Cerca de 1500 pessoas participaram do ato público
que contou com o apoio da comunidade
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Foto: Rafael Petry |
Nesta sexta-feira(8), a
Praça do Imigrante, no centro, foi ocupada por mais de 1500 servidores
municipais. Esse é o sétimo dia de greve dos professores que iniciaram as
paralisações das atividades no dia 29 de abril.
A categoria havia feito
um ato na parte da manha no centro administrativo Leopoldo Petry, mas há tarde
se reuniu para um ato público numa das ruas mais movimentadas de Novo Hamburgo,
a Av. Pedro Adams Filho. Através de
palavras de ordem os professores e os servidores do quadro geral, exigiam o
pagamento do dissídio do funcionalismo pago em uma única parcela.
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Foto: Rafael Petry |
De acordo com a gestão,
Novo Hamburgo não pode pagar a reposição de inflação de 8,416% em uma única parcela
para não infringir a lei de responsabilidade fiscal. Mas para a Presidente do
Sindicato dos Professores, Andreza Formento essa fala não tem validade. “De
acordo com os dados do Portal da Transparência podemos ver que hoje os gastos
com a folha são de 31,57% bem longe do teto de 53%”.
Durante o ato denuncias
de assédio moral foram feitas por servidores de todos os setores do município.
De acordo com informações do Grêmio Sindicato, o Secretário da Fazenda, Roque
Werlang precisou deslocar cargos de confiança para seu setor para que o serviço
continuasse ocorrendo normalmente. Entre
os professores as palavras de ordem se resumiam ao “Fora Beto”, os docentes
desejam a exoneração do Secretário de Educação, Alberto Carabajal.
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Foto: Rafael Petry |
“Esse movimento que
exige a saída do Beto – apelido do secretário – se formou por conta do assédio
moral promovido por ele. A última história que a Secretaria de Educação
inventou foi que se a comunidade não levasse as crianças às escolas correriam o
risco de perder o Bolsa Família, o que é mentira. Mais uma”, concluiu Andreza.
Nesta segunda-feira (11),
os grevistas vão se reunir novamente na Prefeitura a partir das 10h da manhã e
na parte da tarde às 16h, eles acompanharão a sessão da Câmara de Vereadores.
Nessa data o Secretário de Educação deve comparecer para uma fala na tribuna. A
expectativa é que o executivo envie no mesmo dia o projeto do dissídio dos
servidores.
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