anos a mais do que na regra atual, que estabelece idade mínima de 50 anos e 25 de contribuição para mulheres e 55 de idade e 30 de contribuição para os homens.
Para os(as) funcionários(as) de escola se aposentarem, a proposta do governo aumenta a idade mínima das mulheres para 62 anos, dos homens para 65 e eleva para 20 anos o tempo de contribuição mínima. Pelo texto, com a idade mínima e 20 anos de contribuição, o valor do benefício será de 60% da média dos salários de contribuição. Essa categoria ainda perde o direito a aposentadoria por tempo de contribuição e só terá 100% do benefício se contribuir durante 40 anos.
Fonte: http://appsindicato.org.br/bolsonaro-dificulta-aposentadoria-para-professoras-e-deixa-militares-fora-da-reforma/?fbclid=IwAR3Xn_qDgCi4tEt2ilPrcnnzxudmJZmnvtCO9Ht835dfYdTxqTE42vZAv40


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Governo federal entrega proposta de Reforma da Previdência no Congresso. Veja os principais pontos:

Mulheres, pobres e trabalhadores rurais serão os mais atingidos pela proposta de Bolsonaro

Idade mínima
Homens deverão ter 65 anos e mulheres 62 anos para se aposentar.

Tempo mínimo de contribuição
Será de 20 anos tanto para homens quanto para mulheres.

Professores
Idade mínima de 60 anos para homens e mulheres com tempo de contribuição mínimo de 30 anos.

Aposentadoria por tempo de contribuição
Deixa de existir essa possibilidade, pois a idade mínima passará a ser exigida. 

Aposentadoria rural
A idade mínima passa a ser de 60 anos para mulheres e homens. Hoje é de 55 e 60 anos, respectivamente. O tempo de contribuição mínimo sobe de 15 para 20 anos.

100% do benefício
Os brasileiros que ganham acima de um salário mínimo precisarão contribuir por 40 anos para conseguir se aposentar com 100% do salário de contribuição (cujo teto hoje é de R$ 5,839 mil).

Regra de transição
O trabalhador que pretende se aposentar por tempo de contribuição poderá escolher a regra de transição que mais lhe beneficiar entre três possibilidades:
Na aposentadoria por tempo de contribuição, uma das três transições prevê idades mínimas iniciais de 56 anos para mulheres e 61 anos para homens já a partir da promulgação da reforma. É uma regra mais dura do que a da proposta já em tramitação no Congresso Nacional, que partia de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens.
Na proposta de Bolsonaro, essas idades serão elevadas em seis meses a cada ano, até o limite de 62 anos para mulheres (em 2031) e 65 anos para homens em 2027.
Para quem está muito próximo da aposentadoria, haverá por dois anos a opção de pedir a aposentadoria pelas exigências atuais de tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres), mas pagando um pedágio de 50% sobre o período que falta hoje e com a incidência do fator previdenciário sobre o cálculo do benefício. Ou seja, se tiver faltando um ano para se aposentar, será necessário trabalhar seis meses adicionais.
O fator leva em conta a idade, o tempo de contribuição e a expectativa de vida e acaba abatendo um valor significativo da aposentadoria do segurado - ou seja, ele precisa topar receber menos para acessar a regra nesses dois primeiros anos. Essa proposta estava na minuta antecipada pelo Broadcast com um prazo maior, de cinco anos, mas foi preciso restringir o período para manter uma proposta robusta e capaz de manter a economia pretendida pelo ministro Paulo Guedes.
Uma terceira opção será a aposentadoria por pontos, que adapta a atual regra 86/96 pontos usada para a obtenção do benefício integral. Na reforma, a ideia é que ela vire exigência para acessar o benefício - caso o trabalhador escolha essa transição.
A pontuação é calculada pela soma da idade com o tempo de contribuição e vai partir dos atuais 86 (mulheres) e 96 (homens). Haverá alta de um ponto a cada ano até os limites de 100 para mulheres, obtidos em 2033, e de 105 para homens, em 2028.

Servidores públicos
Os servidores terão que comprovar 25 anos de serviço (20 no serviço público e cinco no último cargo). Em 2019, a idade mínima exigida do funcionalismo público será de 61 anos para homens e de 56 para mulheres. Ela aumentará gradativamente, um ano a cada três, chegando a 62/57 em 2022, e a 65/62 em 2031, quando se igualará à exigência do regime geral da previdência. Atualmente, já existe idade mínima para o regime dos servidores, de 60 e 55, respectivamente.

Novas alíquotas de contribuição
>>RGPS (regime geral para iniciativa privada)
Hoje, o trabalhador da iniciativa privada contribui para a Previdência com 8% a 11% do seu salário. Pela nova proposta, essa alíquota vai variar de 7,5%% a 11,68%. Quanto mais alto o salário, maior a alíquota, ou seja, maior o percentual descontado no salário do trabalhador para financiar a Previdência.

·               Até um salário mínimo: 7,5%
·               Entre R$ 998,01 e R$ 2 mil: 7,5% a 8,25%
·               Entre R$ 2000,01 e R$ 3 mil: 8,25% a 9,5%
·               Entre R$ 3000,01 e R$ 5.839,45: 9,5% a 11,68%%u2028 

>> RPPS (regime próprio do servidor público)
Hoje, independentemente do salário, todo servidor contribui com 11%. Essa alíquota poderá, agora, variar de 7,5% a 16,79%.

·               Até um salário mínimo: 7,5%
·               Entre R$ 998,01 e R$ 2 mil: 7,5% a 8,25%
·               Entre R$ 2000,01 e R$ 3 mil: 8,25% a 9,5%
·               Entre R$ 3000,01 e R$ 5.839,45: 9,5% a 11,68%
·               Entre R$ 5.839,46 e R$ 10 mil: 11,68% a 12,86%
·               Entre R$ 10.000,01 e R$ 20 mil: 12,86% a 14,68%
·               Entre R$ 20.000,01 e R$ 39 mil: 14,68% a 16,79%
·               Acima de R$ 39 mil: mais de 16,79%

BPC
Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atualmente será desvinculado do salário mínimo. Agora, os idosos só poderão ter acesso ao valor quando atingirem 70 anos. Na regra anterior, o pagamento já era possível aos 65 anos.

Policiais civis e federais
O governo federal também quer mudar a regra para aposentadoria para os policiais civis, federais e agentes penitenciários e socioeducativos, que terão idade mínima de 55 anos, com tempo de contribuição mínima de 30 anos para homens e 25 anos para mulheres.

Políticos
O regime atual de aposentadoria dos políticos será extinto. Os novos eleitos passarão a fazer parte automaticamente do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Ou seja, vão se aposentar com as mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa privada.

Militares
As novas regras para os militares serão divulgadas e enviadas ao Congresso em 30 dias, segundo o governo. Já foi adiantado, porém, que os militares terão de contribuir por 35 anos. Hoje, o período de contribuição é 30 anos.

Aposentadoria por incapacidade permanente
O benefício deixa de ser integral (100%) e passa a obedecer uma fórmula: 60% mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos, levando em conta a média dos salários de contribuição.

Pensão por morte
Também deixa de ser paga integralmente, tornando-se 60% mais 10% adicionais por cada dependente. Assim, receberá 100% apenas o pensionista que tiver cinco ou mais dependentes.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Secretário da Segurança dá explicações aos vereadores sobre furtos nas escolas


O Secretário Municipal de Segurança, General Roberto Jungthon, foi convocado pelos vereadores para prestar esclarecimentos sobre o alto índice de furtos e arrombamentos ocorridos nas escolas municipais nestas férias. Apesar da pouca efetividade nos esclarecimentos proferidos, já que o Secretário parecia desconhecer muitas informações de sua pasta, realizamos alguns destaques. Em um primeiro momento, há a tentativa de se tirar a responsabilidade deste alto número de furtos da Secretaria da Segurança. O Secretário Jungthon culpou desde a impunidade até a possível falta de ação dos gestores da educação, pois estes deveriam providenciar obstáculos para dificultar ou impedir a entrada de criminosos. Afirmou ainda que a Secretaria de Segurança presta apenas um assessoramento, agindo de acordo com encaminhamentos e ajustes feitos junto à SMED.
Destacamos algumas intervenções de vereadores durante os questionamentos ao Secretário.

O vereador Enio Brizola, autor do requerimento de convocação do Secretário Jungthon, afirma que tais ocorrências causam prejuízos para os alunos e ao processo de ensino aprendizagem, contrapondo uma fala do gestor da segurança municipal, que afirmara que não houve prejuízos desta natureza. Brizola cita a questão da merenda escolar, atingida pelos furtos de alimentos e de itens de cozinha. O vereador elenca cerca de 10 escolas que foram arrombadas durante as férias, o que um jornal do município chamou de “Férias Traumáticas”. O vereador Brizola pergunta sobre a situação do contrato com a empresa de alarmes e sobre o Programa Escola Mais Segura.

O secretário responde que o número de ocorrências neste ano foi menor do que em outros, embora não tenha levado dados que comprovassem a afirmação. Coloca ainda que o novo contrato está sendo feito com exigências superiores aos contratos anteriores. Sobre o Programa Escola Mais Segura, Jungthon responde que continua quase na totalidade, realizado em conjunto com a SMED.

Vereador Felipe Kuhn Braun pergunta sobre o contrato de mais de 600 mil reais para Telealarme e como está o hiato entre os dois contratos.

Secretário Roberto Jungthon reafirma que no novo contrato aumentaram exigências.

Vereadora Patrícia Beck pergunta sobre o ROVE, se está em operação. A vereadora ainda pergunta qual período que as escolas ficaram sem alarmes e se não se pensa em videomonitoramento?

Secretário de Segurança respondeu que o videomonitoramento (câmeras) está inserido no novo contrato e que as escolas (os diretores)  devem optar se desejam e solicitar via SMED. Secretário ainda responde que o ROVE segue em funcionamento e que não houve interrupção nos contratos, informação divergente a que o Sindicato teve acesso, de que houve um período em que as escolas ficaram desassistidas, em que não havia nenhuma empresa de alarmes atuando nas escolas municipais. Finalizando, o Secretário orienta fazer registros de ocorrência a cada furto ou vandalismo a que as escolas virem a passar. Conclui afirmando que as empresas de alarme podem ser acionadas judicialmente para ressarcimento do que foi roubado, mas, como em outras informações, demonstra desconhecimento dos trâmites.

Ao final, representantes de APEMEMs de escolas municipais entregaram um abaixo-assinado por mais segurança nas escolas.

Se sai desta plenária sem muitas certezas quanto aos acontecimentos pretéritos e ao que está por vir.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Material entregue pelo SindprofNH no evento de abertura do ano letivo


Material entregue no evento de abertura do ano letivo na última sexta-feira (15). Atualizando algumas informações do material, sobre a Reforma da Previdência, já há confirmações, como o aumento da idade mínima para 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, além da Regra de Transição de 12 anos para mulheres e de 10 anos para homens. Este material também tratou sobre o início da Campanha Salarial, que deverá ocorrer em breve. Na próxima terça, dia 26 de fevereiro, às 18h (segunda chamada), ocorrerá a Assembleia Geral para redigir a pauta que será entregue para a Prefeita Fátima Daudt. Aguardamos a presença de todos.





Convocação de Assembleia Geral


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Proposta de Reforma da Previdência volta a assombrar o povo


A reforma da previdência retorna a pauta neste início de ano. E não de forma surpreendente, já que esta foi uma das promessas de campanha do então candidato Jair Bolsonaro durante o processo eleitoral. Ainda não há certezas com relação ao texto da proposta, mas algumas informações foram vazadas ou estão sendo divulgadas a conta-gotas por membros do governo. O cenário não é nenhum pouco otimista para aqueles que formam a base da pirâmide. Novamente, a exemplo da proposta que foi encaminhada em 2016 pelo governo anterior, a responsabilidade deste alegado déficit previdenciário é jogada naqueles que menos possuem. Só o lucro recorde dos três maiores bancos privados (R$ 60 bilhões, em 2018) seria suficiente para cobrir mais da metade do alegado “rombo” na Previdência. Assim como se faz necessária uma Reforma Tributária que estabeleça a tributação sobre esses lucros e sobre as grandes fortunas. Entretanto, Paulo Guedes, ministro da economia, estabeleceu uma meta de corte de R$ 1 trilhão no período de dez anos em repasses justamente para as camadas mais pobres da população. Juízes, políticos e militares de alta patente, por exemplo, já se articulam para ficar de fora da reforma, mantendo seus privilégios.
Entre as informações vazadas ou divulgadas previamente estão:
- unificação do regime geral com os regimes próprios, para alcançar os servidores públicos das diversas esferas;
- unificação da idade entre homens e mulheres, com ampliação da idade mínima para 65 anos e com 40 anos de contribuição, sendo que para professor(a), 60 anos de idade e 30 anos de contribuição.
- abrir caminho para a capitalização da Previdência Pública. O modelo usado como referência é o adotado pelo Chile há quase 40 anos e que é alvo de muitas críticas. No modelo solidário de repartição, atualmente adotado no Brasil, os trabalhadores que estão no mercado de trabalho financiam, com aporte dos empregadores e do Estado, quem está se aposentando. No sistema de capitalização, lançado pelo Chile, cada pessoa é responsável por sua aposentadoria por meio de uma conta individual. Nesta modalidade de previdência, os contribuintes adeririam a um sistema de previdência pessoal e privada, portanto sem repartição por solidariedade, uma espécie de poupança. Seria possível transferir para estas novas contas individuais em bancos privados os recursos depositados no FGTS, geridos atualmente pela Caixa. Também seria possível sacar antecipadamente os recursos, em caso de “necessidade”. No Chile, os fundos são administrados pelas AFPs (Administradoras de Fundos de Pensão) e investidos em aplicações financeiras, sofrendo as oscilações e crises do mercado financeiro. As primeiras gerações a se aposentarem pelo sistema se depararam com o valor de aposentadoria abaixo do salário mínimo. A promessa inicial era que os aposentados receberiam um valor que poderia chegar a 80% do seu último salário antes de se aposentar. Mas o que acontece hoje é que os chilenos recebem apenas 30% disso. Cerca de 90% dos aposentados recebem aproximadamente metade do salário mínimo do país.
- instituir uma nova “opção” de regime de trabalho, sem respaldo na CLT e sem acesso à Justiça do Trabalho. A chamada de “Carteira de Trabalho Verde Amarela” está vinculada à proposta de capitalização da previdência. Ou seja, os que ingressariam nesta modalidade de relações de trabalho estariam automaticamente inseridos no regime de capitalização. Ao contrário do que foi dito pelo próprio Guedes, de que se teria “menos direitos, mas mais oportunidades”, significa jogar principalmente os jovens, que estão ingressando no mercado de trabalho, para uma relação sem garantias ou direitos, como FGTS, férias e 13º salário, e sem acesso a legislação ou justiça trabalhista.
Sobre a aplicação de uma regra de transição, assim como do conteúdo da proposta em si, é uma questão em aberto, pois existem diversos grupos internos no governo com posições diferentes sobre o assunto. Ou seja, não há garantias de que se terão regras de transição e, se tiver, de como serão seus termos.
É preciso remobilizar e repetir os atos de anos anteriores que barraram a reforma da previdência de Temer. Portanto, convidamos a todas e todos a se somar nesta frente em defesa dos direitos. 



Fontes:
https://jornalggn.com.br/previdencia-social/o-servidor-na-reforma-da-previdencia-de-bolsonaro-por-antonio-augusto-de-queiroz/
https://jornalggn.com.br/noticia/bolsonaro-estuda-acabar-com-13o-salario-ferias-e-fgts-dos-jovens/
https://www.brasildefato.com.br/2019/02/08/por-que-os-chilenos-lutam-contra-o-modelo-de-previdencia-que-bolsonaro-quer-copiar/
https://outraspalavras.net/sem-categoria/a-primeira-grande-guerra-do-governo-bolsonaro/

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Atenção professoras(es) em vias de aposentadoria! Orientações importantes!


Professoras e professores que ingressaram no serviço público do Município de Novo Hamburgo antes de 01/01/1993 (ou anteriormente à criação do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo IPASEM) e estiverem em processo de aposentadoria:
 Ao solicitar a Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) em agência do Instituto Nacional de Seguridade Social para a averbação do RGPS (Regime Geral de Previdência Social) ao Instituto Próprio de Previdência (IPASEM) devem fazê-lo com antecedência mínima de um ano, em função da lentidão do INSS, haja vista uma mudança do sistema que gera maior tempo de análise. Ainda deve ser observada, no pedido, a lacuna de nove meses da transição entre o Regime Geral para o Regime Próprio de Previdência (entre 24/3/1992 a 31/12/1992), que pode provocar maior tempo de análise ou até mesmo uma revisão da CTC.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Discussão sobre ampliação da Hora Atividade à Distância prossegue no ano que vem.


Como todos têm acompanhado ao longo do ano, estamos na luta pela ampliação da Hora Atividade à Distância, de uma para duas por mês. Em novembro, a Secretaria de Educação montou uma comissão para discutir o tema, composta por quatro diretoras representando EMEIs e EMEFs, pela Secretária de Educação e pela Diretora de Educação, além de um representante do SindprofNH, que levou a reivindicação da categoria. Ao todo, foram três reuniões até o presente momento, mas não há nada decidido ainda. Nova reunião será no início do próximo ano, em data a definir.

O objetivo da comissão é analisar a viabilidade da ampliação da hora atividade à distância e em que termos ela se dará. As equipes diretivas de todas as escolas foram convidadas a enviar contribuições sobre os critérios para se implementar esta ampliação. O SindprofNH sempre leva que estamos trabalhando com uma demanda que é desejo da maioria dos professores, manifestada pelo abaixo-assinado e pelas campanhas virtuais já realizadas.

Para o próximo ano, a categoria precisa estar mobilizada, sobretudo para a campanha salarial que se aproxima. Teremos grandes desafios e certamente continuaremos pautando a ampliação da Hora Atividade à Distância, além das mudanças necessárias no Plano de Carreira, visando maior valorização das professoras e professores.

Relato da reunião da Comissão para analisar Plano de Carreira.


Ocorreu nesta sexta-feira, dia 14, a primeira reunião da “Comissão de Acompanhamento, Atualização e Avaliação do Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Público Municipal”, criada em 2017, para atender uma das estratégias do Plano Municipal de Educação. Nesta reunião, foi apresentado um estudo, ainda em fase inicial, feito pela empresa de consultoria e assessoria contratada pela SMED, sobre a situação financeira do município e a atual estrutura da carreira municipal. O SindprofNH tem representação nesta Comissão e levou a Pauta referente à revisão do atual plano de carreira.

Apesar de o referido estudo apontar uma aproximação gradativa de gastos com recursos humanos no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, um dado chamou a atenção: a proporção da folha de pagamento voltada para o magistério municipal diminui ano após ano. De 33% em 2013, para 28% em 2017, mesmo com aumento da Rede de Ensino, em função da ampliação da Educação Infantil. Segundo este estudo preliminar, a atual proporção da folha de pagamento está em equilíbrio com a proporção do magistério no quadro do funcionalismo, que seria de 27%. Entretanto, seguindo a tendência dos anos anteriores, a diminuição da proporção do que é pago aos professores e professoras irá se intensificar, evidenciando a desvalorização da carreira do magistério municipal.

Nova reunião será feita no mês de março do próximo ano. Mas a pauta da revisão do Plano de Carreira precisa da mobilização da categoria. Este será o principal tema a ser tratado na elaboração da Pauta para a Campanha Salarial, haja vista que em 2019 completam-se 10 anos da extinção do Plano de Carreira então vigente, fato este responsável pela abertura de uma lacuna entre as duas carreiras. A revisão faz-se mais necessária do que nunca.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Atendimento do SindprofNH neste final de ano e nas férias:


De 24/12/2018 a 01/01/2019: NÃO HAVERÁ ATENDIMENTO.

A partir do dia 02/01/2019: funcionamento nos horários normais (exceto atendimento jurídico, que retorna no mês de fevereiro de 2019).

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Câmara aprova projeto de lei em regime de urgência sem diálogo com a categoria e comunidade


O Projeto de Lei Complementar n° 5/2018 que altera a Lei 154/1992 e a Lei 333/2000 (Sistema de Seguridade Social dos Servidores Públicos e Regime Jurídico Estatutário dos Servidores Públicos Municipais) entrou em tramitação no dia 26/11, segunda-feira, em medida de urgência, e foi aprovada em segunda votação no dia 28/11, quarta-feira, por 9 votos a 3.  Os vereadores Issur Koch, Patrícia Becker e Ênio Brizola votaram contra. Os vereadores Sérgio Hanich, Gerson Peteffi, Fernando Lourenço, Gabriel Chassot, Nor Boeno, Raul Cassel, Inspetor Luz, Enfermeiro Vilmar, Cristiano Coller, Vilmar Heming votaram favoráveis ao projeto.

A redação da Lei prevê a incorporação no vencimento do “servidor detentor de cargo em provimento que tenha exercido cargo em comissão, função gratificada, gratificação do controle interno, gratificação por assessoramento, adicional de dedicação plena, verba de representação de caráter transitório, por no mínimo 10 (dez) anos consecutivos ou por no mínimo 15 (quinze) anos intercalados” (art. 105-A).

O Sindprofnh questiona o pedido de urgência e aprovação que impossibilitou a tramitação normal pelas Comissões da Câmara, tampouco o diálogo com as categorias. Este projeto foi protocolado às 17h30, do dia 26/11, para ser votado às 18h, sendo assim, não houve tempo para leitura, análise e emissão de parecer do jurídico desta entidade que entende que há pautas mais prioritárias, as quais caberiam medida de urgência, e que o governo está adiando a discussão: revisão do plano de carreira, equiparação salarial dos professores da educação infantil com os professores do ensino fundamental, entre outras.

Como dito, a premente votação não oportunizou que os professores tomassem conhecimento do conteúdo do PL, o qual produzirá desigualdades incongruentes entre servidores com a mesma função e qualificação, motivando vantagens pessoais (art. 105-D da Lei 05/2018) e contribuindo para a ineficácia dos princípios da impessoalidade e da isonomia que norteiam a Administração Pública em qualquer esfera.

Ainda sobre o pedido de urgência, havia um compromisso do governo com os vereadores de que não se encaminhariam projetos com tal regime, apenas quando justificado. Entretanto, como não há urgência manifesta na matéria em questão, ela não se fazia necessária. Os outros casos em que o governo municipal também encaminhou matérias com esta urgência foram nos parcelamentos de débitos previdenciários e assistenciais com o Ipasem, para não dar tempo para tramitação nem discussão. Aliás, fica a pergunta: ainda temos duas semanas de sessões legislativas até o recesso, então temos o risco de novos projetos com urgência, como dos parcelamentos?




quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Este ano completam-se nove anos da extinção do Plano de Carreira.


Em novembro de 2009, a Câmara de Vereadores aprovou a extinção do Plano de Carreira, acatando a proposta feita pelo prefeito municipal. Passados nove anos, a categoria sente os efeitos desta medida, como a desvalorização da carreira, empecilhos para progressões, não reconhecimento imediato da formação etc. Nesses nove anos, a rotatividade de professores cresceu e Novo Hamburgo deixou de ser o destino almejado por professores de toda a região para se tornar um local de passagem. É possível também perceber os efeitos ao ver as dificuldades de se reporem estes professores que se exoneram ou se aposentam, pois muitos aprovados nos concursos preferem não assumir ao comparar a carreira de NH com de outros municípios da região. Nesses nove anos não diminuiu a urgência de revisão do Plano de Carreira, pelo contrário, ela está cada vez mais latente.



quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Como professores devem proceder em casos de intimidação?


Considerando a incitação para gravação de aulas feita por uma deputada estadual eleita por Santa Catarina, o SindprofNH publica esta nota para orientar os professores municipais. É assegurada a liberdade de cátedra e a autonomia pedagógica na Constituição Federal (CF) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O artigo 5º, incisos IV e IX, da CF estabelece as garantias fundamentais ao Estado Democrático de Direito, afirmando que “é livre a manifestação do pensamento” e “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença”. O artigo 206 da CF estabelece os princípios que servem de base para a educação: “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”; o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”, entre outras. Na LDB, no artigo 2º, afirma que a educação é “inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Já o artigo 3º, reforça os princípios que constam na CF, sendo acrescido “respeito à liberdade e apreço à tolerância”.
Na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira, 31 de outubro, todos os ministros votaram pela suspensão de ações policiais dentro das Universidades e as justificativas se enquadram com a educação em todos os níveis. A ministra Cármen Lúcia diz que “a única força legitimada a invadir uma universidade é a das ideias, livres e plurais. Qualquer outra que ali ingresse sem causa jurídica válida, é tirada. E tirania é o exato contrário da democracia”. O Ministro Celso de Mello, decano do STF, afirma que o "peso da censura ninguém ignora, é algo insuportável e absolutamente intolerável". O decano defende que o Estado não pode desrespeitar a liberdade fundamental de expressão e que regimes democráticos não convivem com práticas de intolerância ou mesmo com comportamentos de ódio.
Portanto, não pode haver constrangimento em relação ao trabalho feito e deve ser garantido o ambiente propício para o desempenho das aulas. Terceiros somente poderão assistir às aulas com autorização prévia do professor. Em caso de constrangimento, ofensas e agressões solicite apoio da direção da escola, acione a Guarda Municipal ou Brigada Militar, registre Boletim de Ocorrência e entre em contato com o Sindicato para darmos apoio e denunciarmos. Falsa acusação é crime de calúnia, difamação e/ou injúria, de acordo com os artigos 138, 139 e 140, respectivamente, do Código Penal Brasileiro, com penas que podem chegar a dois anos de detenção. O Sindicato dispõe de atendimento jurídico para eventuais medidas legais necessárias. O SindprofNH está do lado dos professores, lutando por respeito ao nosso trabalho em todas as instâncias.