A primeira reunião do Conselho
Político Sindical aconteceu no dia 18 de março, com uma pauta extensa. A
presidenta Andreza Mara Formento fez a
retrospectiva de várias questões que estão mobilizando as ações do Sindprofnh –
IPASEM, a Instrução Normativa que mantém o Imposto Sindical anual, o
assédio moral às representantes do Sindicato, a Pauta de Negociação 2013. Além da reposição e recuperação das perdas
salariais a pauta contempla vários itens, já reivindicados anteriormente e
ainda não atendidos. Fizeram-se presentes também o advogado Daniel Von Hohendorff, representando o Setor Jurídico do Sindicato, e
a professora Luciana Andréia Martins para esclarecer aspectos do Plano de
Carreira – Lei n0 2340/2011. Este plano, que traz desvantagens em
relação ao Plano nº 336/2000, criou três categorias no exercício do
magistério e vem preocupando os professores e professoras devido às perdas que
ele representa para a categoria, principalmente a quem foi nomeado à Educação Infantil.
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
ASSÉDIO MORAL ADOECE OS TRABALHADORES
Assédio moral no trabalho gera desmotivação, medo e afeta produtividade; saiba como agir
Luciana Quierati
Diminuição da produtividade, desmotivação, falta de interesse e medo
podem ser resultado de humilhações repetitivas e outras condutas
abusivas sofridas no ambiente de trabalho. Se esse é o seu caso, tome
cuidado, pois você pode estar sendo vítima de assédio moral.
Fato é que nem sempre o assédio fica claro, pois não é apenas uma
agressão verbal ou uma ameaça que vai caracterizá-lo e, muitas vezes, o
trabalhador tem medo de fazer acusações com medo de ser prejudicado.
“O assédio se caracteriza pela conduta repetitiva, insistente,
persistente e, em especial, por existir, da parte do assediador, a
intenção de prejudicar a vítima”, explica Edina Bom Sucesso, autora do
livro “Até quando? Tortura psicológica e assédio moral no trabalho” (Ed.
Qualitymark).
O assédio pode partir de um chefe contra um subordinado, de um colega
contra outro colega de trabalho e até de subordinado contra um superior,
quando um antigo colega é promovido a chefe sem que o grupo tenha sido
consultado. O grupo pode agir contra ele, assediando-o moralmente.
Gravidade do assédio
De acordo com a psicóloga Edina Bom Sucesso, a gravidade do assédio é
medida nas consequências à saúde da vítima, e não na forma de agir do
agressor. Independentemente do que ele faça - seja um xingamento
repetitivo ou tentativas de prejudicar a carreira - o resultado na vida
do trabalhador é o que torna o assédio mais brando ou grave. Veja
exemplos:
Brando: Um homem chega à empresa e vai ganhando
destaque. O chefe se sente ameaçado e passa a impor-lhe metas
praticamente impossíveis de serem atingidas. Durante alguns meses, esse
homem é forçado a alcançar essas metas e, sem conseguir, acaba tendo
insônia. Recorre ao RH e é aconselhado a falar com o superior. Ele
acata, mas o chefe, com o passar do tempo, volta a pegar pesado. Por
fim, o rapaz deixa a empresa.
Grave: O chefe começa a assediar uma funcionária muito
talentosa. Critica a qualidade do trabalho dela em público, tentando
diminuir o seu talento. Depois de ser muito criticada em público, a
trabalhadora passa a achar que o problema é ela, que não tem mais a
mesma competência e entra em processo depressivo muito sério, a ponto de
precisar de um tratamento psiquiátrico. Até que ela, sem mais forças,
deixa o emprego, sem recorrer à Justiça.
Esse caso, segundo Edina Bom Sucesso, é considerado grave porque, além
de a trabalhadora ficar muito doente, ela não vai atrás de seus
direitos. “Ela paga a conta sozinha e isso é muito sério”, diz a
psicóloga.
Como agir em caso de assédio
Procure a Defensoria do Estado
Por fim, se nenhum dos esforços anteriores funcionarem a contento da vítima, esta deve reunir toda a documentação e provas que tiver contra o assediador para acioná-lo judicialmente.
Se o assédio envolver discriminação, por exemplo, as defensorias públicas podem ser o canal. Em São Paulo, existe dentro da Defensoria do Estado um núcleo especializado no combate à discriminação, cujos contatos podem ser obtidos no site www.defensoria.sp.gov.br/dpesp.
Sutileza é o disfarce
De acordo com Luiz Edmundo Rosa, diretor de educação da Associação
Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), alguns chefes são muito
sutis, até tratam bem o trabalhador, mas no fundo atuam para
desestimulá-lo e fazê-lo pedir demissão.
Da mesma forma há trabalhadores que, em razão de seu grau de
sensibilidade, podem se sentir alvo de assédio o tempo todo porque não
conseguem lidar com medidas um pouco mais rígidas por parte do chefe –
medidas nem sempre caracterizadas como assédio.
Há casos em que o assédio é evidente. Exemplo: quando o funcionário é
chamado de “burro”, “incompetente”, “ignorante”. Mas Rosa esclarece que o
assédio também pode ocorrer de forma não verbal quando o chefe começa a
não delegar tarefas ao funcionário com o intuito de isolá-lo.
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2012/08/08/assedio-moral-no-trabalho-gera-desmotivacao-medo-e-afeta-produtividade-saiba-como-agir.jhtm
08/08/2012 - 06h00
AS DOENÇAS DO MAGISTÉRIO
Sala de aula lotada, barulho dentro e fora da escola, desrespeito dos
alunos, acúmulo de turmas em vários colégios, excesso de pressão dos
gestores. Tudo isto pode causar bem mais do que frustração e desânimo ao
receber o contracheque no final do mês. A falta de infra-estrutura e de
condições de trabalho é considerada uma das principais causas doenças que
afetam o magistério. São males que atingem o corpo e a mente e retiram, a
cada ano, milhares de profissionais das escolas.
As pressões do dia-a-dia se refletem em vários sintomas. Depressão,
sensação de esgotamento físico e mental e desânimo são indícios da chamada
síndrome de burnout, que se caracteriza por um desgaste que afeta o interesse
e a motivação em
trabalhar. Crises de choro, de medo e pânico podem ser
sinais de que o profissional sofre assédio moral.
Os professores também sentem no corpo as conseqüências das más condições
de trabalho. Problemas com a voz, alergias, tendinites, distúrbios do sono,
distúrbios sexuais, alterações da atenção e da memória, irritabilidade,
agressividade, dores na coluna e de cabeça e problemas cardíacos também estão
entre os males que afetam muitos dos que ensinam nas escolas. Psicóloga
clínica e hospitalar e mestre em Psicologia pela UFRJ, Elaine Juncken diz que
o ambiente de trabalho contribui e muito para estas doenças. "Pode ser
uma questão relacionada a um ambiente muito competitivo, onde não há
tranqüilidade para trabalhar e onde o profissional é desrespeitado com
freqüência", disse Elaine.
Um dos riscos é o professor não procurar ajuda médica, por achar que os
sintomas estão ligados só a problemas pessoais. Até porque, segundo a
psicóloga, as conseqüências vão além da queda na qualidade do trabalho."O professor pode abandonar a carreira e, em casos extremos, as doenças
podem levar o profissional ao suicídio", alertou a doutora.
Distúrbios de natureza psíquica podem ocorrer com várias tipos de
profissionais. E os professores integram uma das categorias mais suscetíveis,
segundo a também psicóloga e professora da PUC-Rio, Sandra Korman. Uma das
causas, segundo ela, é a falta de reconhecimento profissional. "Se o
professor faz um bom trabalho, ninguém o procura para dizer que foi bem
feito. Agora, se o aluno vai mal, a culpa costuma recair sobre quem
ensina", comentou a psicóloga.
Sindicatos cobram melhoria nas condições de trabalho.
Para representantes dos professores, problemas como baixos salários,
turmas lotadas, carência de pessoal para disciplinar o ambiente escolar,
alunos mais violentos e falta de infra-estrutura criam a combinação perfeita
para derrubar a motivação e levar muitos docentes a hospitais.
"A sensação de fracasso é muito grande. Os alunos estão em condições
cada vez piores e o culpado é sempre o professor quando, na verdade, a culpa
é dos governos que mudam as políticas educacionais e não conseguem alcançar a
qualidade", defendeu Wíria Alcantara, uma das diretoras do Sindicato
Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe).
Quem também reclama das condições de trabalho dos professores é a
presidente da União dos Professores Públicos no Estado (Uppes), Teresinha
Machado. Segundo ela, falhas de planejamento na construção das escolas
comprometem a saúde dos profissionais, como escolha de locais próximos a vias
de grande circulação para instalação de colégios. Ela também chama a atenção
para um problema específico em Cieps, que têm parte de suas paredes pela
metade, de acordo com o projeto original. "O Inmetro fez um estudo e
concluiu que o barulho era enorme e que os locais não eram indicados para
prática pedagógica", diz a sindicalista, que destaca outras causas de
doenças dos professores.
"A iluminação das salas e a posição do quadro negro, muitas vezes,
não são adequadas. Além disso, o uso do giz traz alergia. Isto sem falar no
agravamento da violência na escola e das pressões políticas e ameaças de
transferência, que geram estresse, insegurança e pânico para os
profissionais", frisou a presidente da Uppes.
Quando a readaptação também vira problema.
Solução freqüente para profissionais com problemas de Saúde, a readaptação
também traz seus prejuízos para os professores. Lectícia Azeredo, que passou
a trabalhar na biblioteca da escola João Brasil, em Bom Jardim, após ter
ficado cega, não consegue a aposentadoria especial por não atuar mais em sala
de aula.
O drama de Lectícia começou em 1997, quando sofreu um transplante de
córnea. Quinze dias após voltar ao trabalho, uma infecção causou a cegueira.
"Com a readaptação, passei a ser extraclasse e perdi o direito de me
aposentar com 25 anos de carreira ou 50 de idade."
Ela já poderia estar aposentada nas duas matrículas que tem. No entanto,
aguarda a liberação do benefício para uma das matrículas e precisa trabalhar
mais quatro anos para fazer a solicitação referente à outra.
"Às vezes, a pessoa não se adapta e, por isso, pede readaptação. Meu
caso é diferente. Eu não pedi pra ser readaptada. Foi uma fatalidade. Não
devia ser penalizada desse jeito", disse Lecticia, que não quis se
aposentar por invalidez pela perda que teria, em termos de renda.
"Ficaria com 80% do salário. Já se ganha pouco. Se reduzisse o salário,
ficaria mais difícil ainda."
Em pesquisa com professores, 95% acusaram problema na voz.
Uma pesquisa concluída pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio
e Região (Sinpro-Rio) em 2008 oferece uma amostra do impacto que o trabalho
nas salas de aula pode ter nas condições de saúde. Dos 1.579 docentes
entrevistados em 219 instituições privadas da cidade, 93,5% informaram ter
sentido, pelo menos, um problema com a voz.
Quase todos os participantes eram da Educação Básica. Dos consultados,
78,4% indicaram que ficam roucos quando abusam da voz. Em seguida, veio o
cansaço e a ardência na garganta após o dia de aulas, com 67,4%. Dos
entrevistados, 60% afirmaram que precisavam procurar um fonoaudiólogo.
A partir dos resultados, o sindicato pretende encaminhar uma proposta ao
Ministério da Educação, para incluir a matéria Técnica Vocal em cursos de
formação de professores. "Seria importante o professor aprender sobre o
mecanismo de produção da voz e sobre técnicas de como preservá-la durante as
aulas", ressaltou Eny Léa Gass, coordenadora da campanha Voz para
Educar, que originou a pesquisa. Para a fonoaudióloga, o educador é uma das
maiores vítimas do uso abusivo da voz. "É comum o profissional dar aula
em três períodos e em turmas com excesso de alunos", salientou.
Outro objetivo é que as disfonias sejam oficialmente reconhecidas como
distúrbios da voz relacionados ao trabalho. Isto permitiria aos mestres da
rede privada tirar licença médica pelo INSS. Sem esta possibilidade, muitos
dos que apresentam problemas com a voz acabam demitidos.
http://www.saudedoprofessor.com.br/Imprensa/2603092.html
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quinta-feira, 7 de março de 2013
SINDPROFNH PROTOCOLA A PAUTA DA NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2013
A NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2013 teve inicio na assembleia de 6 de dezembro de 2012, na qual os professores analisaram as propostas que pretendem para o magistério hamburguense, incluindo aquelas que se mantem em pauta, bem como outras necessidades da categoria. A assembleia ficou em aberto para nova chamada que ocorreu em 21 de fevereiro de 2013. Na data, foram incluídas e discutidas todas as propostas e em regime de aprovação, foi votada a PAUTA da CAMPANHA. A assembleia de fevereiro, dada a relevância do tema, permanece em aberto, flexibilizando-se para nova chamada, na qual o sindicato apresentará o resultado da discussão com a mesa de negociação estabelecida com o executivo da cidade.
A PAUTA DA CAMPANHA SALARIAL 2013
1-QUESTÕES SALARIAIS
1.1. Zeramento da inflação do último
período.: Reposição de
perdas salariais acumuladas no período de março de 2012 a
março de 2013, equivalente
ao INPC apurado pelo IBGE.
1.2. Aumento salarial real: a título de ganho real, acima da
correção inflacionária e da recuperação das perdas, com aumento de 15% sobre
todas as remunerações, a partir de abril de 2013.
1.3. Recuperação das perdas salariais: reajuste de 21.3% para repor as perdas
ocorridas nos vencimentos e nas demais vantagens de 2000 a 2010 meio
de política de recuperação salarial a ser implantada pela administração
municipal.
1.4-Auxílio Alimentação: para todos os professores, indexado a cesta básica do
DIEESE;
2- PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E VENCIMENTOS
2.1- Alterações nos Art. 16
e 17 da lei 2340/2011;
2.2- O imediato reconhecimento de Mestrado e Doutorado
no Plano de Carreira Lei 336/2000;
2.3- ADP para Coordenação Pedagógica e
Orientação das escolas municipais de igual valor para quem tem 20 e 40 horas;
2.4- Garantir a incorporação do ADP de forma escalonado.
3- QUESTÕES FUNCIONAIS
3.1- Licença Prêmio;
3.2- Auxílio creche;
3.3- Difícil
Provimento;
3.5-
Liberação de representante(s) por escola para participação mensal no Conselho
Político do SINDPROF/NH;
3.6- Liberação de um professor(a)
por escola durante sua jornada de trabalho para participar das formações sindicais;
3.7- Cumprimento da Lei 336/2000. Artigo 3º,
parágrafo 3º, que garante aposentadoria “especial” aos professores que
atuam no Atelier Livre, CEPIC, NAP e Centro Ambiental (outros espaços educativos ou assessoria pedagógica);
3.8-
Implementar legislação que vise inibir o assédio moral.
3.9-
Encontros mensais da Comissão Permanente
de Negociação.
4-QUESTÕES
EDUCACIONAIS
4.1-
Professores
especializados e/ou profissionais da saúde para trabalhar com apoio à inclusão, de acordo com as
necessidades.
4.2 Professores concursados para trabalhar em docência compartilhada quando inclusão e educação infantil;
4.4- Garantia
de limite máximo de alunos por turma e
por professor, conforme aprovado:
Máximo de 20 alunos com idade de 4 a 5 anos;
Máximo 25 alunos nos anos iniciais do
ensino Fundamental;
Máximo 30 alunos nos anos finais do
Ensino Fundamental;
5-FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
5.2 Cumprimento imediato de um terço (33,33%) da carga horária para
hora-atividade como proposto na lei;
5.3-
Licença sabática;
6-GESTÃO DEMOCRÁTICA
6.1-Alterar a Lei que regula a Eleição de Diretores de forma a:
a)
Incluir
a eleição do coordenador na mesma
chapa da equipe diretiva;
6.2- Eleição para direção dos espaços
pedagógicos;
7- INSTITUTO
PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS – IPASEM
7.1- Reestruturação do
Conselho Deliberativo e Fiscal do IPASEM, contemplando a indicação de
representantes do SINDPROF/NH;
segunda-feira, 4 de março de 2013
CNTE ESCLARECE DECISÃO DO STF SOBRE O PISO DO MAGISTÉRIO
A CNTE lamenta a abordagem conferida pelos meios
de comunicação à decisão do julgamento dos Embargos de Declaração opostos pelos
Governadores à decisão de mérito da ADIn 4.167, que considerou a Lei do Piso
constitucional, uma vez que a mesma tende a gerar interpretações contrárias ao
cumprimento integral, imediato e, inclusive, retroativo da Lei 11.738.
Neste
sentido, a CNTE esclarece o seguinte:
1. No
julgamento dos Embargos, em 27 de fevereiro de 2013, o STF negou, na íntegra, o
pedido dos Governadores para postergar a aplicação do piso salarial na forma de
vencimento inicial das carreiras de magistério em mais um ano e meio,
solicitação esta constante nos Embargos do Governador do Rio Grande do Sul.
2.
A Corte esclareceu os estados e municípios sobre a vigência
do piso como vencimento inicial das carreiras de magistério (sem qualquer tipo
de gratificação ou abono), sendo esta a data do julgamento de mérito da ADIn
4.167, ou seja, 27 de abril de 2011.
3. Em
consequência desta segunda decisão, os estados e municípios estão isentos de
qualquer passivo retroativo no tocante ao pagamento do piso como vencimento de
carreira (não cabem ações judiciais para requerer os impactos dos valores
nominais do piso nos planos de carreira, entre julho de 2008 e abril de 2011).
4. Ao
contrário do que tem divulgado a mídia, os gestores que não cumpriram o valor
nominal do piso entre 2009 e abril de 2011, ainda que na forma de gratificações
– como determinou a decisão cautelar do STF proferida em 17 de dezembro de 2008
–, estão sujeitos sim a ações judiciais para pagamento da diferença nominal
sobre o piso nacional praticado à época, uma vez que descumpriram uma medida de
caráter vinculante do STF.
5. A decisão liminar do STF,
de 2008, teve caráter erga omnes (obrigatória a toda administração pública) e
sua vigência estendia-se até o julgamento do mérito da ADIn 4.167. Portanto, o
piso na qualidade de vencimento inicial de carreira teve vigência a partir de
abril de 2011, porém sua referência nominal (podendo ser paga mediante gratificações)
teve validade entre a sanção da Lei 11.738 (em 17 de julho de 2008) até o dia
27 de abril de 2011, quando o STF julgou o mérito da ADIn 4.167.
6. Para a
CNTE, os trabalhadores obtiveram pleno êxito na ADIn 4.167, até porque a Lei
11.738 estabelecia prazo de três anos para a integralização do valor do piso
como vencimento inicial de carreira, prazo este que terminou em 31 de dezembro
de 2010, quatro meses antes do julgamento de mérito do STF que determinou a
vigência integral do valor do piso na forma de vencimento das carreiras de
magistério em todo país.
A CNTE
aproveita a oportunidade para reiterar a convocação de todos os trabalhadores
em educação do país, e a sociedade em geral, para a paralisação nacional dos
dias 23 a
25 de abril pelo cumprimento integral da Lei do Piso, inclusive com a
destinação mínima de 1/3 da jornada de trabalho do/a professor/a para
hora-atividade (trabalhos extraclasses).
A recente decisão do STF fortalece a nossa luta,
na medida em que nenhum gestor pode mais alegar pendências no julgamento do STF
para deixar de aplicar integralmente a Lei do Piso.
Contamos com a força de
todos/as!
CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
Mais:
Saiba quais estados não respeitam a Lei do Piso
CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
Mais:
Saiba quais estados não respeitam a Lei do Piso
Fontes para entrevista:
Roberto Franklin de Leão – Presidente da CNTE
Roberto Franklin de Leão – Presidente da CNTE
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
8 DE MARÇO- DIA DA MULHER
SINDPROFNH e outras entidades realizarão uma atividade de mobilização pelo dia Internacional da Mulher. A manifestação acontecerá em Porto Alegre, no dia 8 de Março de 2013. Participe!
DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO NO "CAFÉ COMUNITÁRIO"
Na mesma semana em que os professores municipais de Novo Hamburgo retornaram às escolas, o Programa Café Comunitário convidou o SINDPROFNH para participar de um debate sobre a volta às aulas, a profissão docente, problemas que a educação enfrenta, necessidade de valorização profissional dos professores e a precaridade na infraestrutura das escolas públicas. O programa tratou sobre as questões citadas a partir da perspectiva de cada representante.
Participaram do Café, Rosana Rodrigues Santos, Coordenadora Regional de Educação; Maria Inês Weissheimer, Psicopedagoga; Andreza Mara Formento, Presidente do Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo; e Tatiane Salazar, Presidente da União dos Estudantes de Novo Hamburgo.
Durante a uma hora em que o programa esteve no ar, foram debatidos assuntos importantes como a necessidade do poder público realizar melhorias na estrutura física das escolas, bem como investimentos na área tecnológica e profissional. Se por um lado os professores buscam melhores salários e condições dignas de trabalho, por outro, alunos precisam lutar por um ambiente acolhedor, internet e garantia de passagem de ônibus acessível. A psicopedagogia e a pedagogia concordam ao tratar do assunto das relações entre alunos e professores: é preciso assegurar um menor de alunos por turma para que possa ser estabelecido o contato necessário entre ambos, uma vez que a educação acontece nas relações entre educador e educando.
O SINDPROFNH relatou a participação da comunidade hamburguense nas reivindicações do magistério e a função pedagógica que possuem. Destacou a necessidade dos cidadãos cobrarem dos seus governantes o cumprimento das leis que visam promover a EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E A VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES. O sindicato acredita que através da mobilização ocorrerão as mudanças necessárias para a educação de qualidade em Novo Hamburgo.
CARTA DE COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO HAMBURGUENSE
A ASSEMBLEIA GERAL DE 21/02 DELIBEROU A NOTIFICAÇÃO DOS CANDIDATOS À PREFEITURA DE NOVO HAMBURGO ATRAVÉS DE UMA CARTA DE COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO.
LUIS LAUERMANN E PAULO KOPSCHINA DEVEM ENCAMINHAR A CARTA ASSINADA NA TARDE DE QUARTA-FEIRA, 27/02/2013.
A EDUCAÇÃO DE NOVO HAMBURGO EXIGE COMPROMISSO!LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA:
CARTA DE COMPROMISSO COM A
EDUCAÇÃO HAMBURGUENSE
O Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo –
SINDPROF/NH-, representante legítimo dos profissionais da educação da rede
municipal de ensino, vem a público, em razão do pleito municipal a ocorrer no
próximo dia 03 de março de 2013, assegurar junto aos candidatos concorrentes, o
compromisso dos mesmos com as demandas dos/as profissionais da educação, de
reivindicações históricas de avanços trabalhistas e espaços de participação.
Entende que ambos os candidatos são cidadãos preparados para uma
gestão pública de qualidade, cientes das problemáticas do campo educacional
hamburguense no que tange ao cumprimento de direitos dos trabalhadores em
relação:
*ao cumprimento da sentença
judicial do 1/3 da carga horária destinada à Hora
Atividade, conforme prevê a lei federal nº 11.738/2008.
*o oferecimento de profissionais habilitados no apoio à inclusão,
até então deficiente,
*a elaboração de
legislação que inibe o assédio moral,
*a aplicação do
índice de incremento do FUNDEB na recomposição de perdas salariais históricas,
*a presença de
representantes deste sindicato no Conselho do IPASEM,
* Plano Carreira que
valorize a formação profissional, entre outras demandas.
* o direito de escolha de
2 diretores do IPASEM pelos
funcionários;
*manutenção dos direitos contemplados pelo Plano de Assistência já
existente.
*diálogo entre sindicatos e prefeitura.
Para tanto, o SINDPROFNH busca
o COMPROMETIMENTO FORMAL DOS CANDIDATOS no sentido de reconhecer as demandas e
assegurar sua imediata reparação, manifesto por meio da assinatura da carta,
como compromisso com a Educação de Novo Hamburgo.
CARTA DE REPÚDIO AO IPASEM
Conforme acordado na assembleia geral dos professores, ocorrida em 21/02, a direção do SINDPROFNH encaminhou uma carta de repúdio ao IPASEM, uma vez que a categoria sentiu-se desrespeitada pela ausência da direção do instituto, que havia comprometido-se em comparecer na assembleia e prestar esclarecimentos. Ficou decidido que o sindicato fará uma nova chamada para que as dúvidas dos funcionários sejam respondidas com a devida atenção. Segue abaixo a "carta de repúdio" enviada ao IPASEM.
Direção do SINDPROFNH.
Novo Hamburgo, 21 de fevereiro de 2013.
Ao Conselho Deliberativo
do IPASEM
NOVO
HAMBURGO-RS
A assembleia dos professores e professoras
municipais de Novo Hamburgo, realizada no dia 21 de fevereiro no auditório da
Escola Estadual 25 de Julho, decidiu por unanimidade repudiar a atitude
desrespeitosa cometida pela presidenta do Instituto de Previdência e
Assistência de Novo Hamburgo.
O SINDPROF\NH procurou a presidenta
Eneida para que se fizesse presente na primeira assembleia de 2013 dos
professores e professoras municipais para que esclarecesse a categoria do que
vem ocorrendo com os serviços de saúde do Instituto. Ao que ela se comprometeu
de fazer no último dia 21 de fevereiro. E que infelizmente não cumpriu,
desmarcando o compromisso a poucas horas da assembleia, com uma alegação no
mínimo constrangedora para uma presidenta de um Instituto de Previdência
e Assistência como o Ipasem de Novo Hamburgo.
A assembleia ficou sem muitas respostas,
mas com algumas certezas. A primeira destas é que este Instituto é do
funcionalismo e não do executivo como querem fazer parecer, todos (as)
funcionários (as) contribuem mensalmente para a manutenção deste Instituto. A falta
de representantes do SINDPROF\NH no IPASEM reforça a certeza de que o executivo
quer o controle total sobre o Instituto. Afirmamos que a presidência do
Instituto deve estar a serviço do interesse dos seus assegurados, ter autonomia
e transparência em suas ações.
Considerando o compromisso deste Sindicato com sua categoria, é
preciso firmar o posicionamento desta entidade em relação ao problema
ocasionado quando do descredenciamento de médicos do IPASEM. Ora, na defesa dos
seus associados o Instituto de Previdência e Assistência Municipal mostrou
pouca eficiência ao tratar da questão junto ao prestador de serviços,
permitindo que o assegurado fosse informado da ruptura somente ao tentar agendar
a consulta. Da mesma forma, quanto a proposta de contrato firmado com a UNIMED,
apresentou-se ineficaz, mostrando a vulnerabilidade da relação e expondo o segurando
a situações de risco e insegurança.
Uma administração
transparente, embasada no diálogo e na prestação de contas, precisa trazer
segurança para o funcionário público. Não admitimos que sejamos notificados,
alertados ou mesmo esclarecidos através de notas pagas nos jornais de nossa
cidade.
Isto posto, reafirmamos que os professores e professoras tem o
direito de esclarecerem suas dúvidas, bem como ter suas demandas atendidas pela
direção do IPASEM. Realizaremos uma nova chamada para que a representação do
instituto se pronuncie diante da categoria.
Sem mais para
o momento,
Andreza Mara Formento
presidenta
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
SINDPROFNH SAÚDA PROFESSORES NA FENAC
O Sindprofnh esteve presente na FENAC para receber os professores e reafirmar o engajamento da entidade na luta para ampliar as conquistas da categoria. O informativo, especialmente preparado para acolher os professores, apresenta uma retrospectiva das manifestações sindicais em 2012, com enfoque nas assembleias, reuniões do conselho político, paralisações e eventos culturais. Uma nova diretoria foi eleita em junho do ano passado, comprometendo-se em continuar o embate pela valorização docente. Vale lembrar que o Sindprofnh foi criado em 16 de agosto de 2005, marcando a importância da entidade nas conquistas da profissão docente.
A assembleia prevista para o dia 21 de fevereiro, às 15h no Colégio 25 de Julho, vai retomar a pauta de reivindicações e negociação salarial de 2013, as condições da Assistência à Saúde de nosso instituto (IPASEM) e a representaçãoes dos professores no Conselho da Alimentação Escolar.
Não se omita. Juntos somos mais fortes!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
ADMINISTRAÇÃO SUBESTIMA PROFESSORES E PROFESSORAS
Nesta manhã, tanto o prefeito Antonio Lucas, como secretário de Educação, durante suas falas na Aula Inaugural, subestimaram a capacidade dos professores e professoras fazendo “promessas” em relação ao novo Plano de Carreira e o cumprimento de 1/3 de Hora Atividade.Esqueceram estes senhores, que este não era o espaço, muito menos a hora de tocar em assunto tão caro aos profissionais da educação hamburguense.Não é a primeira vez que somos alvos de promessas às vésperas de um processo eleitoral, sendo assim estamos vacinadas (os) contra a demagogia que permeia os discursos dos que aí estão.Lugar de discutir políticas para a categoria é na Mesa de Negociação. Não somos massa de manobra, somos profissionais que acreditam no trabalho desenvolvido e exigimos respeito. Não aceitamos que Aula Inaugural seja utilizada como palanque eleitoral consideramos que estes espaços devem ser utilizados de uma forma séria e ética.Portanto a resposta a tais discursos oportunistas é a participação de professoras e professores no dia 21 de fevereiro na assembleia que irá discutir, aprovar, deliberar sobre a Campanha Salarial 2013.AGENDE-SEASSEMBLEIA GERALDIA 21.02 (QUINTA-FEIRA)HORÁRIO: 15HLOCAL: ESCOLA 25 DE JULHO
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
ASSEMBLEIA GERAL
Colegas professores!
Iniciamos 2013 com incertezas
políticas, no entanto, nossa mobilização pela EDUCAÇÃO continua forte e certa
de que é o caminho para a construção de uma sociedade mais crítica.
Neste ano teremos nossa primeira assembleia
no dia 21/02, às 15 horas, no Colégio 25 de Julho para falar sobre alguns
assuntos importantes a nossa categoria. Entre os temas estaremos divulgando
e conversando sobre questões como IPASEM, representação no CAE e Negociação Salarial 2013.
Sua participação é muito
importante para fortalecer o movimento dos professores em relação às questões
ligadas à educação de qualidade, plano de carreira, saúde do trabalhador, aposentadoria,
reajuste salarial, entre tantas outras.
Todos nós somos responsáveis por
esta luta: “Educação de qualidade, com professores valorizados e condições dignas
de trabalho.”
Juntos somos mais fortes!
SINDPROFNH- fevereiro de 2013.
INÍCIO DO ANO LETIVO
Hoje, que marca o nosso retorno ao trabalho em 2013, depois do merecido período de férias, é um dia de alegria e também de ansiedade. Rever os colegas, nosso espaço profissional, produz um certo medo frente a tantas situações que ora parecem desafios e muitas vezes problemas quase intransponíveis. Pensando nisso, o Sindprofnh se alia a você para mais um ano de luta e o convida para ser parceiro nas discussões nas assembleias e nas reuniões do Conselho Político Sindical, para juntos ampliarmos as conquistas pela valorização profissional.
"Estar vivo é estar em conflito permanente,
produzindo dúvidas, certezas questionáveis.
Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão,
desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.
Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o novo.
Medo e coragem em assumir a educação deste drama, cujos personagens
são nossos desejos de vida e morte.
Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente,
através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais,
outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.
Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa,
da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação."
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A BIBLIOTECA ROUBADA
"A Carta Roubada" é um dos contos mais
célebres de Edgar Allan Poe. Nele, o escritor norte-americano conta a história
de um ministro que resolve chantagear a rainha roubando a carta que lhe fora
endereçada por um amante.
Desesperada, a rainha encarrega sua polícia
secreta de encontrar a carta, que provavelmente deveria estar na casa do
ministro. Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem
sucesso. Reconhecendo sua incompetência, o chefe de polícia apela a Auguste
Dupin, um detetive que tem a única ideia sensata do conto: procurar a carta no
lugar mais óbvio possível, a saber, em um porta-cartas em cima da lareira.
A leitura do conto de Edgar Allan Poe deveria ser
obrigatória para os responsáveis pela educação pública. Muitas vezes, eles
parecem se deleitar em procurar as mais finas explicações, contratar os mais
astutos consultores internacionais com seus métodos pretensamente inovadores,
sendo que os problemas a combater são primários e óbvios para qualquer um que
queira, de fato, enxergá-los.
Por exemplo, há semanas descobrimos, graças ao
Censo Escolar de 2011, que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente
não têm bibliotecas. Isto equivale a 113.269 escolas. Um descaso que não mudou
com o tempo, já que, das 7.284 escolas construídas a partir de 2008, apenas
19,4% têm algo parecido com uma biblioteca.
Mesmo São Paulo, o Estado mais rico da Federação,
conseguiu ter 85% de suas escolas públicas nessa situação. Ou seja, um número
pior do que a média nacional.
Diante de resultados dessa magnitude, não é
difícil entender a matriz dos graves problemas educacionais que atravessamos.
Difícil é entender por que demoramos tanto para ter uma imagem dessa realidade.
Ninguém precisa de mais um discurso óbvio sobre a
importância da leitura e do contato efetivo com livros para a boa formação
educacional. Ou melhor, ninguém a não ser os administradores da educação
pública, em todas as suas esferas. Pois não faz sentido algum discutir o
fracasso educacional brasileiro se questões elementares são negligenciadas a
tal ponto.
Em política educacional, talvez vamos acabar por
descobrir que "menos é mais". Quanto menos "revoluções na
educação" e quanto mais capacidade de realmente priorizar a resolução de
problemas elementares (bibliotecas, valorização da carreira dos professores
etc.), melhor para todos.
A não ser para os consultores contratados a peso
de ouro para vender o mais novo método educacional portador de grandes
promessas.
VLADIMIR SAFATLE,professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de São Paulo).
Jornal Folha de São Paulo, 05/02/2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
PRESIDENTE DA CNTE ESCLARECE OS MOTIVOS DA GREVE NACIONAL DOS PROFESSORES
Presidente da CNTE esclarece os motivos da greve nacional
dos professores
Professores da rede pública realizarão uma greve nacional
entre os dias 23 e 25 de abril. A paralisação, que foi anunciada
antecipadamente pelo Brasil de Fato, ocorre durante a Semana Nacional de
Educação. O encontro faz parte do calendário de mobilização da Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que agrega 44 entidades de todo
o país.
O objetivo é defender a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública e também discutir uma alteração na Medida Provisória (MP) 592, para que os royalties do pré-sal sejam destinados apenas ao setor.
O texto do Plano Nacional da Educação (PNE) diz que serão utilizados 50% dos recursos do pré-sal, incluídos os royalties, diretamente em educação. Hoje, os recursos que vão para a área não chegam a 20%.
No entanto, diante da precariedade no setor, o presidente da CNTE, Roberto Leão, esclarece que o problema da educação no Brasil será resolvido apenas com uma luta empenhada por toda a sociedade. Ele ressalta ainda que o diálogo com os pais e alunos para explicar os motivos da greve deve ser permanente.
“Fazemos reuniões, esclarecemos a real situação da educação pública brasileira, levamos os pais para verificar em que condições seus filhos estão tendo aula, enfim, debatemos que na verdade essas mobilizações têm o objetivo de melhorar a qualidade da educação pública.”
Piso
O reajuste do piso salarial do magistério, anunciado pelo Ministério da Educação, no início do ano, foi de 7,97%. Cada professor da rede pública passará então a receber R$ 1.567.00 por uma jornada de 40 horas, o menor índice dos últimos três anos.
A CNTE, entretanto, entende que o artigo 5º da Lei que criou o Piso estabelece que, se o custo-aluno está sendo reajustado em 20,16% - de acordo com o crescimento da receita consolidada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) - esse deveria ser o reajuste.
“Nós dependemos que a política do Fundeb tenha credibilidade e que realmente corrija as extorsões na política educacional brasileira. É necessário que existam mecanismos que garantam efetivamente o custo-aluno”, ressalta Leão.
10% do PIB
Frente à pressão de diversos movimentos sociais e educacionais, o Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no dia 16 de outubro do ano passado.
O PNE prevê a aplicação em até dez anos de 10% do PIB na área da educação. O texto foi encaminhado para votação no Senado. Se aprovado pelos senadores sem alterações, o texto vai para sanção presidencial. Atualmente, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB no setor por ano.
Fonte: José Francisco Neto - 01/02/2013
O objetivo é defender a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública e também discutir uma alteração na Medida Provisória (MP) 592, para que os royalties do pré-sal sejam destinados apenas ao setor.
O texto do Plano Nacional da Educação (PNE) diz que serão utilizados 50% dos recursos do pré-sal, incluídos os royalties, diretamente em educação. Hoje, os recursos que vão para a área não chegam a 20%.
No entanto, diante da precariedade no setor, o presidente da CNTE, Roberto Leão, esclarece que o problema da educação no Brasil será resolvido apenas com uma luta empenhada por toda a sociedade. Ele ressalta ainda que o diálogo com os pais e alunos para explicar os motivos da greve deve ser permanente.
“Fazemos reuniões, esclarecemos a real situação da educação pública brasileira, levamos os pais para verificar em que condições seus filhos estão tendo aula, enfim, debatemos que na verdade essas mobilizações têm o objetivo de melhorar a qualidade da educação pública.”
Piso
O reajuste do piso salarial do magistério, anunciado pelo Ministério da Educação, no início do ano, foi de 7,97%. Cada professor da rede pública passará então a receber R$ 1.567.00 por uma jornada de 40 horas, o menor índice dos últimos três anos.
A CNTE, entretanto, entende que o artigo 5º da Lei que criou o Piso estabelece que, se o custo-aluno está sendo reajustado em 20,16% - de acordo com o crescimento da receita consolidada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) - esse deveria ser o reajuste.
“Nós dependemos que a política do Fundeb tenha credibilidade e que realmente corrija as extorsões na política educacional brasileira. É necessário que existam mecanismos que garantam efetivamente o custo-aluno”, ressalta Leão.
10% do PIB
Frente à pressão de diversos movimentos sociais e educacionais, o Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no dia 16 de outubro do ano passado.
O PNE prevê a aplicação em até dez anos de 10% do PIB na área da educação. O texto foi encaminhado para votação no Senado. Se aprovado pelos senadores sem alterações, o texto vai para sanção presidencial. Atualmente, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB no setor por ano.
Fonte: José Francisco Neto - 01/02/2013
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