domingo, 21 de abril de 2013

VALORIZAR O PROFESSOR: O QUE SE QUER DIZER COM ISSO?


Um olhar mais atento para as imagens do professor na mídia não deixa de captar uma flagrante contradição: de um lado, os docentes são retratados como heróis, sofredores, vocacionados, vítimas, salvadores – histórias de professoras que conseguem inovar suas práticas e fazer seus alunos aprenderem, apesar de todas as dificuldades que enfrentam na estrutura escolar e em sua própria vida; por outro lado, e com maior frequência, a mesma mídia denuncia como são preguiçosos os docentes, negligentes, mal formados, desmotivados e acomodados – faltam ao trabalho, não querem ser avaliados, têm privilégios demais no serviço público.
No entanto, embora pareçam estar em diferentes extremos, essas duas imagens carregam um traço em comum: negam ao professor sua condição de profissional, que deve ser tratado e valorizado como tal. E, curiosamente, não são poucos os clamores na mídia pela urgente “valorização do professor” como solução para os gargalos educacionais – pelo contrário, este parece ser um consenso [2]. O problema é que essa expressão surge esvaziada de sentido e não traz ao debate elementos para discutir o que, de fato, significa valorizá-lo: trata-se, atualmente, de um discurso vazio.
Em nome da “urgente valorização dos professores”, articulistas e editorialistas acabam por reforçar velhas tendências observadas na imprensa, tais como a culpabilização dos profissionais da educação sobre o mau desempenho dos sistemas educacionais em avaliações externas e um certo clamor por abnegação e sacrifícios. Este trecho de editorial publicado após o anúncio de reformulação do currículo do ensino médio pelo Ministério da Educação – anúncio, por sua vez, motivado pelo baixo desempenho dessa etapa de ensino no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – é bastante ilustrativo desse comportamento: “de nada adianta formular parâmetros curriculares maravilhosos se não tivermos profissionais preparados para ministrá-lo […] Um bom educador passa por cima de currículos ruins, supera a falta de infraestrutura, enfrenta a indisciplina e abre oportunidades de vida melhor para seus discípulos. Por isso precisa ser reconhecido e valorizado, mas também acompanhado e cobrado” [3].
A forma mais comum que assume a retórica da valorização docente na mídia, hoje, tem a ver com a desvalorização econômica da profissão: as falas clamam principalmente por ganhos salariais e competitividade da carreira, que deve ser capaz de “atrair os melhores”. Mas, mesmo quando reconhece esta importante dimensão da carreira docente (uma remuneração justa), o discurso pela valorização não vem dissociado de uma contrapartida dos professores, seja pelo “compromisso com o aprendizado” ou pela adoção de mecanismos mais efetivos de avaliação e monitoramento de seu trabalho. Felizmente, podemos ver aí um avanço: o discurso de que o aumento do salário dos professores, por si, não gera melhoria na qualidade da educação parece ter perdido espaço no debate.
A retórica da valorização não só está distante da realidade da carreira, mas também se descola das políticas e ações que poderiam promovê-la. Como lembra Bernadete Gatti, “as ênfases valorativas da profissão de professor […] variam muito conforme a região do país, porém os discursos genéricos existentes sobre o valor do professor não redundaram em todos os estados e em todos os municípios em estatutos de carreira, e em salários, que reflitam a importância retórica a esse profissional atribuída” [4].As expectativas são altas, mas não se traduzem em ações concretas.
Ao alçar os professores à condição de heróis, as diferentes vozes do debate público – gestores, pesquisadores, pais e mães, estudantes e, cada vez mais, empresários – atribuem-lhe funções que extrapolam sua profissão. Ao culpá-lo pelos maus resultados dos sistemas de ensino, estas mesmas vozes deixam de cobrar do Estado sua responsabilidade em garantir-lhes condições de trabalho adequadas, formação inicial e continuada de qualidade, acesso a bens culturais, participação na formulação das políticas, planos de carreira estruturados, cumprimento da Lei do Piso Salarial. Nessa polifonia de vozes, falta o discurso dos próprios professores, silenciados e silenciosos diante do quadro de desvalorização.
Para superar essa contradição e escapar do jogo de vítimas e culpados, a sociedade precisa começar por qualificar o que entende por valorização dos professores e exigir que esta seja mais do que um exercício retórico. A Semana de Ação Mundial de 2013 promovida pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação chama a atenção para essa necessidade e propõe como mote da discussão o lema “Nem herói, nem culpado: professor tem de ser valorizado”. Em atividades por todo o país, a comunidade escolar e todos aqueles que lutam por uma educação de qualidade terão uma excelente oportunidade para encher de sentido esta palavra.
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[1] Artigo produzido a partir da pesquisa de mestrado em andamento “O silêncio dos professores – análise de uma trama social que afasta os docentes do debate público sobre educação”, desenvolvida pela autora na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP).
[2] Foram selecionados para esta análise 40 artigos de opinião e editoriais que usaram a expressão “valorização” dos professores, no universo de 32 jornais no território nacional no período de um ano (2012).
[3] Editorial “Além da Reforma Curricular”, publicado no Diário Catarinense em 19/08/2012.
[4] GATTI, B.A.; BARRETO, E. S. Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília, DF: UNESCO, 2009.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

COLEGA PROFESSOR(A)! FAÇA SUA PARTE! DIVULGUE E PARTICIPE!


COLEGA PROFESSORA E PROFESSOR VOCÊ É FUNDAMENTAL PARA O MOVIMENTO DA VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO, POIS NEM SÓ DE PRÉDIOS SE FAZ EDUCAÇÃO!
Em Assembleia no dia 15 de abril, professoras e professores demonstraram que querem lutar por seus direitos, pela sua carreira e pela educação pública de qualidade, aprovando, o dia 24 de abril como dia de paralisação das escolas municipais, reivindicando 1/3 de hora atividade, melhores condições de trabalho, 10% do PIB no Plano Nacional de Educação, valorização do professor.
Deliberou-se pela adesão ao Movimento Nacional de Valorização dos Trabalhadores da Educação, que propõe na próxima semana uma mobilização de 21 a 28 de abril. Optou-se por paralisação no dia 24 para que todos os professores possam estar manifestando a sua inconformidade com o desrespeito às leis e a falta de condições de trabalho.
            Por isso, você está recebendo adesivos manifestando tais reivindicações. 
Prepare a paralisação do dia 24 de abril. Informe a comunidade, utilizando o adesivo e informando os motivos da paralisação. Divulgue o descaso do executivo com a verdadeira educação de qualidade em Novo Hamburgo representada num plano de carreira que não valoriza os profissionais fazendo com que estes abandonem a rede abrindo lacunas no atendimento às escolas, no salário defasado, no descumprimento da lei federal nº 11738/08 que prevê o direito aos(as) professores(as) utilizarem um terço de hora atividade para qualificar seus trabalhos.
Vamos lembrar: sempre que compactuamos e aceitamos estes desmandos estamos criando uma geração de cidadãos conformada, que passam por nós e miram-se em nós para formar seu caráter. Precisamos ser críticos para formar cidadãos críticos!

NEM HERÓI, NEM CULPADO. PROFESSOR TEM DE SER VALORIZADO!
 (SEMANA DE AÇÃO MUNDIAL 2013)
CAMPANHA SALARIAL 2013

CARTA DE DIVULGAÇÃO PARA A COMUNIDADE DE SUA ESCOLA!

SENHORES PAIS, FAMILIARES E COMUNIDADE HAMBURGUENSE

Dirigimo-nos aos senhores e senhoras para prestar esclarecimento ao mesmo tempo em que pedimos seu apoio na defesa da NOSSA ESCOLA PÚBLICA e de seus trabalhadores. Em Novo Hamburgo, a extinção do Plano de Carreira deixou um grande número de professores com a perspectiva de uma carreira rebaixada, isto é, salários baixos, sem o devido reconhecimento da formação acadêmica e a desvalorização ainda maior dos professores que atuam na Educação Infantil. O reflexo desta política está visível em nossas escolas, com grande rotatividade de professores, que sem perspectiva de crescimento exoneram-se e partem para outras carreiras. A Educação Pública, é de cada cidadão que paga seus impostos (e não são poucos), para que justamente não faltem investimento e qualidade no serviço público. A negligência do governo com a educação de qualidade, mobiliza-nos, professores municipais de Novo Hamburgo, pela paralisação no centro da cidade no dia 24 de abril (quarta-feira) não estando, portanto, na escola nesta data. Precisamos de sua indignação com descaso com que a Educação vem sendo tratada. Todos queremos o melhor para alunos e filhos e isso passa a ser possível se tivermos educação de qualidade, escolas com infraestrutura adequada e professores valorizados. Faça parte desta aula pública de cidadania. Apoie o professor(a) de seu(a) filho(a).
Se seu filho não for para a escola nesse dia terá o direito a recuperação do dia letivo com aula de qualidade!


Colabore! Participe!

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO! DIVULGUE!





DIVULGUE NA SUA ESCOLA!

DIVULGUE NA SUA COMUNIDADE!
CONVIDE SEUS ALUNOS PARA ESTA AULA DE CIDADANIA!

NOTÍCIAS SINDPROFNH 18/04/2013

ENTREVISTA SOBRE A CAMPANHA SALARIAL - RÁDIO ABC PELO SINDPROFNH


domingo, 14 de abril de 2013

SINDPROFNH NOTÍCIAS DA CAMPANHA SALARIAL 2013




Sobre a reunião do dia 10/04 na Prefeitura de Novo Hamburgo:
  1. Não fomos recebidos pelo novo prefeito Luís Lauermann e consideramos que a reunião de Campanha Salarial do funcionalismo seja muito importante;
  2. Lamentamos que a reunião tenha começado com o discurso de que a prefeitura terá um ano de recessão e crise, uma vez que o discurso nos meios de comunicação é outro;
  3. Nesta primeira reunião foram descartados itens que não chegaram a ser discutidos, mas insistiremos, pois acreditamos na necessidade de qualidade na educação;
  4. Segundo o Secretário Beto Carabajal, só haverá negociação quando retirarmos o processo de 1/3 de hora atividade (uma contradição pois a lei do piso é de 2008 e mais: direito não se negocia!); 
  5. Não seremos intimidados, nem por posturas, ou por tentativas de coerção.
  6. Sabemos que somos uma categoria forte e que merecemos RESPEITO!
LUTAREMOS POR NOSSA CATEGORIA, POR NOSSOS ALUNOS, 
PELA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!

TODOS NA ASSEMBLEIA DO DIA 15/04, NO COLÉGIO 25 DE JULHO,
 A PARTIR DAS 17H 30'.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

TCU cobra MEC sobre evasão e falta de professor em institutos federais


William Maia
Do UOL, em São Paulo
Bandeira do governo federal, o ensino técnico profissionalizante está na mira do TCU (Tribunal de Contas da União). Em acórdão publicado nesta terça-feira (2), o tribunal cobrou do MEC (Ministério da Educação) a apresentação de um plano para combater o déficit de professores e a evasão de alunos nos cursos de nível médio e superior oferecidos pelos IFs (Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia).
A determinação é fruto de uma fiscalização feita por auditores do tribunal em nove dos 38 institutos federais, que apontou uma taxa de evasão média de 24% nos cursos profissionalizantes voltados a alunos dos EJAs (Educação de Jovens e Adultos) e de 19,4% nos cursos feitos por estudantes que acabaram de completar o ensino médio.
Entre os alunos que fazem cursos técnicos concomitantemente com o ensino médio, a evasão foi menor: 6,4% – nível semelhante ao dos cursos superiores nas áreas de licenciatura (8,7%), bacharelado (4,0%) e tecnólogo (5,8%).
O relatório apresentado pelo conselheiro José Jorge e aprovado pelo plenário do TCU afirma que a grande expansão do número de vagas nos IFs ocorrida nos últimos anos não foi acompanhada pela contratação de professores e funcionários suficientes. De acordo com dados fornecidos pelo próprio MEC, existe atualmente um déficit de 7.966 docentes e de 5.702 técnicos de laboratório nos institutos.

MEC promete 4.500 mais professores neste ano

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marco Antonio de Oliveira, reconheceu que houve um "descompasso" entre a expansão dos institutos federais e a contratação de pessoal.  A discrepância teria sido causada pela demora na aprovação pelo Congresso, no ano passado, de um projeto de lei que prevê a contratação de 77 mil novos professores e técnicos para a rede federal de ensino superior, que também inclui as universidades federais.
"A contratação de 4.515 professores e 3.374 técnicos para os institutos federais já está em andamento e até o segundo semestre deste ano devem ser liberados outros 8.000 cargos de docentes e 4000 de técnicos", disse Oliveira. "Estamos vivendo uma expansão inédita".
Sobre a evasão, o secretário afirma que as taxas estão abaixo do verificado nas universidades federais. As exceções são os alunos do EJA, "que tem um histórico de insucesso escolar", e dos cursos subsequentes ao ensino médio. "O que está acontecendo é que muitos jovens que completam o ensino médio e ingressam no curso técnico estão conseguindo empregos, e acabam tendo que abandonar o curso", afirmou o secretário, que garante que as maiores taxas de evasão ocorrem nas regiões com a atividade econômica mais aquecida.
Para os alunos do EJA, Oliveira promete ações para incentivar a permanência dos estudantes nos cursos, como o fornecimento de uma certificação profissional intermediária, após o aluno atingir carga de 800 horas de aula. "Isso vai ajuda-lo a se colocar no mercado e servirá também como um estímulo para que ele conclua o curso", argumentou.

Pesquisa e integração com o mercado

A auditoria do TCU também aponta deficiências na relação entre os IFs e os setores produtivos locais, nas áreas de pesquisa e extensão e integração dos estudantes com o setor produtivo.
Marco Antônio Oliveira afirmou que o MEC apresentará ao TCU medidas para melhorar as áreas de pesquisa e extensão nos institutos, mas ressaltou que não considera ser responsabilidade da universidade fazer a ponte entre aluno e mercado de trabalho. "Não se pode cobrar da escola essa intermediação".
O secretário adiantou, porém, que será firmada uma parceria com o Sebrae para incentivar atividades de empreendedorismo nas aulas, com inclusão de conteúdos relacionados nos planos dos cursos e treinamento de professores.
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Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado20 fotos

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Meta 10 - Educação profissional: oferecer o mínimo de 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio Leia mais Juca Varella/Folhapress

Baixo valor da hora-aula explica falta de professor em SP




Em São Paulo

Deficiências nas condições de trabalho, baixa remuneração, problemas na infraestrutura das escolas e existência de muitos professores com contratos de trabalho temporários são algumas das dificuldades enfrentadas pelos docentes da rede estadual de São Paulo, segundo quatro entidades de classe consultadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com os sindicados, essas questões têm relação direta com a ausência dos docentes, problema também considerado "grave e prejudicial à educação" pelas entidades.
O valor da hora-aula recebida pelo docente da rede estadual, em torno de R$ 9, é um motivo que justifica a ausência do professor. É o que afirma José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) - entidade que possui mais de 100 mil associados. "Se ele é do bairro de Santana (zona norte) e tiver de dar uma aula em São Miguel Paulista (zona leste), ele já gasta duas conduções. Muitas vezes não compensa, e como ele não tem concorrente, não será substituído por nenhum outro professor", afirma Cancelliero.
Segundo o CPP, enquanto o piso para 40 horas na rede municipal é de R$ 2,6 mil, nas escolas estaduais vai de R$ 1,8 mil (anos iniciais do fundamental) a R$ 2.088 (anos finais e ensino médio). Os valores variam de acordo com a formação do docente.
Com esses salários, não faltam exemplos de professores que chegam a dar aula em até três escolas, diz Neli Cordeiro, presidente do Apase, sindicato dos supervisores. "Eles peregrinam. Dar aulas em mais de uma escola torna a atividade ainda mais desgastante", diz Neli.
O déficit de professores também é alvo de críticas. "Não é que eles faltam, o problema é que faltam professores", afirma Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, o sindicato dos professores da rede estadual. Segundo ela, existem alunos que nunca tiveram aulas de física, química ou biologia com educadores com formação devida nas respectivas áreas. "Quem dá aula são professores de disciplinas afins", afirma Maria Izabel.
No ano passado, Jennifer Santos, de 15 anos, então aluna do 1.º ano do ensino médio da escola estadual Roberto Mange, na zona sul da capital, não teve aulas de química. "A professora ficou de licença duas vezes, depois deixou de ir. Todos os dias que tínhamos aulas de química, saíamos mais cedo. No final, todo mundo passou, sem ter feito nenhuma prova", diz Jennifer.
Neste ano, a aluna enfrenta mais problemas. "Não tenho professora de português. Ela abandonou as aulas. Nem de sociologia", diz a jovem. O regime de contratação é outro agravante, dizem as entidades sindicais. No Estado, são quase 35 mil docentes temporários. Todos essas questões têm relação com a falta de atratividade da atual da profissão, afirma Francisco Antônio Poli, presidente do Udemo, o sindicato que representa os diretores de escolas. "A pergunta hoje é: quem quer ser professor? A resposta é: o idealista, ou aquele que não tem outra opção", diz Poli. Ele sugere uma maior participação dos pais na escola para amenizar os problemas das faltas dos professores.
Sobre a suposta superlotação de alunos nas aulas, a Secretaria Estadual de Educação informa que em mais de 60% das classes a média de alunos é inferior a 40 estudantes. À respeito do salário, a pasta explica que o valor repassado aos anos finais do fundamental, por exemplo, ultrapassa em 33% o piso nacional. O Idesp, índice que mede a qualidade da educação no Estado, caiu de 2,61 em 2011 para 2,59 no ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado20 fotos

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Meta 17 - Valorização do professor: Equiparar o rendimento médio dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência do PNE Leia mais Peter Leone/futura Press

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CARTA ABERTA: PREFEITO LUIS LAUERMANN NÃO RESPEITA O DIA 5 DE ABRIL


Colegas Professoras e professores

Durante a gestão passada tivemos inúmeros motivos para dizer que a administração de Novo Hamburgo não respeita o funcionalismo. Agora, continuamos na mesma situação: não fomos recebidos pelo atual prefeito Luis Lauermann, que desrespeita desta forma, a lei municipal nº 1.306/2005 que estabelece a data base anual dos trabalhadores municipais. Fomos atacados e divididos através de um plano de carreira que além de desmerecer o trabalho docente, provoca o êxodo dos professores da rede municipal hamburguense, que têm facilmente encontrado maior valorização nas cidades próximas.
Sabemos que a qualidade da educação está intimamente ligada ao investimento que lhe é destinado. Investir em melhores condições de trabalho, reconhecer a formação dos professores e cumprir a lei do piso são prioridades que a prefeitura de Novo Hamburgo tem deixado de colocar em sua pauta de serviço.
As obras, iniciadas na administração passada e com promessas de continuidade nesta gestão, inauguradas com discursos e festividades, não são motivo de tanta comemoração entre os professores, pois muitas dessas obras, não contemplam o padrão adequado para sua finalidade: quadras esportivas pequenas, redução das áreas verdes, áreas cobertas em lugares inadequados causando impacto sonoro, falta de salas adequadas para atender o número de alunos.
O Sindicato dos Professores SINDPROFNH tem feito inúmeras tentativas de contato com a administração, sem êxito. Estamos sendo incansáveis na luta pelos diretos da categoria: encaminhando pedidos de esclarecimentos, fiscalizando e acompanhando diversos procedimentos administrativos. Sabemos que a força do magistério está na participação, para juntos cobrarmos do executivo o cumprimento de suas obrigações com a educação de Novo Hamburgo.
Neste dia 5 de abril, marcamos espaço para reafirmar à Novo Hamburgo que somos mulheres e homens, trabalhadoras e trabalhadores, professoras e professores. Não somos heróis, não somos culpados, somos educadores e merecemos ser valorizados, pois NEM SÓ DE PRÉDIOS SE FAZ EDUCAÇÃO!
UNIDOS SOMOS MAIS FORTES!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SINDPROFNH PUBLICA A PEDIDO DENUNCIANDO: ADMINISTRAÇÃO NÃO RESPEITA DATA BASE DO MAGISTÉRIO DE NOVO HAMBURGO



COMUNIDADE HAMBURGUENSE
Dirigimos aos senhores e senhoras para denunciar o descumprimento por parte da administração municipal da data base dos servidores públicos municipais de Novo Hamburgo, ao mesmo tempo em que pedimos seu apoio na defesa da ESCOLA PÚBLICA e de seus trabalhadores e trabalhadoras.
Desde 2005 o município possui uma lei que institui o dia 5 de abril como a data base para a revisão dos salários dos servidores públicos municipais, entre os quais, professores e professoras das escolas municipais.
Lamentável hoje, 05 de abril, data máxima do município,  tenhamos que  estar informando  à comunidade que a administração não cumpre a lei e desrespeita os  direitos dos mais de 1500 professores que diariamente são responsáveis pela educação de seus filhos e filhas. Educação de qualidade se faz com a valorização dos professores e professoras.
Contamos com seu apoio e solidariedade.
Andreza Mara Formento
Presidenta

terça-feira, 26 de março de 2013

FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA: EDUCAÇÃO DE QUALIDADE




Todo mundo defende que o professor e a professora têm que ser valorizados. Mas o que significa concretamente valorizar o(a) profissional da educação? Que medidas efetivas são necessárias para mudar o cenário de desvalorização da profissão? É preciso superar duas tendências das últimas décadas: culpar os docentes pelos maus resultados dos indicadores educacionais; ou vê-los simplesmente como vítimas das más condições estruturais dos sistemas educativos. Nem vítima nem culpado!
Só com substanciais melhorias no tripé formação inicial e continuada, condições de trabalho, salário e carreira os professores, assim como os outros profissionais da educação, serão devidamente valorizados. Afinal, sem eles o Brasil não poderá garantir o direito humano à educação pública de qualidade para todos.
Dados do Censo Escolar 2011 mostram que na educação básica, não só cresceu o número de docentes, como aumentou a proporção de professores com formação superior. O Brasil possui hoje 2.039.261 professores, um aumento de 15.513 profissionais nos últimos dois anos. Desse total, 82% são mulheres e 22% trabalham em duas ou mais escolas. Embora indiquem crescimento (necessário) da população dos professores, estes dados reforçam a preocupação com a formação e as condições de trabalho da categoria. Entre 2010 e 2011, a proporção de professores com ensino superior que lecionam na educação básica cresceu 7,6%, mas a defasagem ainda é grande. Não possuem curso superior: 43,1% dos professores da educação infantil, 31,8% dos anos iniciais do ensino fundamental, 15,8% dos anos finais do ensino fundamental e 5,9% do ensino médio. Dos mais de dois milhões de docentes atuando na educação básica, 380 mil são alunos da educação superior, sendo 185 mil matriculados em Pedagogia, que conta hoje com mais de 110 mil estudantes matriculados em cursos a distância.

As instituições de ensino superior (IES) privadas detêm aproximadamente 58% do total de matrículas de licenciatura e pedagogia 2; grande parte em cursos noturnos e 51% das vagas a distância, em instituições exclusivamente de ensino, em detrimento da pesquisa e extensão. Tais condições desfavorecem a formação teórica e prática, os estágios de docência e
a formação cultural mais ampla, necessária à atuação docente na educação básica.
Os atuais programas de formação resumem-se a ações emergenciais para o atendimento dos professores em exercício sem formação superior ou específica para a área em que atuam, em cursos de segunda licenciatura ou complementação pedagógica, de curta duração em período de férias e recesso. Persiste, nos cursos de licenciatura, a velha divisão entre formação nas áreas de conhecimento (oferecida pelos institutos específicos) e formação no campo das teorias e práticas pedagógicas (oferecida pelos centros e faculdades de educação). Uma base comum que articule esses espaços formativos é uma exigência histórica que não tem encontrado apoio nas atuais políticas públicas de formação.
A formação continuada ainda é tratada como espaço de treinamento e cursos isolados, o que dá margem à corrida por títulos em cursos de caráter pontual, descontínuo, sem vínculos com as necessidades da escola e dos alunos. Em muitos casos, essas ações baseiam-se numa relação simplificadora entre qualidade educacional e padronização de práticas pedagógicas, incidindo sobre o desenho da política educacional local, a organização do trabalho docente e o projeto pedagógico.
Como resultado da proposição do movimento dos educadores, alguns avanços foram alcançados, como a Política Nacional de Formação do Magistério e dos Profissionais da Educação Básica 3. Destaca-se a instituição de fóruns estaduais permanentes de apoio à formação docente em cada Estado, com a responsabilidade de elaborar o Plano Estratégico da Formação e criar as condições (administrativas, financeiras e pedagógicas) para o pleno desenvolvimento dos programas de formação. No entanto, as ações no âmbito federal padecem de fragmentação. E a atuação de grande parte dos fóruns estaduais ainda é determinada pelas necessidades da formação superior dos professores em exercício, restrita a programas de caráter emergencial e em alguns casos apenas para administrar prazos e metas do MEC. A formação inicial e continuada deve ser concebida como um contínuo, um conjunto de princípios que perpassam ações, projetos e programas de formação, valorização e crescimento profissional, o que implica desenvolver ações de caráter massivo e com qualidade elevada para mais de 2 milhões de professores, em regime de colaboração e cooperação entre União, Estados e Municípios. É preciso romper com a concepção de formação reduzida ao manejo adequado dos recursos e técnicas pedagógicas e superar a dicotomia entre formação pedagógica e formação no campo de conhecimentos específicos. A atividade docente deve dar o tom, a base e a dinâmica da formação inicial e continuada; as ações formativas devem promover a socialização das experiências entre os professores e sua auto-organização em grupos de estudos e investigação sobre o trabalho docente e as escolas.
O salário médio dos professores no Brasil é 38% menor do que o dos demais profissionais com nível superior completo ou incompleto. Entre 47 profissões, a de professor de ensino fundamental das séries iniciais figura na 31ª posição, com média salarial de R$ 1.454 – menos do que ganhavam, em média, corretores de imóveis (R$ 2.291), caixas de bancos (R$ 1.709) e cabos e soldados da polícia militar (R$ 1.744). Além disso, 10,5% dos professores da educação básica possuem uma segunda ocupação fora do ensino, ou um “bico”.
A flexibilização das relações de trabalho acompanha as baixas remunerações. Cresce o número de professores contratados temporariamente e em condições precárias nas redes públicas. Segundo o Censo do Professor de 2009, um em cada cinco professores da rede pública é admitido em caráter temporário. Eram mais de 300 mil profissionais nessas condições, sendo 53,5% do total de professores da rede estadual de Minas Gerais, 48,8% em Mato Grosso, 36% em Pernambuco e 47% no Estado de São Paulo. Dos 26 Estados mais o Distrito Federal, 10 não pagam o piso salarial nacional do magistério 5: Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Outros 10 Estados não cumprem integralmente a lei, pois não garantem que 1/3 da jornada de trabalho seja para hora-atividade: Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Tocantins. Apenas 5 Estados e o DF
cumprem a Lei do Piso: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Pernambuco e Rondônia ..
O piso deve ser o vencimento inicial da carreira, ou seja, não podem ser somadas gratificações e outros bônus para atingir a remuneração mínima. Sua implementação como vencimento inicial se reflete em todos os níveis da carreira. A composição da jornada deve garantir no mínimo 1/3 da carga horária para a realização de atividades fora da sala de aula (reuniões pedagógicas, planejamento, formação, correção de trabalhos, etc.).

http://arquivo.campanhaeducacao.org.br/semana/2013/folder_sam2013_final.pdf

segunda-feira, 25 de março de 2013

SEMANA DE AÇÃO MUNDIAL: VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR

Semana de Ação Mundial 2013 terá como tema a valorização dos profissionais da educação 
A Semana de Ação Mundial (SAM) 2013 já tem data definida. Entre os dias 21 e 28 de abril, diversas atividades ocorrerão simultaneamente em mais de 100 países. No Brasil, essas atividades são coordenadas pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A SAM é uma iniciativa da Campanha Global pela Educação (CGE) e é realizada desde 2003 com o objetivo de pressionar autoridades políticas a garantir educação pública de qualidade para todas e todos.

O tema da SAM 2013 será a Valorização dos profissionais da educação, com destaque para os professores. A proposta é realçar que a qualidade do trabalho desses profissionais é uma causa de todos, pois dela depende a garantia do direito humano à educação pública de qualidade. Com o mote "Nem herói, nem culpado. Professor tem de ser valorizado!", o material da Semana deste ano procura contrapor uma tendência das últimas décadas de se "culpar os docentes pelos maus resultados dos indicadores educacionais" ou de "caracterizá-los como vítimas das más condições estruturais dos sistemas educativos".

fonte: http://www.capemisasocial.org.br/capemisasocial/blog/Lists/Postagens/Post.aspx?ID=389

CAMPANHA SALARIAL 2013


MANTÉM-SE O IMPOSTO SINDICAL EM 2013



Seguidamente o SINDPROFNH recebe ligações telefônicas ou e-mails de seus associados, questionando o Imposto Sindical anual, que representa o desconto do valor do salário referente a um dia de trabalho do servidor. Até mesma a Administração Municipal comunicou o sindicato sobre a impossibilidade do recolhimento do referido imposto, visto a Instrução Normativa nº 01/2013 do Ministério do Trabalho e Emprego, revogando a Instrução Normativa 01/2008 que regulamenta o desconto da contribuição sindical.
Entretanto, diversas Entidades Sindicais se mobilizaram e em negociação com representantes do MTE, prorrogaram o recolhimento neste ano.
O SINDPROFNH  esclarece que 60% do valor recolhido referente ao imposto  é depositado na conta da entidade na CEF, para essa finalidade, e o restante fica sob posse desse banco público para investimento em formações.
O SINDPROFNH  reforça que está sempre aberto a discutir com a categoria, em assembleia ou em reunião do Conselho Político Sindical divulgadas com antecedência nas escolas e outros espaços educativos, o destino desse valor arrecadado. Como ilustração, a sala do sindicato foi adquirida com recursos do Imposto Sindical, e vem sendo de praxe o sindicato comemorar seu aniversário com um grande show gratuito aos seus convidados, que são os professores, professoras e acompanhantes. 

http://www.sintaj.org/wp-content/uploads/IMPOSTO-SINDICAL.pdf



Veja a reportagem:

INSTRUÇÃO NORMATIVA QUE CANCELAVA QUE CANCELAVA IMPOSTO É SUSPENSA


Foi publicado no Diário Oficial da união, da última sexta-feira (01), a Instrução Normativa nº 2 de 28 de fevereiro de 2013, que torna sem efeito a Instrução Normativa nº 1 de 14 de janeiro de 2013 pelo período de 90 (noventa) dias.
A decisão publicada foi consequência da audiência pública realizada em 25 de fevereiro de 2013, entre Ministério do Trabalho e Emprego e diversas entidades sindicais. Com a decisão o imposto sindical que é recolhido no mês de março será descontado normalmente.