quinta-feira, 18 de julho de 2019

Informações sobre retirada de ingressos para o 14º aniversário do SindprofNH com O Teatro Mágico - Voz, Violão e Circo

Atenção! Informações sobre retirada de ingressos para o 14º aniversário do SindprofNH com O Teatro Mágico - Voz, Violão e Circo:
- Retirada na sede do Sindicato a partir do dia 22 de julho;
- Horário de retirada: 08h às 12h e das 13h às 18h (em sextas até às 17h);
- Apenas para sindicalizados, que podem retirar dois ingressos;
- As escolas podem encaminhar listas para que um(a) colega retire pelo grupo, de acordo com o modelo encaminhado para os e-mails das escolas, desde que cada professor(a) assine ao lado do seu nome autorizando a retirada;
- Os ingressos são limitados ao total de 1200 unidades;
- Solicitamos que não repassem os ingressos a terceiros, a não ser o acompanhante, para propiciar que todos os(as) colegas interessados consigam comparecer ao evento;
- Em caso de desistência, pedimos que devolva o ingresso ao Sindicato para que possamos recolocar na distribuição.
A direção do SindprofNH e a produtora Simples Assim estão organizando tudo com muito empenho e carinho para que possamos celebrar o aniversário desta entidade que é de todos os(as) professores(as) municipais!


Ingressos para cinema de NH terminaram. Próxima semana chegam novos.

Atenção: Terminaram ingressos para Cinema de Novo Hamburgo. Próxima semana chegam mais. De São Leopoldo ainda temos. Avisaremos quando chegarem.

Banco de Alimentos de NH realizará coleta de alimentos no evento de aniversário do SindprofNH

No dia 23 de agosto, o Banco de Alimentos da Região do Calçado BARC estará recolhendo doações na entrada do evento de aniversário de 14 anos do Sindicato com O Teatro Mágico. A partir das 19h, as caixas coletoras estarão dispostas para que os professores, professoras e demais convidados possam colocar suas doações de alimentos.
Preferencialmente, o BARC necessita de leite, óleo de cozinha e feijão, para que possa montar mais cestas básicas voltadas para as famílias que necessitam deste auxílio.
Contamos com a solidariedade de todas e todos!


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Prefeita Fátima não pagará décimo antes de novembro.

Realizou-se contato com o Secretário da Fazenda, Gilberto dos Reis, que informou que não há possibilidades de adiantamento do décimo terceiro e que este será pago apenas em novembro. Infelizmente quebra-se com um ciclo de pagamentos antes do recesso de inverno, feito em anos anteriores. Num momento em que já tivemos um reajuste abaixo do esperado e ainda parcelado, em que a reforma da previdência segue para aprovação, é mais um revés para nossa categoria e para o funcionalismo municipal de forma geral. Resta-nos: dizer
Prefeita Fátima, paga nosso décimo!

#Queromeudécimo
#PrefeitaFátimapagueodécimo

terça-feira, 16 de julho de 2019

O Teatro Mágico é a atração do 14º aniversário do SindprofNH


     Sem horas e sem dores! É com alegria que anunciamos a atração para o 14º aniversário do SindprofNH: O Teatro Mágico – Voz, Violão e Circo.

     O Teatro Mágico, criado pelo músico e vocalista Fernando Anitelli, em 2003, consolidou-se como referência na América Latina por sua estética própria, unindo música às artes performáticas. Para este espetáculo, Anitelli retoma as músicas presentes na trajetória do grupo em formato voz/violão, trazendo a atmosfera irreverente e lúdica do Teatro Mágico com os números acrobáticos aéreos e a ilustre presença do palhaço Toicinho como assistente de palco.

     Evento gratuito para sindicalizados(as) do SindprofNH, que têm direito a dois ingressos. A distribuição inicia no dia 22 de julho, na sede do Sindicato. Ingressos limitados!

“Metade de mim agora é assim: De um lado a poesia, o verbo, a saudade. Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim!” (O Anjo Mais Velho, O Teatro Mágico)

O quê? 14º aniversário do SindprofNH com O Teatro Mágico – Voz, Violão e Circo.

Quando? 23 de agosto, 20h.

Onde? NH Hall.

Realização: SindprofNH

Produção: Simples Assim

Patrocínio:
Sindicato dos Bancários de NH
Sinasefe - Ifsul
Magrass
Sicredi
Bondan, Bronzatti e Pienis Advogados Associados
Gross e Klein Advogados Associados
Tomasi, Piardi e Zimmermann Advogados Associados
Krause Assistencial
Capacitar/Unip
Laboratório Exame

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Relato da reunião para continuidade da negociação da pauta e 13º salário.

No último dia 27 de junho, quinta-feira, o Sindprofnh reuniu-se com representantes da Administração para tratar da continuidade da discussão sobre os demais pontos da pauta de Negociação Salarial de 2019. Os pontos tratados foram Hora Atividade em Local de Livre Escolha, adiantamento da 1ª parcela do 13º Salário e mudanças na Legislação de Estágio Probatório. Em relação a este último item, não há a previsão legal de refazer a Avaliação, o que tem prejudicado muitos professores quando avaliados de forma imparcial, impossibilitando-os de continuar na Rede. Encaminhou-se o pedido junto à PGM da possibilidade de nova Reavaliação, a fim de tornar o processo mais justo e imparcial.
Quanto à Hora Atividade em Local de Livre Escolha, cobramos da Secretária de Educação o andamento nas negociações e a efetivação do aumento para mais 4h, totalizando 8h em local de livre escolha mensais. A Secretária Maristela afirmou que esta demanda será resolvida no segundo semestre com o grupo de trabalho.
Em relação ao adiantamento da 1ª parcela do 13º salário, que em administrações anteriores sempre foi pago até a 1ª quinzena de junho, o Secretário da Fazenda, Gilberto dos Reis, afirmou que não há previsão para os próximos meses!
Ainda, ficou pré-agendada uma reunião para o início de setembro. Aguardaremos.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Cadastro de voluntários para cursos populares preparatórios para ENEM, a serem organizados pela União dos Estudantes de Novo Hamburgo – UENH

Divulgando cadastro de voluntários para cursos populares preparatórios para ENEM, a serem organizados pela União dos Estudantes de Novo Hamburgo – UENH:

Novo Hamburgo tem atualmente cerca de 50 mil jovens, entre 14 e 29 anos, que representam cerca de 23% da população, segundo dados do IBGE (2008). Sabendo da quantidade significativa de jovens em Novo Hamburgo a proposta do projeto Casa da Juventude II tem como principio ir além daquilo que a escola pode oferecer no que diz respeito em ambiente de acolhimento, ensino humanizado e preparação para o ingresso na universidade. 

Debruçando-se sobre essa realidade é que o projeto Casa da Juventude II traz em sua nova configuração a adesão a cursos populares , com um foco maior no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, por entender que este é, muitas vezes, a única porta de entrada do estudante na universidade, seja esta pública ou privada. 
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep 2018) o ENEM, teve no ano de 2018 cerca de 5,5 milhões de inscritos em todo país.

Edital: https://docs.google.com/document/d/1os9dl55yeRrXHv028trYVoo9aXwLOmci6XH66ypje1U/edit?usp=drivesdk


Mais informações: UNIÃO DOS ESTUDANTES DE NOVO HAMBURGO Rua: Gomes Portinho - n° 294 - Centro - CEP: 93310-500 Telefone: (51) 996425836

AULA PÚBLICA SOBRE O IMPACTO DOS CORTES NA EDUCAÇÃO REALIZADA NA TARDE DA GREVE GERAL:

AULA PÚBLICA SOBRE O IMPACTO DOS CORTES NO ORÇAMENTO DA EDUCAÇÃO: BRASIL, 2019! 
Marcus Eduardo Maciel Ribeiro1 

     Inicio comunicando que, para compor as afirmações que farei aqui, usei apenas informações oficiais obtidas no sítio do Ministério da Educação, no sítio do Instituto Federal Sulrio-grandense (IFSul), no Portal da Transparência, na Plataforma Nilo Peçanha, no Relatório de Gestão 2013-2017 do IFSul, no Relatório de Gestão 2018 do IFSul e em comunicações do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF), além de, pontualmente, artigos da mídia. 

     Faço, inicialmente, um recorte da história e do presente dos Institutos Federais para, após, abordar as questões referentes aos cortes no orçamento da educação no Brasil em 2019. 

    Os Institutos Federais são a mais fantástica proposta em educação jamais acontecida no Brasil. Trouxeram a possibilidade da população de localidades distantes de grandes centros metropolitanos terem acesso a educação pública, gratuita, laica e de qualidade. Promoveram a possibilidade de verticalização do ensino. Um estudante pode entrar no Ensino Médio Integrado ou no Proeja ou no ensino Subsequente, continuar seus estudos na graduação e na pós-graduação sem mudar de instituição ou, mesmo, de cidade. Com destaque ao Proeja, forma de inclusão escolar de estudantes que, em alguns casos, estavam afastados da escola há uma ou mais décadas. 

    A rede federal completa 110 anos em 2019, mas foi no governo do Presidente Lula que se estabeleceram os Institutos Federais a partir de instituições que já existiam e de outras que foram criadas, incluindo as escolas técnicas das Universidades Federais, os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet) e o Colégio Pedro II no Rio de Janeiro. A lei de criação dos Institutos Federais foi promulgada em 29 de dezembro de 2008. Hoje, somos 38 instituições espalhadas em 647 câmpus pelo Brasil. Em 2018, éramos 45.486 docentes (sendo 80% destes com nível de mestre ou doutor), 35.273 Técnicos Administrativos (TAE) e, em especial, 964.593 estudantes em todos os níveis de escolaridade, desde o Ensino Médio Integrado até a pósgraduação, o que resulta em aproximadamente 1,1 milhão de pessoas envolvidas diariamente com as questões da Educação no Brasil, sem incluir aqui os milhares de funcionários terceirizados que dão suporte ao funcionamento dos campus e das reitorias. O Plano Nacional de Educação (PNE) define em 20,0 a Relação Aluno-equivalente/Professor, ao que se denomina RAP. Em 2018 a RAP da rede federal foi 23,7, valor bem acima do mínimo exigido pela lei que estabeleceu o PNE. Neste contexto, o gasto médio mensal por cada estudante não ultrapassa o valor de R$ 1.300,00, o que significa em um forte investimento da União e dos brasileiros em educação de qualidade. Esse valor representa menos de 42% do valor investido por estudante nos países desenvolvidos, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

    Todo esse investimento encontra resultados ao longo do ano. No IFSul, por exemplo, a taxa de evasão escolar em 2018 foi de 12,6%, menor que a média nacional que ultrapassa 15%. A retenção em nosso instituto chega a apenas 5,3%. Tanto retenção quanto evasão são temas de discussões internas na instituição. Nacionalmente, os estudantes da rede federal obtêm resultados acadêmicos superiores aos estudantes de outras redes de ensino, incluindo a rede privada, o que aproxima os resultados da rede federal com estudantes de países desenvolvidos. No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2016, promovido e divulgado pela OCDE, os estudantes da rede federal obtiveram em Ciências nota 517 que, em comparação com a média de países da OCDE (493), com a média do Brasil (401) e com a média da rede privada no Brasil (487), mostra a qualidade do trabalho realizado nesta rede. Isso demonstra que o investimento feito nos Institutos e em seus estudantes, embora menor do que se pensa ser necessário, é definidor na promoção de educação de qualidade e de bons resultados. 

    Mas apenas o investimento em corpo docente e técnicos qualificados e a compra de equipamentos garantem esses bons resultados acadêmicos? Garantem as baixas evasão e retenção? Penso que não. Uma ação que é bastante importante é a política de Assistência Estudantil. Por essa política, os estudantes com vulnerabilidade social têm essa condição acompanhada por Assistentes Sociais da instituição e podem receber benefícios divididos em: auxílio alimentação, auxílio moradia, auxílio transporte, auxílio material escolar, auxílio para emergências e auxílio para participação em eventos. Esses auxílios são fundamentais para a manutenção de estudantes carentes nas instituições. São esses benefícios que permitem que possam sair de sua localidade e de situações inadequadas de trabalho para continuarem seus estudos e concluírem o curso técnico de sua escolha. No ano de 2016 a Assistência Estudantil chegou a 4.232 estudantes e em 2018 a 4.316 estudantes, equivalente a 1,6 % dos estudantes do Ensino Médio Integrado. Entretanto, a partir de 2016 percebeu-se uma diminuição no investimento feito pelo Governo Federal. Em 2018 o valor investido no IFSul foi de R$10,6 milhões, sendo que o valor repassado pelo Governo Federal foi insuficiente para alcançar esse valor, o que exigiu uma complementação por parte dos recursos do próprio IFSul. Para 2019 os valores são ainda menores. 

     Este é o IFSul e esta é a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. E isso é o que fazemos. Não podemos investir em marketing, nem há dinheiro para isso, e dependemos do bom trabalho feito para que sejamos conhecidos e reconhecidos dentro de nossa própria comunidade. No nosso caso, Campus Novo Hamburgo, mesmo professores de escolas das redes estadual e municipal na cidade desconhecem nossa existência e se surpreendem quando descobrem que em sua cidade há um campus de um Instituto Federal. 

    Passo, agora, a um segundo momento nesta fala. Vou começar a tratar dos cortes no orçamento da rede federal e na educação em geral. Repito a informação com a qual abri esta aula, dizendo que trabalho aqui apenas com dados oficiais e que estão disponíveis na internet. 

    Começo com uma discussão sobre o jogo de palavras que estamos acompanhando na mídia: é corte, é bloqueio ou é contingenciamento? Contingenciamento houve nos governos Dilma e Temer. Os valores dos orçamentos foram retidos e liberados apenas ao final dos anos, após movimentação política e manifestações da comunidade da educação no país. Em 2019, porém, o Ministro da Educação vincula a liberação da verba a um resultado de aprovação da reforma da Previdência. Isto significa que o dinheiro existe e está disponível. Logo, não é contingenciamento. É corte e é assim que vou tratar daqui por diante nesta aula. 

   Porém, independente do corte ao orçamento 2019, os valores repassados aos Institutos Federais já estão em processo de diminuição no que tange as verbas de custeio e investimento. Em uma rápida comparação entre os orçamentos de 2016 e 2019 isso já pode ser observado. O orçamento para investimento em 2016 previa R$ 8 milhões e para 2019 R$ 6 milhões. Para custeio a diminuição no orçamento foi ainda maior, ainda sem considerar o corte agora em desenvolvimento. Caiu de R$ 73 milhões em 2016 para R$ 43 milhões em 2019. Uma consequência clara para essa diminuição é a depreciação dos bens, instalações, equipamentos e demais recursos dentro do Instituto. 

     É importante que se mantenha uma observação próxima às afirmações do Ministério da Educação em relação a esses cortes. A informação de que atingem a 3,5% do orçamento total do Ministério é uma abordagem diversionista, já que há boa parte do orçamento que não pode ser alcançado pela vontade de pagar-se ou não, segundo a Constituição Federal. O alcance da vontade de cortar o orçamento se restringe às verbas de custeio e investimento. Para a rede federal esse corte foi de 30 %, aproximadamente R$ 900 milhões. Especificamente no IFSul os cortes foram de 37,1% nas verbas de custeio e inacreditáveis 62,4% na verba de investimento. Até o momento os salários dos servidores ainda não foram atingidos, bem como a Assistência Estudantil, prioridade no IFSul. 

   Outra consequência desses cortes foi a diminuição de bolsas para pesquisa, em especial nos programas de Mestrado e Doutorado espalhados pelo país, em especial as fomentadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Após o anúncio do corte e movimentação da comunidade científica, inclusive com fortes críticas vindas de importantes universidades de outros países, uma parte dessas bolsas foi reativada. 

    Porém, não é somente na rede federal que se percebe o corte no orçamento da educação no Brasil. Talvez a mais grave consequência sejam os cortes que atingiram os municípios, com destaque ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Esse fundo tem duração prevista até 2020 e, atualmente, há propostas de torná-lo permanente. É o principal canal de financiamento para a educação na maioria dos municípios brasileiros, sendo responsável por 63% dos recursos da educação básica. Só no município de Novo Hamburgo esse valor ultrapassou os R$ 115 milhões no ano de 2018. O corte providenciado pelo Ministério da Educação no orçamento de 2019 fez com que 47% da verba para o Fundeb fosse bloqueada. Isso provocará um impacto brutal nos municípios permitindo, inclusive, a suspensão do pagamento a professores, já que alguns municípios pagam a seus professores exclusivamente com a verba proveniente do Fundeb. 

    Outros programas que atingem os municípios, como o Caminhos da Escola e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) também foram atingidos. O transporte escolar, por meio do Programa Caminhos da Escola, teve 82% de sua verba cortada pelo Ministério da Educação, enquanto que o PNLD foi afetado em 8%, o que fez com que a reposição anual dos livros didáticos fosse afetada. O apoio ao funcionamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) teve sua verba cortada em 40%, o que desmente a afirmação inicial do Ministério da Educação de que a educação básica não seria afetada, mas apenas verbas de investimento. A compreensão que fica dessas ações do Ministério da Educação é a de que se deseja dificultar o acesso dos jovens à educação pública, beneficiando a educação privada e ensino domiciliar. 

   Assim, penso que esse movimento de Greve feito pelas categorias hoje, 14 de junho de 2019, especialmente pela categoria dos professores das redes municipal, estadual e federal, será um importante instrumento de convencimento à sociedade da importância de investimento na educação como forma de melhoria da qualidade futura de vida de nossos jovens e adultos. 

    Agradeço a todos pela presença, agradeço ao convite feito pelo Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo e peço que fiquemos vigilantes às questões que afrontam a educação no país e, de resto, a todas as questões que dizem respeito à nossa sobrevivência. 

1 Professor do Campus Avançado Novo Hamburgo do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), Doutor em Educação, coordenador do curso de Especialização em Educação pela Pesquisa.


REFERÊNCIAS

https://exame.abril.com.br/brasil/choque-na-educacao-os-pesquisadores-que-perderam-as-bolsas-da-capes/
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/05/07/ministro-diz-que-pode-desbloquear-verba-das-federais-sereforma-da-previdencia-for-aprovada.ghtml
https://horadopovo.org.br/bolsas-de-pesquisadores-ficam-em-risco-apos-corte-no-orcamento-diz-cnpq/
https://www.fnde.gov.br/index.php/financiamento/fundeb/area-para-gestores/dados-estatisticos/item/12385-2019- com-base-na-portaria-interministerial-n-07-de-28122018
http://www.ifsul.edu.br/ http://www.ifsul.edu.br/component/k2/item/535-gestao-2013-2017-destaques
http://www.ifsul.edu.br/component/k2/item/1065-relatorio-de-gestao-2018
https://www.mec.gov.br/
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/05/20/transporte-escolar-livros-didaticos-e-outrosprogramas-o-impacto-do-corte-de-gastos-na-educacao-basica.htm
http://plataformanilopecanha.mec.gov.br/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
http://portal.conif.org.br/br/
http://portaltransparencia.gov.br/
http://www.oecd.org/pisa/

Atenção: Horários do Sindicato neste feriado

O Sindicato estará fechado nas próximas quinta-feira e sexta-feira, reabrindo na segunda-feira, dia 24.

Convocação para Assembleia Geral


quinta-feira, 13 de junho de 2019

É melhor compensar um dia de greve do que 10 anos a mais de trabalho.

Dia 14 é Greve Geral contra a reforma da previdência. Então, colegas, como este é o momento crucial de luta, precisamos de todas e todos nas ruas nesta sexta-feira. Seguem algumas questões que foram colocadas ao Sindicato esta semana:
- Estágios probatórios tem todo direito à manifestação, sem reprimendas e sem prejuízo nas avaliações de estágio.
- A obrigação de comunicação de greve é do Sindicato, o que já foi feito antes do previsto legalmente, que é de 48 horas. Por uma questão de organização, os professores podem avisar suas equipes diretivas, entretanto, não há tempo mínimo para tal. Pode ser avisado a qualquer tempo.
- A compensação destes dias, por uma questão legal, deve ocorrer, entretanto deve ser de forma tranquila, combinada e não imposta. Da mesma forma, ao mesmo tempo que a escola deve proporcionar o dia de compensação, não pode determinar critérios para validação do dia letivo. De acordo com Parecer 04/2017 do Conselho Estadual de Educação, a escola deve organizar-se para oportunizar aos alunos a reposição do dia parado em função de greve, mas salienta que não existe normativa que especifique número mínimo de alunos para tornar válido o dia letivo.
Vamos à luta pelos nossos direitos!


terça-feira, 11 de junho de 2019

Edital 05/2015: Reunião com Comissão de Educação da Assembleia e com conselheiro do TCE.


A manhã desta terça-feira, 11 de junho, foi bastante corrida e com bons resultados em relação à temática do edital 05/2015, que questiona o concurso que nomeou 247 professoras(es). Na primeira parte da manhã, Gabriel Ferreira e Gabriela Telles, representando o SindprofNH, e um grupo de professores representando os nomeados em tal concurso foram à Assembleia Legislativa para participar da Reunião Ordinária da Comissão de Educação da Casa. Acompanharam os professores os vereadores Patrícia Beck e Enio Brizola, além do advogado do SindprofNH, Dr. Alexandre Pienis, da secretária de Educação do município Maristela Guasselli e do assessor jurídico da prefeitura Dr. Ruy Noronha. Esta Comissão é presidida pela deputada Sofia Cavedon e seu vice-presidente é o ex-vereador e agora deputado Issur Koch. Ainda participaram da discussão os deputados Luciana Genro e o Gaúcho da Geral.



O presidente do SindprofNH, Gabriel Ferreira, colocou os deputados estaduais a par dos acontecimentos e do que pode significar a demissão destes 247 professores para a comunidade escolar. Caso se confirmem as demissões, ocorrerá o fechamento imediato de 12 escolas e outras dezenas sentirão o impacto, totalizando 66 unidades de ensino atingidas de alguma forma. Tal medida praticamente suspenderá o atendimento da Educação Infantil no município. Também foi acrescentado o que impactará às famílias destes professores que organizaram suas vidas em torno desta oportunidade de trabalho, muitos se mudando de cidade, saindo de outros empregos, deixando de assumirem outros concursos, adquirindo bens, tendo filhos etc. Portanto faz-se necessário defender os 247 empregos de quem cumpriu o que foi exigido no certame e não pode ser responsabilizados por erros de outros. Desta forma, foi solicitado o apoio dos parlamentares para intermediar uma solução com este fim. 



A secretária Maristela e o Dr. Ruy Noronha contribuíram com mais dados que demonstram o impacto, além de elementos da defesa já protocolada junto ao TCE. Os deputados se pronunciaram solidários ao tema e colocaram a Casa Legislativa à disposição da categoria. Entre as contribuições dos deputados, surgiu a de elaborar um portfólio com fotos do trabalho efetuado por estes profissionais, para ser anexado às defesas. A secretária de educação disse que combinará com os diretores na reunião de amanhã. A Comissão ressaltou que acompanhará o caso e buscará contato com o TCE para auxiliar na melhor resolução possível.



Posteriormente, conseguiu-se, por intermédio da vereadora Patrícia Beck, uma agenda com o conselheiro do TCE, Marcos Peixoto, que fará o relatório deste processo. Os representantes do Sindicato, dos professores, os vereadores e o deputado Issur Koch foram até o TCE para esta reunião. Depois da apresentação da demanda, o conselheiro Peixoto tranquilizou a todos afirmando que este primeiro momento, o da notificação, é mais técnico, portanto segue um rito pré-definido. Mas que após a apresentação das defesas, quando o processo finalmente chegará para apreciação do conselheiro, serão considerados todos os fatores na elaboração do relatório, tanto questões legais, como o impacto social da decisão, sempre buscando a que trará menor prejuízo ao ente público. Peixoto se prontificou a marcar nova reunião assim que o processo chegar para sua análise para que se possa ampliar a discussão.



Todos os presentes saíram com boas expectativas, mas não pode haver acomodação. O SindprofNH está planejando os próximos passos. Além da defesa, em fase de elaboração, irá solicitar uma Audiência Pública na Câmara de Novo Hamburgo, para que se possa mobilizar nossas comunidades escolares em defesa dos empregos. Também se pensa em uma ação nas escolas, como a construção de um mural na entrada das escolas com a lista dos professores que são do edital 05/2015, para que as famílias tenham conhecimento. Sobre este último, já se orienta às escolas que procurem organizar este mural e que enviem fotos para o SindprofNH para que possamos postar nas nossas redes sociais.
Seguimos na defesa dos 247 empregos!

Reajuste é aprovado em primeira votação. Emenda que retirava reajuste da prefeita, vice, secretários e vereadores é rejeitada.

Na noite desta segunda-feira, o projeto de reajuste foi votado e aprovado em primeira votação. A segunda votação será na próxima quarta-feira, dia 12. O projeto em tramitação prevê o reajuste de 4,66% parcelado (2% em abril e 2,66% em outubro). O que mais chamou a atenção nesta noite foi a rejeição da Emenda 12 de 2019, de autoria da vereadora Patrícia Beck e dos vereadores Enio Brizola, Vilmar Heming e Felipe Kuhn Braun, que retirava a prefeita, o vice-prefeito, os secretário e os vereadores do projeto de reajuste (que nem deveriam originalmente estar). Nada mais justo em um período em que se fala em crise financeira do município, que obrigaria o tal parcelamento do reajuste. Entretanto a maioria dos vereadores rejeitou esta emenda, entendendo-se como funcionários públicos e não como agentes políticos. Político não é, ou não deveria ser, profissão, mas a atuação de cidadãos preocupados com o bem comum e em prol daqueles que representam. Infelizmente as falas em defesa do reajuste invertem esta lógica, colocando a atuação política eletiva como profissional. Na próxima quarta-feira, dia 12, teremos a segunda votação, em que esperamos um posicionamento diferente de alguns vereadores.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Reajuste salarial será votado na próxima semana.

O vereador Raul Cassel, presidente da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, confirmou à direção do Sindicato que votarão o projeto do reajuste salarial segunda-feira e quarta-feira da semana que vem.

Carta conjunta contra a reforma da previdência é escrita por SindprofNH e SMED.


É sabido por todos que existem questões em que há divergências entre sindicato e SMED. Entretanto, há concordância num tema fundamental nos dias atuais: a posição contrária à reforma da previdência. Há duas semanas, o presidente e a tesoureira do SindprofNH, Gabriel Ferreira e Gabriela Telles, reuniram-se com a secretária de educação do município, Maristela Guasselli, onde se encaminhou a escrita conjunta de uma carta manifestando tal opinião. Na semana passada, ela foi finalizada, assinada pelos representantes das duas entidades e encaminhada aos presidentes da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, e da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos. Outras duas vias assinadas serão levadas à Undime estadual e nacional, para cobrar o mesmo posicionamento de outros secretários municipais de educação.
A carta aponta o impacto que a reforma traz aos direitos das professoras e professoras, sobretudo na saúde destes profissionais, mas não se limita a isto. Ela denuncia a possibilidade de criação de alíquotas progressivas de aumento automático, a previsão de contribuições extraordinárias, a implantação do regime de capitalização e a desconstitucionalização da previdência constantes na PEC 06/2019.
Ações como estas são muito importantes para a luta contra esta reforma. Entretanto, não diminui a importância da luta direta. Desta forma, reforçamos a convocação para que todas e todos cruzem seus braços no dia 14 de junho, na Greve Geral contra a reforma da previdência e os cortes do MEC.
Leia abaixo a carta:

Vossa Excelência
Deputado Rodrigo Maia
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília – DF

Na oportunidade, apraz-nos cumprimentá-lo e solicitar seu apoio à demanda abaixo, referente à Proposta de Emenda Constitucional da Reforma da Previdência (PEC 06/2019). Pelo presente, manifestamos nossa preocupação em relação à perda de direitos sociais, já que esta PEC atinge as bases do atual sistema de seguridade social. A reforma retira direitos previdenciários da Constituição Federal na medida em que as normas gerais de organização e de funcionamento, inclusive requisitos para instituição e exclusão das Previdências do Regime Próprio, dar-se-ão via Lei Complementar, que facilmente pode ser aprovada, criando insegurança ao servidor quando chegar à inatividade. Além disso, cria alíquotas progressivas de aumento automático, prevê contribuições extraordinárias e, um dos pontos mais graves, cria um sistema de capitalização que visa a substituição do regime geral de previdência, destituindo a solidariedade prevista como princípio constitucional. Todos os fatores ora apresentados oneram mais o servidor e podem não garantir a aposentadoria no futuro. No que compete às questões relativas à transição e cobertura dos indivíduos já aposentados, consideramos que a capitalização deixa lacunas e provavelmente o Estado terá que ampliar o investimento do seu PIB para atender esta demanda, como vem acontecendo em outros países que adotaram a capitalização.
Em relação ao magistério, o texto retira direitos constitucionais dos professores, afetando a aposentaria especial alterando a idade mínima e o tempo de contribuição, além do auxílio doença e salário maternidade. Pela nova regra, a idade mínima para mulheres está prevista para 60 anos e 30 anos de contribuição, e para homens, 65 anos e 35 de contribuição, ou 40 anos caso o profissional queira receber 100% da média salarial.
Concordamos que as finanças do Brasil precisam ser debatidas, contudo, é um debate que deve abranger outros aspectos da sociedade que não sejam predominantemente com foco na perda de direitos de quem deu sua contribuição para o Estado, a exemplo dos 2.000 professores de Novo Hamburgo.
Entendemos que a proposta de reforma desconsidera conquistas históricas com base em necessidades que foram apresentando-se ao longo dos anos, a exemplo da aposentadoria especial do professor, quando propõe retirada de direitos de uma parcela da população brasileira, a qual deveria ser reconhecida pelo relevante trabalho que presta à sociedade.
Não se pode perder de vista que a aposentaria do magistério é uma conquista que se deve às condições de trabalho do professor, que interage cotidianamente com número expressivo de estudantes, além das tarefas domiciliares. Acreditamos que a ampliação do tempo de trabalho poderá afetar a saúde e a integridade física e mental do professor e, consequentemente interferirá na qualidade da educação e da aprendizagem.
Frente a isso, posicionamo-nos em defesa a essa classe, que tanto tem contribuído para o crescimento do Brasil, e contrários às perdas de direitos fundamentais para que se dê continuidade à busca da qualificação da educação, solicitando a retirada do texto da reforma, o qual atingirá professoras e professores, gerando impacto social negativo com a desconstitucionalização de garantias fundamentais e gerando insegurança quanto ao futuro.
Diante dos fatores expostos, a Secretária de Educação hamburguense, e o Presidente do Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo, representando suas entidades, unem-se, solicitando apoio dos legisladores na defesa dos direitos dos professores.
Sem mais, reiteramos votos de estima e consideração.

MARISTELA F. R. GUASSELLI           GABRIEL FERREIRA
Secretária Municipal de Educação     Presidente SINDPROFNH





terça-feira, 28 de maio de 2019

Projetos de lei de reajuste do salário e auxílio-alimentação estão tramitando na Câmara.

Os projetos de lei que tratam dos reajustes do salário e do auxílio-alimentação estão tramitando na Câmara. Eles estavam na Procuradoria Geral da Câmara, que emitiu parecer de constitucionalidade na última sexta-feira, dia 24. Na próxima segunda, é provável que passem pelas comissões, para assim entrarem na Ordem do Dia para a votação. Não há dia certo para que sejam votados, mas estamos acompanhando a tramitação.
Lembramos que o encaminhamento do Executivo não foi aceito pela categoria do magistério, de 2% retroativo a abril e 2,66% em outubro. Entretanto o governo encerrou as negociações.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Bancos vão ficar com 62% da renda do trabalhador se capitalização for aprovada.

Simulação apresentada no Senado pela Unafisco prevê que taxa dos bancos aumenta a cada ano, podendo chegar a mais de 77%.
A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 20-05-2019.
Simulação apresentada nessa terça-feira (20) em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) no Senado, sobre a reforma da Previdência proposta pelo projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL), demonstra o fracasso que ocorreria com o sistema de capitalização que consta da proposta, levando o trabalhador aposentado à miséria.

Segundo dados do diretor de Defesa Profissional e Assuntos Técnicos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil(Unafisco), Mauro José Silva, o valor das contribuições previdenciárias arrecadadas de empregados e empregadores foi de R$ 423,06 bilhões em 2018. Já a previsão de acréscimo no faturamento médio anual para as instituições financeiras, num sistema de capitalização, pode ser estimado em até R$ 388 bilhões, nos próximos 70 anos.

Silva explicou que o sistema proposto na PEC 6/2019 resultará num valor acumulado pelo trabalhador, ao fim de 40 anos de contribuição, de R$ 275.804,02. Entretanto, a remuneração dos bancos, prevista na reforma, consumiria R$ 105.701,43 dessa quantia, o que equivale a mais de 62% do valor do patrimônio do empregado. Assim, esse trabalhador ficaria com apenas R$ 170.102,58.

No 59º ano, após ingressar no sistema de capitalização, esta porcentagem ultrapassaria os 77%. Um cenário que, segundo Silva, possibilitaria o recebimento de uma aposentadoria no valor de R$ 750, o que equivale a apenas um quarto do total contribuído. “Um sistema sem empregador, e com instituição financeira, é um fracasso. É condenar o trabalhador à miséria”, concluiu.

Silva considerou a capitalização um “sistema complicado do ponto de vista do trabalhador”. Para ele, além de significar a “transferência de renda” dos empregados para os bancos, essa modalidade não cobrirá benefícios já existentes, como o salário família e o salário maternidade.

A capitalização funciona como uma espécie de poupança: o dinheiro descontado mensalmente do salário de cada trabalhador vai para uma conta individual, e não se mistura com as contribuições dos demais beneficiários. Pelo sistema atual, o de repartição, os pagamentos feitos pelo pessoal da ativa financiam as aposentadorias dos inativos.

Dieese

Economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Juliano Musse disse que o cenário é preocupante. Ele considerou a PEC 6/2019 uma “reforma impositiva” porque, segundo afirmou, a medida não passou por uma prévia discussão com os trabalhadores. Ao questionar quem são os maiores interessados com a reforma da Previdência, Juliano ponderou que outras questões, como o desemprego, a informalidade e a saúde dos trabalhadores que enfrentam doenças crônicas são mais urgentes e deveriam ser o foco do debate. “A reforma é importante, mas desde que não minimize direitos sociais conseguidos com a Constituição de 1988”.

O consultor do Senado Luiz Alberto dos Santos frisou que a PEC 6/2019 não é de fácil compreensão. Para ele, o texto apresenta contradições, traz incertezas e tende a gerar custos diferenciados para a empregabilidade das pessoas. Ao ressaltar que os mercados demonstram volatilidade ao longo do tempo, o especialista disse que o regime previdenciário baseado na capitalização pressupõe uma renda questionável, porque dependerá de quanto, efetivamente, aquela aplicação renderá. “No Brasil, nós temos renda média muito baixa. As pessoas não têm dinheiro para destinar a uma sistemática de provisão fora do regime público, e essa é uma diferença fundamental.”

Retrocessos

O representante do Coletivo Nacional de Advogados de Servidores Públicos,Guilherme Zagallo, alertou que experiências de privatização da Previdência significaram retrocessos em outros países: estagnação das taxas de cobertura, diminuição do valor dos benefícios e aumento da desigualdade de renda. Para o advogado, a desconstitucionalização da aposentadoria, pretendida pelo Executivo, significa um risco político porque, a cada governo, pode-se criar novas regras para a concessão do benefício.

O advogado mencionou que o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a renúncia de receita que a capitalização causará, desacompanhada da estimativa de impacto orçamentário e financeiro. Ele lembrou que o Brasil já passou por uma tentativa de privatização antes da instituição do INSS, quando houve a unificação dos regimes, mas disse que a medida não obteve sucesso. Guilherme comentou, ainda, que esse assunto tem sido omitido no debate sobre a PEC 6/2019.

“Não fomos bem-sucedidos no passado, em relação à experiência de capitalização. A promessa de melhoria da economia por meio dessa reforma não altera a realidade. É uma bomba social de efeito retardado”.

O coordenador do Movimento Legislação e Vida, Hermes Rodrigues Nery, considerou o sistema de capitalização o ponto mais grave da PEC 6/2019. Para ele, as poupanças pessoais são “qualitativamente diferentes” da seguridade social, já que não dispõem de garantia, nem previsibilidade. Além disso, Nery ressaltou que “poupar de maneira suficiente para uma aposentadoria decente é difícil para muitos trabalhadores”.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Programação para o dia 15 de maio:

Programação para o dia 15 de maio:
9h Concentração na Praça Punta Del Este (confecção de cartazes e demais materiais).
11h30 Ato com demais entidades docentes e estudantis.
12h15 Caminhada em direção à Praça da Bandeira, em frente à Câmara de Vereadores. Ao chegarmos, teremos um almoço coletivo (salsichão com pão).
14h Acompanhamento da Sessão da Câmara.
16h Afixação de cartazes na Praça e Câmara e encerramento do ato, para possibilitar que os interessados possam participar do ato em Porto Alegre.
15M
A aula é na rua!

Tragam livros, nossa principal arma!!!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

15 de maio: Greve Nacional da Educação


Hoje, 13 de maio, provável votação do dissídio parcelado. Todos na Câmara!


A senadores, ministro faz chantagem: só revê cortes na Educação se reforma da Previdência for aprovada (Revista Fórum)


"Se a gente não passar (a reforma da Previdência) vamos para um estágio de estresse", disse Abraham Weintrab durante audiência na Comissão de Educação do Senado Federal

Em meio à polêmica do corte de orçamento de todas as universidades federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reafirmou nesta terça-feira (7) durante audiência na Comissão de Educação do Senado Federal que não houve corte de recursos, mas contingenciamento. Na audiência ele condicionou a volta dos recursos à aprovação da Reforma da Previdência.
“Se a economia recuperar com a aprovação da Previdência, a gente descontigencia”, disse o ministro. “Se a gente não passar vamos para um estágio de estresse”. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) rebateu e chamou de “chantagem” estratégia do governo de só liberar recursos com aprovação da Previdencia.
Weintraub ressaltou, no entanto, que pretende discutir o tema de contigenciamento “de peito aberto” com o Congresso e que o MEC não “quer impor nada a ninguém”. Para ele, o modelo educacional aplicado no país deu errado e é necessário debater outras alternativas.
“O diálogo tem que ser feito com base em números, dados e premissas racionais. Que a gente se livre um pouco dos preconceitos”, comentou.
Em resposta a questionamento do senador Confúcio Moura (MDB-RO), se ele estaria em condições para conduzir o MEC, Weintraub disse que seu currículo está “bem acima da média dos últimos 15 ministros que passaram por lá. Eu poderia ter entrado na USP aos 14 anos.”
Weintraub também disse que a sugestão de reduzir investimentos na área de Humanas e direcioná-los a disciplinas de Exatas ou Biologia, como engenharia e medicina, é baseada em números e critérios técnicos. Segundo ele, apenas 13% da produção na área de Ciências Sociais Aplicadas, Humanas e Linguística têm impacto científico.
Metas do MEC
Entre as metas apresentadas pelo ministro, estão:
Disciplina, ordem, respeito a todos no espaço da educação público e privados
Foco na educação básica, aprimorando o fundo de manutenção de desenvolvimento da educação básica e da valorização dos professores da educação (Fundeb)
Fixação de incentivos para as adoção das melhores práticas nacionais e internacionais em gestão da educação
Respeito à liberdade e diversidade de pensamento
Investimento em capital humano para aumentar a competitividade da economia brasileira.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Reunião com organizações de docentes traça rumo da Greve da Educação do próximo dia 15/05.

Ocorreu ontem, dia 08 de maio, na sede do Sindicato, uma reunião com representantes do SindprofNH, do Sinasefe (IFSul NH), do Ceprol-São Leopoldo, do 14º núcleo do Cpers, da Associação dos Docentes da Liberato, do Sindsprev-RS e do Comitê Municipal em Defesa da Previdência Pública para organizar a Greve Nacional da Educação do próximo dia 15 de maio. Foi definida organização de um ato unificado com todas as entidades docentes e estudantis que estão em luta em defesa da educação pública e da aposentadoria para às 11 horas, na Praça Punta Del Este. Desta forma, reforçamos o chamamento para a concentração dos colegas professores municipais, que se inicia às 09h, no mesmo local.
Dia 15 de maio: a aula é na rua!


Greve Nacional da Educação! Em defesa da educação pública e da aposentadoria!


Dia 15 de maio: A aula é na rua! Greve Nacional da Educação!



A conjuntura atual, de cortes no MEC, que vão do ensino fundamental à pós-graduação, não nos dá alternativa senão aderir à Greve Nacional da Educação do dia 15 de maio, Dia Nacional em Defesa da Educação.
O bloqueio de verbas só no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE – chega a 47% (R$ 2.566.216.595,00), segundo relatório da Secretaria de Orçamento Federal. São 17% (125 milhões) de cortes para a construção e manutenção de escolas de educação infantil; 8% (144 milhões) em cortes ligados a livros didáticos e transporte escolar; para a aquisição de veículos escolares foram 7% (23 milhões) de perdas; 41% (14 milhões) de cortes para ações de alfabetização e Educação de Jovens e Adultos.
Sabe-se que os recursos federais que o município recebe para mantença da educação municipal já são limitados. Um aluno de zero a três anos em creche de tempo integral, no município, tem o custo anual de R$ 17.149,44, sendo que desse valor, o governo federal repassa R$ 5.558,05, de acordo com dados da própria prefeita Fátima Daudt (GaúchaZH, 02/05/2019).
Assim, os professores da Rede Municipal de Ensino do Município de Novo Hamburgo não ficarão calados e lutarão contra o desmonte da educação, por meio do corte de verbas, que atinge a todos! Chamamos toda a categoria para paralisar suas atividades durante todo o dia para defender a educação em todas as suas esferas! Iremos nos concentrar a partir das 09h na Praça Punta Del Este, onde às 11h teremos um ato conjunto com outras categorias da educação das demais esferas.

O projeto do dissídio parcelado pode ser votado na próxima segunda-feira

O projeto do dissídio parcelado foi protocolado nesta quarta-feira e pode ser votado em regime de urgência na próxima segunda-feira, dia 13 de maio. De acordo com o projeto, os 4,66% da INPC do período serão parcelados em duas vezes: 2% relativo a abril e 2,66% em outubro. Os educadores municipais, que já passam por desvalorização constante em função do atual plano de carreira, que não considera de forma efetiva a formação e a capacitação dos profissionais, terão ampliadas as perdas salariais com este parcelamento. Dessa forma, a categoria do magistério municipal é contrária ao parcelamento do dissídio. O SindprofNH convoca todas e todos para estarem presentes na Sessão da Câmara de Vereadores na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, às 18h, para demonstrar seu descontentamento. Ao final da atividade de segunda, será realizada uma rápida reunião para deliberações acerca do Dia Nacional de Paralisação da Educação, que acontecerá no dia 15 de maio, quarta-feira.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Prefeitura não negocia e perdas salariais aumentarão!

Nesta sexta feira, dia 03 de maio, a direção do SindprofNH e o Grêmio Sindicato dos Funcionários reuniram-se com representantes do executivo com o objetivo de levar a decisão votada em assembleia, em que os professores rejeitaram a proposta de parcelamento e que não contempla aumento real de salário. Mas já no início da reunião, o Secretário da Fazenda, Gilberto dos Reis, foi enfático em dizer que não havia possibilidade de mudanças e que esse é o projeto que será enviado à Câmara na próxima semana. O SindprofNH ressaltou que essa proposta acentua ainda mais as perdas e que os professores ficarão muito descontentes.Todas as propostas de melhoras feitas pelos dois sindicatos foram negadas. Convocamos as professoras e professores para estarem presentes na Câmara de Vereadores, nesta segunda feira (06/5), às 18h, para mostrar o descontentamento com essa proposta que desvaloriza cada vez mais nosso salário.