terça-feira, 12 de junho de 2018

Relato da reunião com a Secretária de Educação acerca da hora atividade à distância.


Na manhã desta terça-feira, dia 12 de junho, os representantes do SindprofNH estiveram reunidos com a Secretária de Educação, Maristela Guasselli, em que foi entregue o abaixo-assinado sobre a hora atividade em local de livre escolha. Ao todo, foram coletadas 980 assinaturas, entretanto ainda há listas em escolas, que não foram entregues a tempo. O abaixo-assinado cumpriu parte de sua função, pois incentivou o debate nas escolas e demonstrou que há o desejo de mudança da atual situação. Também foram entregues os dados levantados com a pesquisa feita pelo SindprofNH, em que a ampla maioria considera que as condições para planejamento são inadequadas e são favoráveis de que se amplie a hora atividade em local de livre escolha.
A Secretária vê como positiva a demanda no sentido de ampliar para dois turnos de planejamento à distância mensais com caráter de experimentação, conforme apontado na pesquisa feita pelo sindicato. Entretanto, não deu prazos para ter uma posição definitiva, pois afirmou que todas as questões precisam ser pensadas antes e irá ainda consultar diretores e coordenadores das escolas, bem como seus pares na Secretaria de Educação. Estamos perto de conquistarmos, mas ainda precisamos prosseguir discutindo este tema nas escolas e espaços pedagógicos! Amanhã, quarta-feira, está prevista a reunião de diretores. Esperamos ter avanços!
Outras questões que se mostraram presentes na pesquisa feita pelo Sindicato foram colocadas na reunião, com destaque para a insatisfação com o atual plano de carreira, principalmente com a diferenciação salarial entre professores da Educação Infantil com do Ensino Fundamental, o não reconhecimento imediato da titulação, falta de condições de trabalho etc.
Veja mais sobre a pesquisa realizada:

Dados levantados com a pesquisa feita pelo SindprofNH

Pesquisa feita entre os dias 01º/06/2018 e 10/06/2018, através do Google Formulários.
O total de participantes foi de 414 pessoas, representando 61 escolas (20 EMEIs e 41 EMEFs) e 2 espaços (CEPIC e NAP). Os dados são os seguintes:

Pergunta 01: Você está satisfeito com as condições para planejamento encontradas na sua escola?
76,4% Não
23,6% Sim

Nas justificativas, a maioria das respostas apontou em falta de espaço, locais de planejamento não adequados, muito barulho, movimentação que afeta a concentração, problemas com internet, poucos computadores, poucas tomadas para notebooks etc.

Pergunta 02: Você é a favor de que parte da hora atividade seja cumprida em local de livre escolha?
96,6% Sim
3,4% Não

Pergunta 03: Você concordaria na ampliação da hora atividade à distância para dois turnos mensais neste segundo semestre de 2018, em caráter de experimentação?
95,4% Sim
4,6% Não

Pergunta 04: Você é favorável para que todos os professores, incluindo os professores de apoio, quem atua em espaços de aprendizagem, coordenadores, orientadores, diretores etc., tenham direito à hora atividade?
88,7% Sim
11,3% Não

Pergunta 05: Você está satisfeito com o atual plano de carreira? (Responderam esta questão apenas os professores que assinalaram serem regidos pelo atual plano de carreira).
94,5% Não
5,5% Sim

Nas justificativas, os professores registraram o que mudariam no atual plano. Entre as respostas, percebemos grande incidência de reconhecimento imediato da titulação, equiparação salarial para professores da Educação Infantil em relação aos do Ensino Fundamental, aumento dos índices para as progressões, direito à antecipação de quinquênios de acordo com a comprovação de formação (como no plano anterior), garantia do 1/3 de hora atividade etc.

Pergunta 06: Você já pensou em sair da Rede Municipal de Ensino de NH?
55,3% Sim
44,7% Não

De modo geral, os motivos, em sua maioria, que levaram alguns professores a deixar a RME são: insatisfação com o atual plano de carreira, não ter 1/3 de hora atividade, não ter mais turnos de hora atividade à distância, sentimento de desvalorização, não reconhecimento da titulação, sobrecarga de trabalho, insatisfação com as condições de trabalho, desvalorização salarial, professores de educação infantil com salários menores que outros colegas com a mesma formação, baixa remuneração etc.

Ainda foi disponibilizado um campo para considerações gerais que o professor poderia fazer uso, caso achasse necessário. Muitos colegas aproveitaram para fazer sua manifestação. Entre as questões levantadas, destacamos: apontamento de falta de recursos (infraestruturais e pedagógicos) nas escolas, falta de professores, demora em suprirem as licenças, falta de autonomia para as escolas, aumento da coparticipação nas consultas e exames, insatisfação com deslocamento de professores para atendimento em espaços de aprendizagem em outras escolas, alta rotatividade de professores, falta de incentivos para formação/qualificação, casos de assédio moral, insatisfação com as compensações de carga horária na hora atividade, insatisfação com as condições para a hora atividade, excesso de tarefas, muitos sábados letivos, não ter a hora atividade respeitada etc.


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