segunda-feira, 9 de abril de 2012

ENTIDADES CRITICAM REUNIÃO FECHADA SOBRE INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO


Entidades criticam reunião fechada sobre investimento em educação

Nesta terça (10), os deputados da Comissão Especial criada pela Câmara para discutir o Plano Nacional de Educação (PNE) se reúnem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para cobrar a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação. O encontro, porém, não ocorrerá em audiência pública, no parlamento, como pleiteado inicialmente. Se dará no gabinete do ministro, a portas fechadas, o que já provoca protestos.

Brasília - Os deputados da Comissão Especial criada pela Câmara para discutir o Plano Nacional de Educação (PNE) se reúnem nesta terça (10), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para cobrar a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação. O encontro, porém, não ocorrerá em audiência pública, no parlamento, como pleiteado inicialmente pelos deputados da Comissão, com o apoio das organizações da sociedade civil. Se dará no gabinete do ministro, a portas fechadas. E, por isso, já provoca protestos.


Em Carta Aberta, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação - coletivo que reúne mais de 200 entidades que representam trabalhadores, movimentos sociais e dirigentes municipais e estaduais da educação – afirma que “considera fundamental o envolvimento – ainda que tardio – da área econômica do Governo Federal no debate sobre o novo plano educacional”. Entretanto, define como “preocupante” o fato dos deputados irem ao gabinete do ministro para discutir o financiamento da educação, em vez de recebê-lo em audiência pública, aberta a toda a sociedade. 


“O princípio político adotado pelo governo está equivocado. O ministro Mantega é que deveria ir à arena em que o debate está sendo travado. A ida dos parlamentares ao gabinete dele retira a possibilidade da sociedade acompanhar e intervir no debate, além de fragilizar o poder legislativo e o debate público sobre o tema”, afirmou à Carta Maior o coordenador da Campanha, Daniel Cara. 


Ele recorda que o investimento dos 10% do PIB na Educação é um dos raros 
temas consensuais na sociedade, recebendo apoio dos setores mais diversos. 


Além das entidades que integram a Campanha, ele destaca o posicionamento favorável aos 10% da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Sindical e Popular Conlutas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG). “Das mais de três mil emendas apresentadas durante a tramitação do PNE, apenas uma imputava percentual menor do que 10%”, exemplifica. 


Cara ressalta, também, que vários estudos técnicos e pesquisas provam que o país pode investir o percentual na área. O Comunicado 124 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado “Financiamento da educação: necessidades e possibilidades” aponta, inclusive, soluções para aumentar a arrecadação e garantir os recursos necessários. “Se o governo decidir não investir os 10%, será uma decisão política e, por isso mesmo, o ministro precisa comunicá-la à sociedade”, reforça. 

Para o coordenador, o governo evita o debate porque será obrigado a admitir que a União é o ente federado que menos investe em educação. “De cada R$ 1 investido na área, R$ 0,41 provém dos Estados, R$ 0,29, dos municípios e apenas R$ 0,20, da União. E, desse percentual da União, a maioria vai para a educação superior. Nós queremos que ela mantenha esse montante, mas também contribua mais com a educação básica”, esclarece Cara.
Carta Capital

sábado, 7 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA

A EDUCAÇÃO BÁSICA PODE TER COLAPSO POR FALTA DE PROFESSORES

A professora e ex-secretária de Educação de São Paulo, Maria Lucia Vasconcelos, lançou livro em que afirma de forma enfática: sem valorização da carreira, teremos um colapso na educação básica pela falta de professores. “Tem que haver investimento do Estado no professor. É uma profissão estratégica”, afirma a autora, que hoje preside o Conselho Municipal de Educação da capital paulista. A professora e ex-reitora da Universidade Presbiteriana Mackenzie lançou o livro nesta terça-feira, 6 de março, com o título “Educação Básica” (Editora Contexto), no qual discute os principais temas e problemas dessa etapa com outros educadores. Os cinco capítulos abordam a formação do professor, a autoridade do docente, a ação do professor em sala de aula, o diálogo na escola e o olhar jornalístico para a educação.
“A autoridade tem que ser exercida em todos os níveis da educação. Dar liberdade excessiva para o aluno acaba complicando a relação dos docentes com os estudantes”, destaca Maria Lucia. Para a educadora, os professores precisam chegar à sala de aula melhor preparados e mais seguros de seu trabalho para conduzir os alunos. E a formação universitária deve ser reformulada, para que esteja mais próxima da realidade escolar.
Leia entrevista concedida ao site IG Notícias.:
iG: Muitos jovens profissionais reclamam que a faculdade está distante das salas de aula, com professores que não conhecem a realidade atual e oferecem uma formação técnica e prática muito deficiente. As licenciaturas precisam de uma reformulação para formar melhor os nossos professores?
Maria Lúcia: Não há diálogo entre a universidade e a educação básica. Há um fosso. A universidade continua fazendo o que ela acha que deve fazer sem conhecer a realidade e as necessidades dos professores. Não vejo como melhorar a qualidade da formação sem mexer nas licenciaturas e na valorização do professor. Daqui a pouco vamos ter um colapso na educação básica pela falta de professores. Já estamos com uma crise braba, para algumas disciplinas como história e geografia em que é muito difícil encontrar professores. Tem que valorizar a carreira, torná-la mais atraente.

iG: Governos dos Estados reclamam do reajuste do piso e sugerem que ele siga a inflação...
Maria Lúcia: Estamos defasados no valor do piso salarial dos professores. Dado o tamanho da defasagem, só dar inflação não vai resolver nada. Tem que haver investimento do Estado no professor. É uma profissão estratégica.

iG: No livro a senhora comenta sobre o exercício da autoridade docente. A indisciplina é um dos principais problemas enfrentados em sala de aula e também causa perda de tempo de aula. Como enfrentar esse problema?
Maria Lúcia: A indisciplina afasta o professor da própria profissão, um ambiente desorganizado não é atraente. A autoridade tem que ser exercida em todos os níveis da educação. Dar liberdade excessiva para o aluno acaba complicando a relação dos docentes com os estudantes. O professor deve exercer a autoridade, porque o papel dele assim exige. Quando o aluno toma as rédeas, as coisas se perdem, e o professor se sente impotente. Nessa ânsia de se aproximar dos alunos, ele acaba perdendo a noção de que os papeis são diferentes. O professor tem que estar melhor preparado para chegar em sala de aula, ter segurança do que ele faz, e saber que ele vai chegar onde quer, sem abrir concessões.

iG: A alfabetização deficiente e a evasão no ensino médio são os principais problemas da educação básica?
Maria Lúcia: Certamente. Se você não tem uma criança bem alfabetizada, ela vai levar essa dificuldade para o resto de sua vida escolar e não terá prazer em aprender. Não podemos fechar os olhos para o fato de que crianças caminham pela idade escolar com fragilidades. Precisa haver continuidade nas políticas públicas. O ensino médio é outro grave problema, porque não responde a nada. Se ele tiver uma clientela fortemente focada no vestibular, pode ser um preparatório. Mas se não, ele não tem sentido para o aluno. Precisa haver uma resignificação do ensino médio, para que o aluno perceba a utilidade daquilo. Não é mais uma criança que está aprendendo, mas um jovem que tem perspectivas, que muitas vezes quer entrar no mercado de trabalho. Precisa voltar para uma coisa mais prática, mais efetiva. No Estado de São Paulo há uma experiência de colocar no contraturno aulas profissionalizantes. Talvez o caminho seja esse.

iG: A cobertura jornalística sobre os temas de educação tem crescido nos últimos anos. Qual é a análise feita pela senhora deste trabalho?
Maria Lúcia: Peguei vários editoriais de jornais e compus um texto só com frases tiradas desses textos. Você não identifica posicionamentos diferentes dos jornais, o olhar é praticamente o mesmo. A abordagem é muito parecida: ‘ainda que a gente tenha caminhado em alguns índices, as coisas não vão bem. A qualidade deixa a desejar’. Concordo com este olhar mais crítico, porque o que a gente pode concluir é que a educação nunca foi uma preocupação real das políticas públicas, com isso as reformas não são feitas, não há continuidade. Educação está na pauta na imprensa, mas não está na pauta política. Só entra na pauta política em época de campanha. Já acordamos para a importância da educação, mas ainda não revertemos em ações concretas de políticas públicas.
(Fonte: Marina Morena Costa, iG São Paulo) 

PESQUISA: 58,4% DOS PROFESSORES ATINGIDOS PELO ESTRESSE

Pesquisa reforça reivindicações por melhorias nas condições de trabalho 
Foto: Igor Sperotto













A pesquisa inédita “Avaliação do Nível de Estresse em Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul”, realizada com a coordenação da Dra. Janine Kieling Monteiro, professora do Departamento de Pós-graduação em Psicologia da Unisinos, revela que o acúmulo de trabalho, a multiplicação de tarefas burocráticas impossíveis de serem cumpridas dentro da carga horária contratada, salas de aula superlotadas, incapacidade dos alunos de respeitar limites e a crescente demanda de atividades extraclasse e on-line estão afetando a saúde dos professores do ensino privado e se constituindo em fatores de estresse.
A prevalência de estresse na amostra estudada foi de 58,4%, com predominância na fase de resistência (50,5%) e os sintomas que mais se destacaram foram o cansaço excessivo e a tensão muscular. Segundo a coordenadora da pesquisa Janine Kieling Monteiro, esses dados indicam que um índice significativo da amostra estudada apresenta estresse, com expressivos prejuízos à saúde do professor em decorrência desse quadro.
O trabalho teve colaboração de Carolina Lisboa, também docente do PPG em Psicologia, e participação da mestranda Patrícia Dalagasperina e das alunas Fernanda Haas e Maríndia de Quadros. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unisinos e atende às exigências éticas contempladas na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e na Resolução do Conselho Federal de Psicologia 016/2000.
O alto nível de nível de estresse na categoria já havia sido identificado em uma pesquisa anterior, realizada em 2009/2010 pelo Diesat, que investigou as condições de trabalho e de saúde dos professores do ensino privado gaúcho.
UNIVERSO PESQUISADO

A pesquisa contou com a participação de 202 professores. A coordenadora da sondagem afirma que o número de pesquisados se justifica pela sua qualificação em relação ao universo do ensino privado e ao perfil desses professores. Eles atuam na Educação Infantil, nos níveis Fundamental e Médio e na Educação Superior (graduação e pós-graduação) em Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria, Pelotas, Porto Alegre, Canoas e São Leopoldo. Esses municípios foram focados por serem os principais centros urbanos do estado. Os participantes têm entre 25 e 70 anos de idade, sendo a maioria mulheres (64,9%), e 36% cumprem carga horária semanal de 20 a 40 horas. A maioria dos professores (52%) desenvolve suas atividades em uma única instituição e (71,4%) não possuem outra atividade remunerada.
SÍNDROME DE BURNOUT

A pesquisa destaca que os índices de estresse e de burnout encontrados na amostra estudada são superiores a alguns estudos apresentados na literatura e podem ser encarados como um alerta para que as escolas invistam em intervenções voltadas para a saúde dos professores.

Chama a atenção o alto índice de estresse entre os professores na comparação com outros estudos e com diferentes categorias profissionais. Entre os professores, além do alto índice de estresse, constata-se uma incidência de Síndrome de Burnout(esgotamento profissional) em 16,8% dos entrevistados, enquanto que entre policiais militares e bancários, por exemplo, o índice tem sido de 47%.
Segundo a coordenadora da pesquisa, o estresse relacionado ao trabalho é classificado em quatro fases: alerta, resistência, pré-exaustão e exaustão, sendo que a maioria dos entrevistados (50,5%) se identifica com o estágio de resistência ao estresse. “Essa fase do estresse não é a mais grave, pois apesar do desgaste físico e emocional que acarreta, é possível de ser revertido com políticas preventivas”, completa Janine.
EXCESSO DE ATIVIDADES E PRAZOS CURTOS
Os principais aspectos apontados como fatores de estresse foram sobrecarga de atividades extraclasse, o excesso de demandas e os prazos estabelecidos para executar as atividades. As atividades extraclasses citadas como mais estressantes foram a preparação de aulas e de provas, as correções de provas e a elaboração de pareceres e relatórios. Além disto, na pesquisa qualitativa foi destacado pelos participantes que existe uma exigência de atividades que não é proporcional ao número de horas pagas. Estes dados indicam a necessidade de se pensar em novas estratégias para diminuir o excesso de atividades do professor.
   
Além de demonstrar que as mulheres apresentaram significativamente mais estresse eburnout do que os homens, a pesquisa apontou que os professores que atuam no Ensino Fundamental e Médio foram os que mais apresentaram o quadro de estresse e Síndrome de Burnout. Trabalhos preventivos, a exemplo de treinamentos de capacitação dos docentes para o exercício saudável da profissão, com abordagens de temas como saúde e qualidade de vida e manejo de estresse ocupacional são outra alternativa apontada por especialistas e referida na pesquisa.
PESQUISA REFORÇA REIVINDICAÇÕES DOS SINDICATOS
Para o diretor do Sinpro/RS, Sani Cardon, a sondagem reforça as reivindicações dos professores do ensino privado por melhorias nas condições de trabalho. “A pesquisa reafirma a necessidade de redução do número de turmas por docente, a redução do número de alunos por turma e a contratação de mais professores e profissionais técnicos administrativos para auxiliar nos trabalhos burocráticos e de apoio como medidas eficazes para a melhoria na qualidade de vida dos professores, bem como a valorização do trabalho dos professores dentro das instituições”, destaca.
Os sindicatos encaminharam, no final de março, a pesquisa ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que vem intermediando as negociações com relação ao direito que os professores têm ao descanso; e ao Sinepe/RS (sindicato patronal). “É urgente a implementação de políticas para evitar que essa situação de estresse dos professores se agrave e tenha consequências ainda mais graves para a categoria. A desconexão do trabalho tem que ser respeitada”, defende o dirigente.
Confira arquivo da pesquisa


Fonte: http://www.sinpro-rs.org.br

quinta-feira, 5 de abril de 2012

"FOMOS TREINADOS PARA TER MEDO DE TUDO E DE TODOS"

A cada dia, nasce uma história em “Os filhos dos dias”, novo livro do escritor uruguaio. São 366 textos que, segundo Galeano, são histórias de invisíveis que merecem ser contadas. Confira a entrevista

Por Ana María Mizrah [29.03.2012 13h40]
Por que este título: Os filhos dos dias?
Segundo os maias, nós somos filhos dos dias, ou seja, o tempo é que estabelece o espaço. O tempo é nosso pai e nossa mãe e, como somos filhos dos dias, o mais natural é que a cada dia nasça uma história. Somos feitos de átomos, mas também de histórias.
Dentro dessas histórias há muitas vinculadas à nossa vida cotidiana. Você assinala: “vivemos em um mundo inseguro”. A particularidade é que projeta que existem diferentes concepções sobre a insegurança. A que se refere?
Muitos políticos no mundo inteiro, não é algo que passa somente em nosso país, exploram um tipo de histeria coletiva a respeito do tema da insegurança. Te ensinam a ver o próximo como uma ameaça e te proíbem de vê-lo como uma promessa, ou seja, o próximo, esse senhor, essa senhora que anda por aí, pode roubar-te, sequestrar-te, enganar-te, mentir para você, raramente oferecer-te algo que valha a pena receber. Creio que essa forma parte de uma ditadura universal do medo. Fomos treinados para ter medo de tudo e de todos e este é o álibi que necessita a estrutura militar do mundo. Este é um mundo que destina metade de seus recursos à arte de matar o próximo. Os gastos militares, que são o nome artístico dos gastos criminais, necessitam de um álibi. As armas necessitam da guerra, como os abrigos necessitam do inverno.
Quando fala dos medos, você joga com essa palavra para assim mencionar os meios e tem uma história que é “os meios de comunicação”. A que lugar você atribui aos meios em nossos medos
Às vezes, os meios atuam como medos de comunicação, então, se convertem em medos de incomunicação. Isto não é verdade para todos, mas sim para alguns meios que no mundo inteiro exploram esse tipo de histeria coletiva desatada com o tema da insegurança. Mentem, porque a insegurança não se reduz à insegurança que se pode sofrer nas ruas. Inseguro é este mundo e a primeira é a insegurança no trabalho, que é a mais grave de todas e da qual nunca falam os políticos que exploram o tema da insegurança. Não há nada mais inseguro que o trabalho. Todos nos perguntamos: e amanhã, haverá quem me contrate? Voltarei ao lugar de trabalho onde estive hoje? Terá alguém ocupado meu lugar?
Esse medo real de perder o trabalho ou de não encontrá-lo é a fonte de insegurança mais importante. Tão inseguro é o mundo, a quantidade de pessoas que matam os carros nisso que chamamos acidentes de trânsito, na realidade são atos criminosos por conta dos condutores que tendo permissão de dirigir, tem permissão para matar, ou a insegurança da maioria das crianças que nascem no mundo condenados a morrer muito cedo de fome ou de enfermidade incurável.
Aparecem as histórias dos desaparecidos, mas lhe menciono uma em particular, chamada Plano Condor, onde a história que se conta pertence a Macarena Gelma. Como foi para você conhecer Macarena Gelman?
Comecei conhecendo ao pai de Macarena (Marcelo) e ao avô Juan (Gelman) com quem trabalhei junto na revista Crisis em Buenos Aires e que é meu amigo de toda a vida. São muitos anos de amizade, ou melhor, de irmandade. Juan (Gelman) teve que sair da Argentina para continuar vivo, naqueles dias que se viviam em Buenos Aires, onde tinha que ir ou esconder-se. Então, eu recebia com muita frequência a seu filho Marcelo e me fiz de pai por algum tempo, depois o mataram, e a outra história é bastante conhecida.
A mulher de Marcelo (María Claudia) foi sequestrada na Argentina. Eram acusados do crime de protestar, delitos de dignidade que tem a ver com o direito estudantil ao protesto. Esses eram os crimes dos meninos, como eles foram assassinados muito cedo. A María Claudia assassinaram no Uruguai, onde já funcionava o mercado comum da morte, que foi o melhor em funcionamento, porque o Mercosul ainda tinha dificuldades graves. O mercado da morte funcionou muito bem naquelas horas do terror onde as ditaduras trocavam favores. Mandaram María Claudia grávida para o Uruguai e aqui os militares uruguaios se encarregaram do trabalho. Esperaram ela dar à luz, ela passou seus últimos dias, ou talvez seus últimos meses, na sede do Bulevar Artigas e Palmar (SID) onde descobriu-se a placa em memória de María Claudia e todos os que estiveram ali.
Me impressionou o contraste pela beleza exterior do palácio e os horrores que escondia. Depois de dar à luz, a mataram e entregaram seu filho(a) a um policial, troca de favores. A partir de uma busca complicada de Juan (Gelman) e seus amigos, conseguiu encontrá-la e agora chama-se Macarena Gelman. Nós tornamos muito amigos e uma vez jantando em casa, me contou essa história que é parte das histórias de “Os filhos dos dias” (livro). É uma história muito íntima, muito particular e lhe pedi autorização para publicá-la. É uma história rara, mas reveladora. Conta que quando ainda não sabia quem era e vivia em outra casa, com outro nome, nesse período sofria de insônia contínua, que não a deixavam dormir a noite porque a perseguia sempre o mesmo pesadelo. Via uns senhores desconhecidos muito armados que a buscavam no dormitório onde estava dormindo, debaixo da cama, no guarda-roupa e em todas as partes e ela acordava gritando e angustiadíssima.
Durante muitíssimo tempo, toda sua infância teve esse pesadelo que a perseguia e ela não sabia o por quê, de onde vinha. Até que conheceu sua verdadeira história e soube que estava sonhando os pesadelos que sua mãe havia vivido enquanto a formava no ventre. A mãe, uma estudante de apenas 19 anos, era perseguida de verdade por outros senhores armados até os dentes que a encontraram e a mandaram para morrer no Uruguai. Macarena estava no ventre dessa mulher acoada e perseguida. Desde o ventre padecia a perseguição que sua mãe sofria e depois a sonhou e se converteu em seus próprios pesadelos. Ela sonhou o que sua mãe havia vivido. É uma história que parece uma metáfora da transmissão, das penas, dos horrores, e também de outras continuidades que não são todas horríveis.
É um livro que contém muitas histórias de mulheres. Por que?
Também há muitas histórias de mulheres em meus livros anteriores, como Espelhos e Bocas do Tempo. Há muitas histórias dos invisíveis, e as mulheres ainda são bastante invisíveis. Há histórias de negros, de índios, das culturas ignoradas, das pessoas ignoradas e que merecem ser redescobertas porque têm algo para dizer e vale a pena escutar.
Neste último livro (Os filhos dos dias) há uma história que me impressionou muito, e que não havia escrito até agora, a de Juana Azurduy. Juana foi uma heroína das guerras de independência. Encabeçou a tomada do Cerro de Potosí que estava nas mãos dos espanhóis. Ela era a chefe de um grupo guerrilheiro que recuperou Potosí das mãos espanholas. Depois seguiu guerreando pela independência, perdeu seus 7 filhos e seu marido nessa guerra. Finalmente, foi enterrada em uma fossa comum e morreu na pobreza mais pobre que se possa imaginar. Antes havia recebido um título militar, foram as forças independentistas as que lhe deram um título que dizia em mérito: “a sua viril coragem”. Precisou-se de muito tempo para que uma presidenta argentina (Cristina Fernández) a outorgasse o título de General por sua feminina valentia.
Há muitas histórias dos povos originários, da luta pelos recursos naturais, e o rol das multinacionais. Em particular, uma história dedicada à selva amazônica.
Essa história sobre a Amazônia recorda que a Texaco, empresa petroleira que derramou veneno durante muitos anos, arruinou boa parte da solva equatoriana. Foi a juízo, mas perdeu. As vítimas desse atentado à natureza e às pessoas desse lugar não tinham meios econômicos, enquanto a Texaco contava com centenas de advogados. Ao cabo de anos, contudo, o pleito foi ganho, mas ainda não se colocou em prática, porque há muitas maneiras de se apelar, e de tirar a bola para fora e para isso não faltam doutores.
No livro tem um olhar crítico sobre os governos progressistas que ainda não descriminalizaram o aborto.
O livro toca todos os temas sempre a partir de histórias concretas. Não é um livro teórico.
As 366 histórias não são somente latino-americanas, você percorre o mundo.
Há muitas histórias que merecem ser recuperadas. Luana, por exemplo, foi a primeira mulher que firmou seus escritos nas tábuas de barro. Ocorreu há quatro mil anos e dizia que escrever era uma festa. Essa mulher é desconhecida. E vale a pena contar que essa história existiu.
A respeito da crise internacional , você resgata o que ocorreu na Islândia e o movimento dos indignados na Espanha.
Esta crise provém de um círculo muito pequeno de banqueiros onipotentes. Me ocorreu para esta história um título sinistro que foi “adote um banqueiro”. Os responsáveis da crise são os que mais têm se queixado e os que mais dinheiro tem recebido. Eles têm sido recompensados por fundir o planeta. Todo esse dinheiro que destinou aos que causaram o pior desastre na história da humanidade seria suficiente para dar comida aos famintos do mundo com sobra, inclusive.
Você acha uma contradição a existência do movimento dos indignados e que, ao mesmo tempo, tenha ganhado o Partido Popular na Espanha?
A aparição dos indignados é o que de mais lindo ocorreu no mundo nos últimos tempos. Creio que o melhor da vida é sua capacidade de surpresa. O melhor dos meus dias é o que ainda não vivi. Cada vez que uma cigana me cerca para ler a minha mão a peço por favor que a pague, mas que não leia. Não quero que me digam o que vai me ocorrer, o melhor que a vida tem é a curiosidade e a curiosidade nasce da ignorância do destino. A explosão dos indignados começou na Espanha, e depois se estendeu em outras partes. É uma boa notícia a capacidade de indignação. Bem dizia meu mestre brasileiro Darcy Ribeiro (intelectual brasileiro já falecido) que o mundo se divide entre os indignos e os indignados e que tem-se que tomar partido, há que se eleger.
Pensei muito nele quando surgiu este movimento. Jovens que perderam seus empregos e suas casas por responsabilidade desses malabarismos financeiros que acabaram despojando os inocentes de seus bens. Eles não foram os que pegaram empréstimos impossíveis, não foram eles os culpados da bolha financeira e deste disparate que aconteceu na Espanha de construir e construir e agora está cheia de moradias desabitadas e gente sem casa. 
O PP ganhou a eleição, é verdade. A direita ganhou as eleições, e terá que lutar para que isso mude. Isto que aconteceu na Espanha também fala do desprestígio de forças de esquerda que entram na vida política prometendo mudanças radicais, e depois terminam repetindo a história, ao invés de mudá-la. Muitas pessoas, sobretudo os jovens, se sentem desapontadas e abandonam a política.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

EXECUTIVO CRIA DESPESA COM CCS

Executivo divulga que a reposição salarial "aumenta" a despesa em 8 milhões, mas esqueceu de dizer que praticamente 1 milhão é para CCS.


•••Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo
Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria Municipal de Administração - SEMAD
NOVO HAMBURGO - CAPITAL NACIONAL DO CALÇADO MINHA CIDADE, MEU LAR NOVO HAMBURGO
ADMINISTRAÇÃO POPULAR

PROJETO DE LEI N° 21/2012 DE  21, de março de 2012.
Altera dispositivo da Lei Municipal nO1.798/2008, de 03/04/2008,
que dispõe sobre a concessão de auxílio-alimentação aos
servidores municipais e dá outras providências.
Art. 1° Fica alterado o caput e o S3°, e acrescentado o S4° no art. 4° da Lei Municipal n° 1.798/2008, de
03 de abril de 2008, que dispõe sobre a concessão de auxílio-alimentação aos servidores municipais e dá
outras providências, passando a viger com as seguintes alterações:
"Art. 4° O valor mensal do auxílio-alimentação será de R$ 180,00 (cento e oitenta reais) e será
concedido exclusivamente aos servidores que detiverem efetiva jornada de trabalho de 40
(quarenta) horas semanais prestados em regime de dois turnos diários.
~ 10 ••...•.••••••.•.•••.••••..••••••••••••••••••••••••••
~ 2° .
~ 3° Os Professores do quadro do Magistério Municipal, que exerçam o regime de 20 (vinte) horas,
farão jus ao auxílio-alimentação no valor de R$ 90,00 (noventa Reais)." (NR)
~ 4° Poderá ser estendido o auxílio-alimentação de R$ 180,00 (cento e oitenta Reais), aos servidores detentores de Cargos em Comissão, por ato do Prefeito Municipal, de acordo com a disponibilidade financeira do Município. (AC)
Art. 20 As despesas decorrentes desta Lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias.
Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, com efeitos a partir de 1° de abril de 2012.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE NOVO HAMBURGO, aos dias do mês de de
2012.
Prefeito Municipal
Registre-se e Publique-se.
Secretária de Administração

Segundo, informações a aprovação deste projeto aumenta a despeça em quase um milhão. 

BRASIL MAIOR, EDUCAÇÃO MENOR?

Pacote de incentivo à indústria anunciado ontem pode significar perdas no investimento público em educação e nas demais políticas sociais, como a saúde


A vertiginosa queda da participação da indústria na economia brasileira é tema urgente e preocupante. Deveria, inclusive, ser ponto central dos debates travados na última eleição presidencial. Infelizmente, em 2010, o Brasil e os candidatos se dedicaram a tratar de temas pouco objetivos, embalados por forte e equivocado viés moral e religioso. A nação perdeu tempo.

Em 2011, a imprensa veiculou a estarrecedora notícia: a participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro recuou aos níveis de 1956, ano em que o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) deu impulso à industrialização do país ao lançar seu Plano de Metas, que prometia fazer o Brasil avançar "50 anos em 5". E avançou. Contudo, gravemente, no ano passado, a indústria de transformação - que compreende a longa cadeia industrial que transforma matéria-prima em bens de consumo ou em itens usados por outras indústrias - representou apenas 14,6% do PIB. O patamar foi menor só em 1956, quando o setor econômico respondeu por 13,8% do PIB. Regredimos (e muito).

Contabilizando R$ 60,4 bilhões, o pacote "Brasil Maior" reúne uma série de iniciativas, inclusive desonerações. O alvo está correto. O país precisa retomar sua vocação produtiva, demonstrada com vigor nas eras Vargas e JK e na época do milagre econômico. No entanto, precisa aprender a produzir e crescer distribuindo renda e propiciando qualidade de vida à sua população. E é ai que entra o problema do "Brasil Maior".

Recentemente, em 2009, os gestores municipais e estaduais da educação viveram o drama da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Diante da crise mundial, o presidente Lula decidiu reduzir a carga tributária para aumentar o consumo e alavancar a produção. Relativamente, deu certo. Embora tenha registrado queda de 0,2% do PIB, a economia brasileira naquele ano teve o sexto melhor desempenho entre os países do G20, grupo mobilizado com decidida participação do ex-presidente brasileiro e que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes do mundo.

Considero que a estratégia deu relativamente certo porque prejudicou o investimento em políticas sociais. Ocorre que o investimento em educação, por exemplo, tem seu orçamento vinculado a impostos. O problema é que nosso péssimo sistema tributário e fiscal é baseado numa sobreposição arrecadatória. Ou seja, a desoneração de um tributo atinge o desempenho arrecadatório de outro. Foi assim que a elogiada redução do IPI em 2009 significou a perda de R$ 9 bilhões de reais entre o recurso que estava previsto e aquele efetivamente contabilizado no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Edução Básica e Valorização dos Profissionais da Educação), que financia a matrícula de 43 milhões de estudantes de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio nas redes públicas brasileiras.

Na época, nas etapas municipais e estaduais da Conae (Conferência Nacional de Educação), os delegados aprovavam inúmeras moções e emendas - reiteradas na etapa federal - pedindo que o Tesouro Nacional cobrisse o rombo. Não foi feito. Dessa vez, ao menos, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, prevê o socorro aos fundos previdenciários. É um primeiro passo, mas é pouco.

Em janeiro de 2011, o economista PhD em Havard, Daniel Altman, publicou o livro Outrageous Fortune. Em um dos capítulos, analisando a possibilidade de desmembramento da UE (União Européia), projeta o potencial e o risco dos países membros do bloco no longo prazo. Por potencial ele considera a capacidade de gerar riquezas (facilidades para abrir, desenvolver e manter negócios, base de recursos humanos - que incluiu educação e saúde - e bons níveis de transparência e baixos de corrupção). Como risco entende o índice de cidadãos com mais de 65 anos sobre os cidadãos em idade de trabalhar, em 2040, conforme previsão do U.S. Census Bureau (com base nos nascimentos até a data e em tendências de fertilidade e imigração), além da sustentabilidade previdenciária e da razão da dívida pública sobre o PIB. Claro que essas são apenas algumas das variáveis que determinarão o futuro dos países, mas elas, sem dúvida, ilustram diferenças importantes.

O estudo forma quatro combinações de cenários. Fiz um exercício, usando algumas bases de dados de Altman (World Factbook da CIA - Agência de Inteligência dos Estados Unidos da América, U.S. Census Bureau, além de dados do Banco Mundial e da Heritage Foundation) e inclui o Brasil no jogo.

Nosso país reside no segundo melhor cenário, com alto potencial, embora seja o menor do grupo (graças aos preocupantes indicadores de educação e saúde), e alto risco no longo prazo, devido ao frágil sistema previdenciário. Fazem companhia ao Brasil: Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, Bélgica e Áustria - pela ordem de maior potencial -, sendo os maiores fatores de risco desses países o envelhecimento de sua população e a volumosa dívida pública.

No melhor cenário, com alto potencial e baixo risco, estão Luxemburgo, Estônia e Irlanda - pela facilidade em abrir e desenvolver negócios - e aqueles com maior potencial de todo o gráfico: Suécia, Finlândia e Dinamarca. O motivo da boa perspectiva futura dos escandinavos já ganhou quase um status de sendo comum: a qualidade e a alta cobertura das políticas de saúde e educação.

Em síntese, em que pese a importância do pacote Brasil Maior, a sociedade brasileira precisa compreender que o jogo é mais complexo e profundo do que os bons resultados advindos das ações necessárias, mas de resultados apenas imediatos - como a desoneração de tributos e os demais incentivos pontuais à produção industrial. Ao mesmo tempo em que o Poder Executivo Federal, por meio do MEC (Ministério da Educação), aplica a fórmula da Lei 11.738/2008 e anuncia um piso nacional para o magistério de R$ 1.451,00 em 2012; determina, com o Brasil Maior, uma política que pode sangrar os cofres públicos municipais e estaduais, como ocorreu em 2009. Se no final de fevereiro, antes do anuncio do pacote, prefeitos e governadores disseram ser impossível o pagamento do (muito baixo!) valor do piso, será ainda mais difícil diante dos prováveis efeitos da redução do IPI.

A comparação do futuro do Brasil com as perspectivas futuras dos europeus mostra que precisamos superar algumas barreiras. O debate sobre o país alcançar, em dez anos, um investimento público direto em políticas educacionais (dinheiro público na educação pública) equivalente a 10% do PIB no próximo PNE (Plano Nacional de Educação) tem reflexo estrutural na economia. Diferente, inclusive, do que os editoriais dos principais diários e revistas semanais do país puderam perceber. Ainda mais se considerarmos, sobretudo, que nossa população envelhece rapidamente e não tem o mesmo nível de escolarização (em termos de acesso e qualidade) daquele verificado nos países desenvolvidos.

Enfim, há mais educação (e saúde) na política econômica no longo prazo do que desejam e expressam alguns formadores de opinião. Que o "Brasil Maior" não signifique uma educação menor e, consequentemente, um futuro pior - já que no curto prazo as medidas do pacote devem funcionar em termos produtivos e de crescimento econômico, mas não em termos de desenvolvimento social.

Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br

REPOSIÇÃO SALARIAL É APROVADA EM SEGUNDO TURNO

Hoje às 10h ocorreu a sessão que apreciou em segundo turno  a reposição salarial. Os professores e professoras lotaram o plenário da câmara.
Veja os vereadores que votaram a favor dos servidores:
Leonardo Hoff (PP), Daniel Schokal (PSDB), Luiz Carlos Schenlrte (PMDB), Jesus Maciel (PTB) e Sergio Hanich – Serjão (PMDB).
Veja os vereadores que votaram contra os servidores:
Alex Rönnau (PT), Carmen Ries (PT), Matias Martins (PT), Ricardo Ritter – Ica (PDT), Juarez Kaiser (PDT) e Ito Luciano (PMDB)
O presidente Gilberto Koch – Betinho não vota nessas situações.
A sessão durou cerca de 2 horas e foi marcada por agressões verbais entre os vereadores. 




terça-feira, 3 de abril de 2012

ASSEMBLEIA DECIDE PELO FIM DA GREVE

Em assembleia hoje à tarde, em frente a Câmara de Vereadores, os professores e professoras decidiram pelo fim da Greve, mas continuam mobilizados.
Com uma pequena diferença a proposta pelo fim da greve foi aprovada, o que demonstra  a garra de todos os professores que acreditam que "Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!Rui Barbosa
Amanhã  os professores estarão acompanhado a sessão da Câmara de Vereadores que ocorre às 10h.






PROFESSORES FAZEM UM FUNERAL PARA AS PROMESSAS DO PREFEITO TARCÍSIO.

MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES LEVA PREFEITO DE NOVO HAMBURGO RETIRAR PROJETO DE LEI

Os Vereadores hamburguenses votaram na tarde de hoje a retirada do Projeto de Lei 025 2012, no qual o Prefeito Tarcísio Zimerman propunha aumento de salário de 15,6% para ele e a Vice Lorena. Essa é uma das vitórias conquistadas pelos professores hamburguenses e servidores municipais que mobilizados desde a quinta-feira dia 29/03/2012 não se calaram frente a esse ato administrativo e lutam ferrenhamente pelos seus direitos.


VEREADORES APROVAM PROJETO DE REPOSIÇÃO SALARIAL

Após três horas de sessão marcada por muitas dúvidas quanto ao processo legislativo  os vereadores aprovaram  com 6 votos a favor e 5 contrários o projeto de reposição  salarial.
Estes projetos farão parte da pauta da sessão de amanhã (quarta-feira) às 10h. 
Os professores e professoras usando uma máscara do Pânico acompanharam a sessão e denunciaram a falta de diálogo e vontade política do prefeito Tarcísio em valorizar os professores municipais.





segunda-feira, 2 de abril de 2012

TERÇA É NA PRAÇA DO IMIGRANTE







10 HORAS
PRAÇA DO IMIGRANTE - 
ESQUINA DEMOCRÁTICA


Venha e traga mais um colega!!!!

PREFEITO NÃO DIALOGA E INVESTE NA TRUCULÊNCIA

Durante o dia de hoje, professores e funcionários públicos municipais paralisaram suas atividades e lotaram o Centro Administrativo exigindo que o executivo recebesse os dois sindicatos representantes das categorias. Centenas de servidores realizavam o movimento de reivindicação, quando foram surpreendidos pela violência praticada por alguns guardas municipais. Mais uma vez foi utilizada a violência e a coação para impedir uma manifestação justa, legal e pacífica, garantida pelas leis trabalhistas. Como todos estão cansados de saber, professor tem dignidade, não recua frente a ameaças e covardia. É preciso dizer que mesmo enfrentando a violência com coragem e dignidade, professores e funcionários ficaram perplexos diante da postura do prefeito Tarcísio, que escolheu como ação a truculência e não o diálogo.





SERVIDORES MUNICIPAIS E PROFESSORES EM DIA DE PARALISAÇÃO

O dia de hoje uniu os Sindicatos dos Professores e Grêmio Sindicato na luta pela reposição salarial devido a ausência de diálogo por parte da administração. Centenas de servidores municipais paralisaram suas atividades e foram para frente do Centro Administrativo reivindicar seus direitos. Na quinta-feira o Vereador Betinho, líder do governo na câmara, garantiu que os sindicatos seriam recebidos pelo prefeito Tarcísio Zimmermann, o que não ocorreu. 



ARDIL ROMANO É USADO PELO PREFEITO TARCÍSIO ZIMMERMANN

Prefeito Tarcísio tenta a máxima romana: dividir para conquistar. Numa tentativa de desmobilizar e jogar servidores contra professores, o prefeito Tarcísio tentou negociar em separado, somente com o Grêmio Sindicato. Numa atitude digna, a presidente do Grêmio Luciane Bortoli e sua Comissão não aceitam tal ARDIL, e junto com a Presidente do Sindprof, Luciana Martins e Comissão de Negociação retiram-se do gabinete e, em assembleia conjunta, decidem manter a greve. 

VEJA COMO O PREFEITO TEM MEMÓRIA CURTA


domingo, 1 de abril de 2012

VOCÊ NÃO PODE FALTAR NESTA SEGUNDA

NÃO SE OMITA, PARTICIPE

ESQUINA DEMOCRÁTICA DE NOVO HAMBURGO INAUGURADA POR PROFESSORES MUNICIPAIS

No sábado, 31/03/2012,  centenas de professores municipais vão para rua protestar e saem de lá com várias certezas:

A comunidade hamburguense entusiasticamente demonstrou, com buzinas e manifestações pessoais, apoio à causa dos professores e servidores;

O movimento cresce a cada dia  com adesão de novas escolas à greve;

O enfrentamento tornou-se mais legítimo ainda, quando o prefeito Tarcísio Zimmermann encaminha projeto de lei reajustando seu salário e da Vice Lorena em 15,94%  e quer receber retroativo a 2011 e oferece só 6,5% aos seus servidores, enquanto a arrecadação municipal cresceu 17% e o FUNDEB aumentou 22%.

Só o enfrentamento, A GREVE NA SEGUNDA-FEIRA, é o instrumento de LUTA neste momento.

A esquina da Lima e Silva com Pedro Adams foi  o local escolhido  pelos Professores como um espaço  democrático de luta.